Casamento

Em busca de inovação, noivos brasileiros planejam casamentos em outros países

Bárbara Stefanelli

Do UOL, em São Paulo

O sonho do casamento perfeito não tem limites para alguns noivos. E, muitas vezes, para realizar a cerimônia e festa ideal, eles até ultrapassam a fronteira do país de origem, como mostra o recém-lançado livro “Destination Wedding - O Casamento como Destino” (R$ 65, ed. MLuz), da autora de Jacqueline Dallal Mikahil, dona da Be Happy Viagens, agência especializada em destinos de luxo para casais.

Em entrevista para o UOL Casamento, a autora, que também já publicou o livro “Enfim Nós - a Lua de Mel, Seus Cenários e Seus Significados", diz que a prática tem crescido no Brasil e, em alguns casos, pode até sair mais em conta, comparando com uma cerimônia de luxo. “Uma festa na Toscana [na Itália] para umas 120 pessoas sai por R$ 80 a 90 mil. Já existe todo um esquema preparado e os noivos fecham com os fornecedores de lá”, explica Jacqueline.

Ainda segundo a empresária, esses destinos já possuem pacotes de casamentos prontos que, normalmente, são feitos por apenas um fornecedor, fator que acaba barateando os custos. “A indústria do casamento se profissionalizou no Brasil e, atualmente, existem muitos fornecedores, o que acaba aumentando o preço final, pois os noivos têm de pagar a igreja, o espaço da festa, os móveis, a decoração...”

Inovando
Querer inovar e estender o momento da celebração são os pontos que fazem os noivos optarem por um casamento em outro país ou cidade, segundo Jacqueline. “O mercado brasileiro de casamentos está crescendo absurdamente e as pessoas querem inovar, buscando novas modalidades para se diferenciar. Outra questão é que os brasileiros descobriram que essa modalidade de casamentos é muito mais interessante, porque você passa alguns dias com amigos e familiares. A celebração não dura só quatro ou cinco horas, como na festa de casamento convencional.”

A opção ainda pode ser útil para casais que são de países diferentes (“por exemplo, se o noivo for norte-americano e a noiva brasileira, eles podem fazer o casamento no Caribe, que fica no meio do caminho”). Outra possibilidade é para os amantes que estão renovando os votos e querem compartilhar o momento com os familiares e amigos, mesmo que seja em outra cidade. Mas, se for optar pelo tipo de cerimônia, lembre-se: a lua de mel será no mesmo local em que os familiares vão ficar. Para os casais que desejam maior privacidade, vale continuar a viagem alguns dias depois da comemoração, sem a companhia dos convidados.  

Organização
Já que casamentos do tipo demandam maior planejamento e esforço por parte dos convidados, o ideal é avisá-los dez meses antes da data, assim eles poderão se organizar ou até marcar as férias para a mesma época. “Os convidados estão aderindo, porque as noivas antecipam o convite, e acaba sendo um pretexto para eles conhecerem o local e redondezas”, explica Jacqueline.

O modelo e tempo de duração da viagem --segundo Jacqueline, normalmente uma semana-- vai depender dos noivos. “Já fiz casamentos menores, para 30 a 40 pessoas, que os noivos mandaram convite com passagem e tudo. Mas existem várias possibilidades: os noivos podem pagar apenas pela festa ou por parte da hospedagem e algumas propostas de passeio, entre outras combinações. Isso vai depender dos noivos e da família deles; cada família tem um jeito.”

Jacqueline afirma que, nos últimos dois anos, a tendência cresceu no Brasil. Os destinos mais procurados (e mais em conta) são: Itália, na região da Toscana, Caribe e praias do Nordeste ou do Sul do país. No entanto, a empresária alerta que é sempre bom visitar o lugar antes de fechar o contrato. E, por isso, é bom que o planejamento comece com, no máximo, um ano e meio de antecedência.

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