Organização do casamento

Dezembro é o mês preferido pelos brasileiros que vão subir ao altar; entenda os motivos

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Disputado pelas noivas, o mês de dezembro é vantajoso para quem deseja aproveitar férias e 13º salário imagem: Thinsktock

Daniela Venerando

Do UOL, em São Paulo

O último mês do ano entrou definitivamente para o calendário das noivas, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Registrando um total de 119.884 cerimônias realizadas 2010 --ano que serviu de base para o balanço--, dezembro é o mês mais procurado para realizar casamentos. Dados atualizados deste levantamento, divulgado em dezembro de 2011, apontam que o número de casamentos realizados no último mês do ano chega a ser 62% maior do que durante o mês de maio --tradicionalmente conhecido como o Mês das Noivas, que, no ranking, aparece apenas na sexta colocação.

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Entre os motivos da preferência por dezembro, estão o 13º salário e outros bônus que as empresas oferecem para os funcionários. “Como a pesquisa abrange o país inteiro e todas as classes sociais, acredito que o motivo principal está nos ganhos extras de fim de ano, como o 13º e outros bônus dos empregados”, explica Vera Simão, presidente da Abrafesta (Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais) e idealizadora da feira Casar.

Para a especialista em casamentos, a possibilidade de organizar festas em espaços abertos também conta pontos para dezembro. “O tempo aberto e com sol é a grande vantagem desta época. Além disso, fica mais barato se casar em dias de sol, por não haver a necessidade de cobertura ou tendas para o ambiente”, explica. Como em algumas regiões dezembro é um mês chuvoso, Vera indica estudar o local e planejar um plano B, além de contratar um serviço de previsão de tempo personalizada para os noivos.

Já para a cerimonialista e assessora de casamentos Fátima Leonhardt, o principal motivo são as férias coletivas e o período das festividades de fim de ano. “Os casais aproveitam esse recesso para tirar a lua de mel ou emendar com as férias e ter um tempo maior de descanso.” Ainda segundo ela, ninguém gosta de voltar de lua de mel direto para o trabalho.  “No retorno, os casais querem repercutir o casamento. A noiva curte esse momento, pois é quando tem tempo de ver as fotos e vídeo do casamento e, principalmente, comentar com amigos e familiares sobre a festa e viagem”, acredita. Outro detalhe que torna dezembro um mês disputado é que a época de festas pode facilitar a vinda de parentes distantes à cerimônia. No entanto, se o casais não quiserem disputar com as festividades, Vera Simão recomenda escolher a primeira quinzena do mês.

Desvantagens
Se você pretende engrossar as estatísticas do IBGE e se casar em dezembro, a saída é fazer um planejamento com antecedência. “Por causa das comemorações de fim de ano das empresas, pode ser difícil encontrar uma data disponível em bufês de festas”, alerta a assessora de casamento Mônica de Almeida Stéfani, da Alligare Wedding Planner. Segundo pesquisa da Abrafesta realizada em 2012, o local da festa ocupa a primeira posição entre as dificuldades encontradas ao longo da organização do casamento. 

Por causa das altas temperaturas da época, as flores da decoração devem ser escolhidas com cautela. “É importante lembrar que as flores sofrem mais com o calor em dezembro, por isso o fornecedor deve enfeitar o local com pouca antecedência da cerimônia”, avisa Mônica. No entanto, rosas e lírios --consideradas nobres-- são flores da estação, portanto apresentam um preço melhor.

No quesito financeiro, também há uma desvantagem ao realizar o casamento em dezembro. Com tanta procura nessa época, dificilmente será possível pedir um desconto aos fornecedores. Preços reduzidos são mais comuns em janeiro --mês fraco para casamentos, por conta do desfalque dos convidados em férias-- e em agosto --conhecido “mês do cachorro louco”, evitado por casais mais supersticiosos. Segundo a assessora Fátima Leonhardt, nesses meses mais fracos, os descontos costumam chegar a 20% (“mas mesmo com a possibilidade de gastar menos, as noivas não querem casar em agosto”).         

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