Casa e decoração

Consumidor ganha otimismo nos EUA; preço de casas cai

WASHINGTON (Reuters) - A confiança do consumidor dos Estados Unidos subiu para o maior nível dos últimos oito meses em dezembro, com mais otimismo sobre as perspectivas de emprego, mas outros dados mostraram que o mercado imobiliário deve continuar pressionando a economia do país.

A melhora da confiança dá esperança de que haja uma recuperação no consumo, após o desempenho fraco de novembro.

"Os consumidores estão mais otimistas de que as condições empresariais, as perspectivas de emprego e suas situações financeiras irão melhorar", apontou o grupo de pesquisa Conference Board em comunicado.

"Embora os consumidores estejam terminando o ano com um humor um tanto mais otimista, é cedo demais para dizer se isso é uma recuperação após os declínios anteriores ou uma mudança sustentável nas atitudes."

O índice de confiança do Conference Board subiu para 64,5 em dezembro, contra leitura revisada de 55,2 em novembro. Economistas ouvidos pela Reuters previam resultado de 58,3 para este mês.

As condições do mercado de trabalho dos EUA melhoraram nos últimos meses, com a taxa de desemprego caindo ao menor patamar em dois anos e meio em novembro e o total de pedidos de auxílio-desemprego no menor nível desde abril de 2008.

O componente de situação atual da pesquisa com consumidores subiu de 38,3 para 46,7 neste mês - a melhor leitura desde setembro de 2008. O componente de expectativas disparou de 66,4 para 76,4.

MERCADO IMOBILIÁRIO PATINA

Porém, os preços de casas nos EUA caíram mais que o previsto em outubro, gerando dúvida sobre se os sinais recentes de melhora no mercado imobiliário serão sustentáveis.

O índice S&P/Case Shiller de preços de moradias em 20 áreas metropolitanas caiu 1,2 por cento sem ajustes, contra expectativas de 0,5 por cento. Em setembro, os preços caíram 0,6 por cento. Em relação a outubro do ano passado, os preços estavam 3,4 por cento mais baixos.

Outros dados, do Federal Reserve de Chicago, mostraram que o índice de atividade manufatureira da região Meio-Oeste dos EUA caiu ligeiramente, de 85,9 em outubro para 85,8 em novembro, apontando uma pequena desaceleração.

(Por Lucia Mutikani)

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