Casamento

Veja dez tradições de casamento mais reproduzidas e dignas de emocionar casal e convidados

Mayara Alves*

DO UOL, em São Paulo

Em todos os casamentos, a noiva cumpre pelo menos uma tradição: seja vestir-se de branco, escrever o nome das amigas solteiras na barra do vestido ou ainda fazer questão do bem-casado. O UOL Casamento selecionou os costumes mais tradicionais para você se inspirar e escolher quais deles deseja seguir no seu casamento.

Vestir-se de branco

  • De todos os costumes, esse é o mais universal. No século 19, a Rainha Vitória da Grã-Bretanha foi a primeira personalidade a se casar com um vestido nesse tom, que acabou padronizando uma gama de cores, entre elas o champagne, o of white e o marfim. Ao longo dos anos, o branco passou a simbolizar pureza, castidade e a inocência da mulher.

Chuva de arroz

  • O grão simboliza prosperidade, saúde e felicidade para os chineses e hindus. "Jogar arroz sobre os noivos é desejar fertilidade e prosperidade ao novo casal", explica a assessora Adriana Gunther, da Casamento em Grande Estilo. "Como muitas igrejas proibiram a chuva na saída do altar, uma sugestão é que ela aconteça assim que os noivos cheguem ao local da festa", sugere Camila Relva, cerimonialista da Compagnie Assessoria.

Jogar o buquê

  • O enfeite de flores simboliza a harmonia. Jogar o buquê, um dos momentos mais esperados do casamento, significa compartilhar a felicidade com os amigos - e especialmente com as amigas solteiras, na expectativa de serem as próximas a se casar. Acredita-se que os gregos e romanos usavam, inicialmente, alho, ervas e grãos no arranjo, pois assim afastariam os maus espíritos e estaria garantido um casamento harmonioso e próspero.

Bem-casado

  • Segundo Camila, como as duas partes dessa delícia ficam juntinhas, o doce representa a união eterna do casal. "Costumo falar que, com ele, a vida dos noivos será cheia de doçura", garante Camila. Já Adriana garante que oferecer a iguaria aos convidados garante sorte no amor.

Nomes das amigas na barra do vestido

  • Se você não deseja que suas amigas solteiras fiquem para titia, escreva o nome de cada uma delas na barra do vestido de noiva. "Funciona como uma simpatia e assim elas se casarão em breve", garante Camila.

Quatro detalhes de uma vez

  • No dia do casamento, use algo na cor azul (símbolo de fidelidade na Roma Antiga), algo emprestado (representa a amizade, pessoas queridas que sempre estarão em volta), uma coisa nova (traz sorte para a vida de casado) e outra velha (mostra ligação com a família e pode ser uma joia, o véu ou algum outro elemento). "Essa é uma tradição fortíssima nos Estados Unidos, que promete alegria ao casal, e que as noivas brasileiras estão começando a aderir", revela Camila.

Para não faltar dinheiro

  • "Quando me casei, minha mãe recomendou que eu entrasse na igreja com a nota de maior valor dentro do sapato do lado direito. A superstição dita que, mesmo que o novo casal enfrente dificuldades financeiras, nunca ficarão sem dinheiro algum. Sou casada há sete anos e até hoje não ficamos zerados", conta Camila.

Cortar a gravata

  • Essa brincadeira genuinamente brasileira tem a finalidade de arrecadar um dinheirinho extra para a lua de mel dos noivos. Para a assessora de casamentos Hindy Caló, a melhor forma de pedir a ajuda dos convidados sem constrangimento é transformando-os no centro das atenções. "Os amigos devem se sentir especiais por contribuir. É legal que o noive pague uma prenda ou faça uma dança especial para a noiva como recompensa", afirma. Quebrar o gelo é importante e, se o dinheiro não for necessário, a brincadeira também pode ser substituída por outro momento de interação com os amigos na pista.

Costumes judaicos

  • Ao final da cerimônia, um copo de vidro é quebrado pelo noivo (chatan) para lembrar que o homem é mortal, e que deve casar e se multiplicar. O vidro é o elemento que representa também a reconstrução. Ao som do copo quebrado, a atmosfera religiosa dá lugar a danças e música para alegrar os noivos.


 

Fotos: Thinkstock e Patrícia Araújo/UOL (bem-casados)

* Com colaboração de Amanda Zacarkim

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