Casamento

Casamento no hotel proporciona facilidades para noivos e convidados em destinos exuberantes

Mayara Alves

Do UOL, em São Paulo

Cada vez mais, hotéis pelo mundo estão investindo em infraestrutura para receber noivos e seus convidados. A modalidade, conhecida como “destination wedding”, abre um leque enorme de possibilidades referentes ao local do evento, além de reunir cerimônia e festa no mesmo destino.

“Ainda é uma novidade por aqui, mas, nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Canadá, por exemplo, já é uma prática muito comum. É a oportunidade dos noivos realizarem um sonho, seja de casar na praia, no campo ou em um castelo. Opções que, muitas vezes, não existem na cidade onde moram”, explica Jacqueline Dallal Mikahil, diretora da agência de viagens Be Happy.

O primeiro benefício lembrado por Jacqueline para um “destination wedding” é a praticidade. “A noiva tem todos os serviços em um só lugar. Para organizar um casamento tradicional na própria cidade, ela tem de contratar o espaço, depois os móveis, a decoração, a música, o bufê e por aí vai. Ou seja, são muitos fornecedores! Já os hotéis que organizam casamentos costumam oferecer pacotes fechados, que, claro, podem ser personalizados, mas já oferecem o serviço completo”, explica. Na maioria dos hotéis, ainda há o chamado “wedding coordinator”, um coordenador de casamento, que organiza os preparativos da cerimônia.

Do ano passado para cá, Roberta Cutlak, proprietária da empresa de consultoria em casamentos em hotéis de luxo Roberta Cutlak Consulting e dona do site Casamento Pé na Areia, conta que, em 2012, triplicou o número de casamentos que organizou em hotéis. E, segundo as especialistas consultadas, os destinos mais procurados pelos casais brasileiros são: Caribe, praias do México, Riviera Maia, castelos da Toscana, França e praias brasileiras --principalmente as do Nordeste. No estado de São Paulo, três hotéis têm investido na área de casamento e também são recomendados: Tabatinga Hotel, em Caraguatatuba, hotel fazenda Dona Carolina, em Itatiba, e o Blue Mountain Hotel & Spa, em Campos do Jordão.

Prolongue a festa
Com o casamento longe de casa, a festa acaba durando mais do que apenas as oito horas comuns. “Normalmente, os convidados costumam chegar um ou dois dias antes da festa e ainda podem ficar alguns dias depois. O que resulta em, pelo menos, quatro dias de convívio do casal com os convidados”, conta Jacqueline.

No caso de ser apenas um final de semana, para não comprometer a agenda dos convidados, Roberta Cutlak conta que pode ser feito um jantar de brinde na sexta-feira; no sábado, pela manhã, os convidados podem aproveitar as atividades do hotel, e à noite ou ao pôr do sol, acontece a cerimônia. No domingo, ainda há convivência no café da manhã e só depois vão embora. Em seguida, os casais seguem para a lua de mel, que pode acontecer no próprio hotel.

A maior convivência entre os convidados ainda acaba deixando a festa muito mais animada. “Os convidados já se enturmam desde o dia interior. Então, quando a festa começa, eles já vão logo para a pista se divertir. Não precisam daquele tempo em que ficam todos quietinhos até começar a interação”, conta Roberta. Além disso, a segurança e a comodidade de estar em um hotel também dá mais liberdade para curtir a festa. Afinal, deste modo, os convidados não precisam se preocupar com o deslocamento entre o local da cerimônia e festa e muito menos com a volta para casa.

Etiqueta do convite
Geralmente, por ser mais longe, é muito comum que o casamento seja feito no estilo “mini wedding”, para até 100 convidados. “Isso acontece principalmente se os noivos vão pagar as passagens e estadias dos convidados. Já quando os custos dos convidados ficam por conta deles mesmos, é mais comum ser feito um casamento maior”, explica Jacqueline.

Se os noivos não vão arcar com as estadias, Roberta ainda dá a dica: “nesse caso, é preciso que coloquem no convite mais duas opções de hotéis da região, além daquele em que acontecerá o casamento. Procure por um de preço médio e outro mais barato, para que até quem tem menor renda se sinta à vontade para ir”.

Além disso, como a festa requer um maior deslocamento, é preciso mandar os convites com mais antecedência para eles se programarem. Segundo as especialistas, se for para uma localidade fora do país, o ideal seria o envio com um ano de antecedência --pelo menos o envio do pré-convite, mais conhecido como “save the date”. Se for em um local próximo à cidade onde moram, o “save the date” deve ser enviado com pelo menos três meses antes de antecedência.

Vale lembrar que, antes de fechar com um hotel, é preciso pesquisar sobre a experiência que o local tem com casamentos. “É uma coisa nova para eles. Normalmente, para receber hóspedes, é um serviço rápido. Para o casamento, é preciso estar em contato, pelo menos, durante um ano inteiro para fechar detalhes”, exemplifica Roberta Cutlak.      

Topo