Casamento

Atualizada em 04.07.2012 09h21

Com técnica de preservação de flores, é possível guardar o buquê por até 15 anos

Natália Zonta

Do UOL, em São Paulo

Para algumas noivas, guardar apenas o vídeo e as fotos da festa do "grande dia" parece não ser o suficiente. Em busca de mais uma recordação do casamento, muitas delas optam por buquês de flores preservadas ou guardam o arranjo desidratado depois da cerimônia. Segundo comerciantes que trabalham com a técnica, se mantido em uma espécie de quadro que protege as flores com uma cúpula de vidro, o arranjo preservado pode durar até 15 anos.

“As flores preservadas são importadas da Colômbia e passam por um processo químico que garante que o arranjo não murche. Quando guardadas em um vaso [apenas de decoração, sem água ou terra e ao ar livre], elas duram por até dois anos”, explica Sylvia Montenegro, proprietária da Flor de Cór, que trabalha com esse tipo de flor há cinco anos. Por isso, as flores preservadas também são uma alternativa para quem quer, além de manter o buquê, recebê-lo dias antes da cerimônia para evitar preocupações na última hora.

Entre os tipos de flores preservadas encontradas no mercado estão as rosas de diversos tamanhos e cores, cravos, gardênias, orquídeas, hortênsias, minicallas e crisântemos. “Há muitas noivas que pedem tulipas e peônias, mas essas são encontradas somente frescas. Nem todas as espécies se adaptam à química usada na preservação”, afirma Sylvia.

Segundo Silvia Planet, proprietária da floricultura Fleur d’Épices, esse tipo de buquê também é indicado para noivas que desejam flores que estão fora da época ou para arranjos feitos com espécies difíceis de encontrar ou que duram pouco, por serem mais sensíveis. “A hortênsia é um exemplo clássico”, afirma.

Outro atrativo são as tonalidades, já que é possível mudar a cor da flor através da técnica de preservação. “Mulheres que preferem cores mais vintage, como rosa antigo, chá e bege, amam os buquês preservados”, afirma. As noivas ainda usam esse tipo de flor em enfeites para o cabelo e em pulseiras que podem servir de presentes para as madrinhas do casamento. Se colocadas em uma caixinha mais bonita, as flores podem ser opção de lembracinha para os convidados.

Como não murcham facilmente, os buquês desse tipo também podem ser enviados pelo correio. A prática é comum entre as empresas que têm clientes fora de São Paulo. No entanto, para ter um buquê preservado, a noiva terá de desembolsar pelo menos R$ 500. Para enquadrar, o valor ultrapassa os R$ 1.000, dependendo do material e das flores escolhidas.

Flores desidratadas
Para quem não abre mão de um buquê de flores convencionais, mas ainda assim deseja guardá-lo, uma opção é a desidratação das flores. Nesse processo, a noiva tem de reservar o buquê depois da cerimônia e enviá-lo a uma empresa especializada. Por isso, nada de jogá-lo para as amigas solteiras.

“A noiva deve colocar o arranjo na geladeira e protegê-lo com um saco plástico logo após a cerimônia. Depois, buscamos o buquê”, explica Magali Carneiro, dona da Magali Flores, empresa que faz esse serviço.

Após ser desidratado, o buquê é emoldurado e dura, em média, dez anos. Mas as noivas devem ficar atentas ao escolher esse método de conservação, já que nem todas as espécies ficam bonitas depois de secas. “As orquídeas são as que melhor aceitam passar pelos processos químicos, seguidas das rosas, lírios e hortênsias. Já os lisiantus, as gérberas, o girassol, a dália e a boca-de-leão, não se adaptam”, diz Magali.

Mais uma vez, não sai barato manter o buquê por meio da desidratação. O processo custa a partir de R$ 600. No entanto, a memória do casamento será preservada por anos e anos.

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