Casamento

São Paulo terá pela primeira vez a Parada das Noivas

Reuters
Vestidas para casar: mulheres participam da Parada das Noivas em Bucareste, na Romênia imagem: Reuters

São Paulo - Casada há um ano, a empresária Isabel Gimenes, de 28 anos, não precisa mais lamentar o "desperdício" de ter usado o vestido de noiva apenas uma vez. Sem precisar arrumar outro marido, contratar igreja ou festa, ela vai poder vestir novamente o modelo no domingo (23), durante a primeira edição brasileira da Brides Parade, evento que já ocorre em países como Rússia, Nova Zelândia e Portugal.

"Descobri a parada das noivas pela internet e adorei a ideia de poder usar de novo meu vestido. E desta vez sem tanta preocupação com o protocolo, podendo ousar um pouco mais", diz Isabel. "Sempre fui meio exibida e estou achando ótima essa oportunidade de mostrar o modelo desenhado por mim mesma". A parada terá concentração às 10 horas na Praça Júlio Fontoura, entre a Assembleia Legislativa e o Clube Círculo Militar, no Ibirapuera, zona sul de São Paulo. De lá, seguirá em carreata de limusines e carros antigos até a Avenida Paulista. A Prefeitura autorizou fechar o Parque Trianon no dia, um domingo, só para o evento.

"Não queremos produzir um movimento político ou comercial, mas cultural, de reforço de uma instituição que muita gente considera falida e, na verdade, não para de crescer", diz o empresário do mercado casamenteiro Fredh Hoss, organizador do evento. O interesse de Hoss pode não ser diretamente comercial, mas ele mesmo fala da mídia espontânea que a Brides Parade deve promover em um mercado que movimenta R$ 4 bilhões por ano no Brasil. "Em Portugal, eles fizeram o cálculo: a parada teve um retorno de meio milhão de euros em mídia", diz, animado.

Topo