Vida em casa

Vida em condomínio é difícil, mas temos boas dicas para melhorar o convívio

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Juliana Simon

Do UOL, em São Paulo

Muitas vezes, vizinhos tornam o dia a dia em condomínio um tanto conturbado. Barulho, fofoca, reuniões com muitas discussões e pouca solução sempre são motivos de irritação e 'reclamar muito no Twitter' se tornou a válvula de escape da vez para os mais 'esquentadinhos'. Veja a seguir doze exemplos das dores (e algumas delícias) de viver nessas comunidades e dicas de como contornar situações delicadas.

Privacidade passa longe da vida de quem mora em condomínio. Seja pelos barulhos que você faz...

...ou pela vida que você leva, a hora que você chega e com quem você anda.

Mas de que lado da fofoca você está? O advogado e professor de Direito, Maurício Bunazar, recomenda pegar leve nas indiretas das redes sociais. Isso porque, dependendo da ofensa, uma briga entre vizinhos pode parar nos tribunais. "Tudo bem falar 'odeio caloteiro', mas se postar 'o fulano do 34 não paga condomínio', existe a possibilidade de processo por ter ofendido ou exposto a pessoa. É uma questão de limites", pontua. 

Além dos comentários maldosos, outro tópico campeão nos desabafos sobre #VidaemCondomínio é o barulho. Seja das crianças, de um morador que não respeita as regras ou daquela doce vida a dois.

Primeira sugestão? Respire fundo. Antes de ameaçar recorrer à justiça, Bunazar indica a tentativa de buscar uma solução amigável, contatando o síndico. "Todo condomínio tem suas regras, mas o principal fator para a paz é insistir na tolerância, nas negociações e bom senso", afirma. 

E os bichos de estimação? Como integrá-los à vida em comunidade?

Nem todo condomínio permite animais, mas essa regra é cada vez menos comum. A tendência, segundo Bunazar, é que mesmo a restrição aos de grande porte seja questionada, caso o debate se torne jurídico. "O importante é que o animal não incomode", declara o advogado.

Também não há como esquecer as 'ma-ra-vi-lho-sas' reuniões de condomínio...

Essa malfadada hora, porém, é importante, afinal as decisões comunitárias são tomadas ali. Quem deixa de participar se abstém de exercer seu direito de escolher as melhores soluções para as questões do prédio e isso pode impactar no conforto e sossego futuros, bem como no bolso. As assembleias são o momento de questionar e pontuar questões problemáticas, sempre com bom senso.

O outro lado

Mas nem só de brigas e reclamações vivem os condomínios. A convivência entre vizinhos pode render bons contatos profissionais e profundas amizades. Então, tente não torcer o nariz quando o morador do apartamento ao lado pedir aquela xícara de açúcar. Tente interagir. Afinal, para que serve viver em comunidade se não dá para criar alguns laços?

Mesmo que seja um pouquinho, muitos creem que uma das vantagens de se viver em condomínios é a segurança. O controle da entrada permite, por exemplo, atividades noturnas ao ar livre com mais tranquilidade.

Além disso, morar em um prédio com 'muuuuuitos' vizinhos pode ser a chance de esbanjar educação, solidariedade e honestidade (ou só fazer inveja mesmo).

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