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Cinza dá tom contemporâneo à casa no interior e destaca madeira e couro

Silvana Maria Rosso

Do UOL, em São Paulo

A família composta pelo empresário da construção civil, pela advogada e pela filha de 10 anos vivia em Valinhos (SP) e optou por morar em Campinas, também no interior de São Paulo.  A casa escolhida contava com 220 m² de área construída e estava em bom estado, mas precisava ser reformulada a fim de incorporar a personalidade dos novos moradores.

"Eles vieram até o escritório por indicação e me trouxeram algumas referências do que gostavam. Por coincidência, uma das imagens que me mostraram era de um projeto meu e eles nem sabiam disso", lembra a arquiteta Eliane Carvalho, responsável pela concepção dos interiores.

A partir daí, a afinidade entre o casal e a arquiteta aumentou e isso facilitou a criação do projeto que adotou o cinza como cor base predominante, além de renovar os revestimentos e a luminotécnica.  "Nas referências para a futura casa, o cinza estava sempre presente", lembra Carvalho.

Cinzenta, mas nada fria

O cinza, tão desejado, também tomou conta dos revestimentos: o porcelanato de grande formato e em padrão concreto, revestiu todo o térreo e, na escada e na lareira, foi aplicada uma versão com veios delicados e acinzentados do mármore de Carrara.

No mobiliário, a maior parte da marcenaria fixa foi laqueada no matiz para dar ênfase e “calor” às peças móveis: as poltronas ganharam couro marrom envelhecido e a mesa de jantar ficou com acabamento em madeira avermelhada que quebram a frieza da base neutra e contemporânea.

O grande destaque da sala, porém, é o painel espelhado que abriga o sistema de som e TV e, quando não está ligado, amplia visualmente o living. O conjunto que guarda (e camufla) o home theater, porém, é apenas um exemplo da racionalização dos espaços pelos móveis. O sofá, por exemplo, serve de divisória entre o jantar e o estar e, embaixo da escada, junto a área de jantar, uma adega climatizada fica reservada em um nicho fechado pela porta envidraçada.

No jantar vê-se, ainda, a única interferência arquitetônica: o vão ocupado pela estante-bar sob medida, que também acomoda eletros e cria nichos na cozinha, antes era uma simples parede não-estrutural. O projeto reformulou o espaço gourmet, que se liga à sala por portas de correr, ganhando uma bancada de Silestone com espaço para quatro pessoas e a mesa laqueada para mais oito convivas, além de churrasqueira, cooktop e frigobar. Em dias de festa, as portas ficam abertas unindo todos os ambientes do setor social como um grande salão.

Ficha técnica

Casa de condomínio, Campinas (SP)

Projeto de Elaine Carvalho Arquitetura

Detalhes do projeto
  • Área do Terreno 250 m²
  • Área Construída 220 m²
  • Início do Projeto set./ 2014
  • Conclusão da Obra dez./ 2015
  • Projeto Elaine Carvalho Arquitetura
  • Projeto de Decoração Elaine Carvalho Arquitetura
  • Projeto Luminotécnico Elaine Carvalho Arquitetura
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