Casamento

Mônaco se enfeita para um casamento soberano com intenções de festa popular

Eric Gaillard/Reuters
Bandeira anuncia casamento do príncipe Albert 2º com Charlene Wittstock em frente ao palácio de Mônaco (27/06/2011) imagem: Eric Gaillard/Reuters

Paris, 27 jun (EFE).- Mônaco se prepara para celebrar com cerimônias oficiais e atos de apelo à participação popular o casamento do príncipe Albert 2º com a ex-nadadora sul-africana Charlene Wittstock, que atraiu novamente a atenção da mídia ao pequeno Principado às margens do Mediterrâneo.

As duas cerimônias, uma civil na próxima sexta-feira (1º) e outra religiosa, no dia seguinte, são o ponto alto de cinco anos de namoro. Com as duas festas, os noivos querem aproveitar para mostrar ao mundo a face amável de um enclave associado a uma tríade baseada no luxo, glamour e riqueza.

Até agora 1,5 mil jornalistas estão credenciados para cobrir as cerimônias, que começa na quinta-feira (31) com uma recepção à imprensa e um show do grupo californiano The Eagles, para o qual foram convidados os habitantes monegascos e dos municípios limítrofes.

Para que ninguém perca nenhum detalhe das cerimônias em que Charlene será transformada em princesa de Mônaco, serão instalados oito grandes telas, duas delas na Praça do Palácio, uma em frente à catedral e três no píer Alberto 1º.

Mônaco espera desde 1956, ano do casamento de Rainier e da então atriz americana Grace Kelly, pela realização de uma grande festa desse porte. Para que seus cidadãos não percam o evento, foi decretado feriado nos dois dias.

Por todo o Principado já tremulam as bandeiras oficiais de Mônaco, da África do Sul e a do emblema oficial do casamento. Nos dias que antecedem a cerimônia, a cidade será toda decorada com flores, incluindo a protea, flor nacional sul-africana.

  • Amedeo M.Turello/Palais Princier Monaco via Getty Images

    Príncipe Albert de Mônaco e a ex-nadadora sul-africana Charlene Wittstock em foto oficial do anúncio de seu noivado (23/6/2010)

Fontes do Escritório de Turismo monegasco explicaram à Agência Efe que há menos de uma semana do enlace ainda restam vagas nos hotéis, mas espera-se que nesse fim de semana todos os hotéis de Mônaco, 90% são de quatro estrelas, estejam lotados.

A repercussão turística que o casamento está tendo sobre o Principado não foi quantificada em números precisos, mas desde o anúncio do noivado em junho de 2010, competições realizadas na região, como o Master Series de Monte Carlo e o Grande Prêmio de Fórmula 1, alcançaram vendas históricas de ingressos.

A conclusão é de que existe uma relação direta de causa e efeito, e por isso não soam exageradas as previsões de 100 mil pessoas no show gratuito do francês Jean Michel Jarre na sexta-feira à noite, levando em consideração que o Principado tem pouco mais de 35,6 mil habitantes.

Estão previstos trens extras durante toda a noite para facilitar a mobilidade dos que quiserem assistir à cerimônia, uma medida que reflete a vontade do casal de que a população participe da celebração. A partir do meio-dia de sexta-feira os estacionamentos do Principado serão gratuitos.

Na tentativa de fazer do casamento de Estado um ato o mais popular possível, estão programadas ainda mais de 200 atrações durante os dois dias, com espetáculos de rua e musicais.

Mas talvez o fato que mais chama a atenção é de os monegascos serem testemunhas de honra do enlace, convidados a participar do bufê que será servido à noite na cerimônia civil e a comparecer no dia do casamento religioso à Praça do Palácio, onde 3,5 mil pessoas poderão assistir sentadas aos ritos.

Para os quiserem guardar uma lembrança não faltam opções disponíveis em um elegante catálogo de artigos, com preços que oscilam de 2 euros para moedas comemorativas a 480 euros no caso de um pingente com o emblema do casamento: as iniciais de Albert e Charlene, entrelaçadas em uma coroa.

A lista total de convidados não foi divulgada, mas entre as personalidades que devem ir ao evento estão nomes como o do estilista alemão Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel, e sua musa Inés de la Fressange.

Espera-se igualmente a presença do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; do proprietário do grupo do luxo LVMH, Bernard Arnault; do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, e de seu colega do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge.

O Palácio do Principado, no entanto, foi menos transparente sobre os representantes confirmados das casas reais europeias e dos chefes de Estado que irão ao ato, e que assistirão desfilar pelo tapete vermelho uma ex-nadadora que quando criança não sonhava com príncipe encantado, mas com medalhas olímpicas.

 

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