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Casa de 160 m² na zona oeste de São Paulo tem características minimalistas

Espaços abertos, amplos, integrados. O projeto desta casa situada na zona oeste de São Paulo, assinado pelo arquiteto Guilherme Mendes da Rocha é, acima de tudo, livre. Descarta qualquer rótulo de estilo ou escola, embora respeite e considere o legado de mestres como Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha (seu pai). “O importante é extrair a essência do pensamento dos grandes arquitetos e criar coisas novas”, afirma o profissional.

Partindo dessa premissa ele conseguiu organizar espaços generosos num lote de apenas 180 m² (seis metros de frente e 30 metros de profundidade). Aproveitou o declive de três metros e compôs vários desníveis na casa: dois metros para baixo e 0,80 m para cima. A distribuição dos ambientes privilegia a idéia do multiuso, visto que se trata de moradia para apenas uma pessoa que, vez ou outra, hospeda algum familiar.

Assim, o dormitório da proprietária, no mezanino ao fundo, acessado por uma passarela, comporta ambientes como home office, closet, terraço e banheiro com hidromassagem. Ali, a moradora tem tudo à mão: espaço para tratamentos de beleza no banheiro, varanda ensolarada, mesa de trabalho, armário para roupas com espaço-biblioteca e cama king size. A única separação tradicional, com porta, é a do banheiro. Na entrada do quarto há apenas uma cortina que assegura privacidade. Essa idéia do arquiteto, endossada pela proprietária, se repete em toda a residência: portas só nos banheiros.

No térreo, a lateral norte, separada da garagem por um muro vazado com trepadeira, é ocupada por área de serviço, lavanderia e banheiro de empregada.

O vazio central, com pé-direito de 6 m, tem claraboia com fechamento de vidro, por onde entra a luz natural que se espalha por toda a casa, em especial no pátio interno, criando uma área muito agradável, ideal para o convívio. Esse espaço interliga a sala de jantar, a cozinha, o estar e o home theater, além do jardim, aos fundos. Assim, tudo unido, facilita a circulação e o uso dos espaços.

A sala de jantar, bem próxima à cozinha, reúne os amigos em torno do preparo da refeição com todos os equipamentos necessário organizados em prateleiras. No piso, aberturas quadradas com seixo rolado dever receber o plantio de árvores.

A sala de estar revela acolhimento, apesar de poucos móveis -apenas sofá e móvel de apoio para equipamentos de som e TV. A maçaranduba usada no vigamento aquece o ambiente junto ao cedro-arana das esquadrias. Aos fundos, uma ampla porta de correr garante plena visibilidade do jardim, que tem piso de seixo rolado.

A cobertura é composta por telhas metálicas com isolamento termo-acústico, executado com poliuretano expandido com pintura eletrostaticamente. O vigamento de toda a casa foi deixado aparente e executado em maçaranduba com seção de 10 cm por 25 cm. A madeira também está presente no piso do dormitório (jatobá) e da varanda (deck de ipê). (Ledy Valporto Leal, colaboração para o UOL)

Ficha técnica

Residência Caldas, São Paulo

Projeto de Guilherme Mendes da Rocha

Detalhes do projeto
  • Área do Terreno 180 m²
  • Área Construída 160 m²
  • Início do Projeto outubro de 2007
  • Conclusão da Obra junho de 2010
  • Projeto Guilherme Mendes da Rocha
  • Colaboradores Heloisa Maringoni (engenharia)
  • Projeto de Paisagismo Raul Pereira (projeto); Izabel Evangelisti (execução)
  • Construção Vanderley da Silva e Associados
  • Projeto de Instalações Elétricas Sebastião Soares / Pessoa & Zamaro (hidráulica)
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