Casamento

Conheça as tradições gastronômicas dos casamentos ao redor do mundo

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Na Itália, as cincos amêndoas confeitadas representam saúde, riqueza, felicidade, fertilidade e longevidade imagem: Thinkstock

Catarina Arimatéia

Do UOL, em São Paulo

O bufê do casamento reúne diversas tradições e rituais diferentes em cada país. Entre eles, pratos salgados, bebidas e docinhos fazem a alegria dos convidados, assim como acontece com os famosos bem-casados no Brasil. Por aqui, o doce faz sucesso e promete trazer felicidade e prosperidade aos noivos -as duas fatias finas de pão de ló representam o noivo e a noiva, unidos por uma generosa camada de doce de leite, ou seja, o lado doce da vida.

A origem dos bem-casados brasileiros é atribuída aos portugueses e aos seus “casadinhos”, geralmente elaborados com recheio de creme de ovos. Porém, em Portugal, o que é mesmo tradicional servir em casamentos, além de frutos do mar e assados, são os queijos da Serra da Estrela, os pasteis de Belém e muito vinho do Porto. Em determinadas regiões, como em Ribatejo ou Beira Litoral, também é servido a chanfana ou lampatana, um cozido temperado feito em panela de barro com carne de cabra, vinho tinto, páprica e banha de porco. Parece apetitoso? Pois há muito mais.

Abaixo, conheça a tradição dos bufês de outros países e seus docinhos, bebidas e pratos típícos:

Itália
Em um casamento italiano não pode faltar o wanda (laço de massa fresca frita, polvilhado com açúcar de confeiteiro e canela) e os confetti (amêndoas doces confeitadas) que são distribuídas aos convidados. “É importante prestar atenção na quantidade oferecida. São necessárias cinco unidades, representando cinco desejos para a vida dos noivos: saúde, riqueza, felicidade, fertilidade e longevidade”, conta Caroline Maia, chef e proprietária do Trópikos Expresso Gourmet, localizado em São Paulo. Bruno Previato, sócio-proprietário do restaurante Biondi, completa: “o risoto de açafrão também é bastante tradicional, assim como o almoço de domingo, quando  não pode faltar o leitão assado”.

Grécia
Os gregos também oferecem amêndoas doces durante a festa. Elas são servidas em pequenas porções sobre uma bandeja de prata.

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    No casamento dos franceses não pode faltar o croquembouche

França
No casamento dos franceses é servido o croquembouche, que significaria, em uma tradução livre para o português, “quebra na boca”. A sobremesa é feita com pasteis de nata recheado com creme de confeiteiro e revestido de açúcar caramelizado. “Eles podem ser decorados com flores de marzipã e de chocolate”, diz Caroline. São como profiteroles colocados um em cima do outro, formando uma pirâmide ou um cone. Outra tradição francesa são os bolinhos que lembram cupcakes, levados pelos convidados e empilhados em uma mesa central. Durante a festa, os noivos precisam se beijar por cima das guloseimas sem derrubá-las, para dar boa sorte à vida a dois.

Japão
País rico em tradições, os japoneses não abrem mão das ovas do peixe arenque, que simbolizam a fertilidade e a prosperidade do casal. Elas podem vir sozinhas ou em cima de sushis. Outro momento marcante é a cerimônia do saquê, quando a bebida é degustada pelo casal por três vezes, em três pequenos copos. É a hora em que os noivos homenageiam seus pais e sogros.  

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    Bolo de frutas com cobertura de glacê é tradição na Inglaterra

Inglaterra
O tradicional bolo de frutas marca presença em casamentos nobres e plebeus. De origem medieval, tem entre seus ingredientes uvas passas, nozes, cerejas, amêndoas, laranjas e abacaxis cristalizados, cidra e avelã, tudo embebido em conhaque. A cobertura é de glacê. Como tem um prazo de duração longo, muitas vezes uma fatia ou o topo do bolo é guardado para comemorar o primeiro aniversário de casamento ou o nascimento do primeiro filho.

Irlanda
O bolo de casamento é bem semelhante ao inglês, mas a crosta superior é feita com uísque irlandês. Também é comum servir um vinho de mel chamado Mead.

Líbano
Além do cordeiro e do arak, aguardente típica do país, as mesas dos casamentos libaneses contam com flores de marzipã, geralmente confeccionadas por freiras que vivem em clausura. “De origem árabe, o marzipã surgiu pela primeira vez na Europa durante o século 12, produzidos por freiras que misturavam amêndoas com açúcar. Aromatizado com água de flor de laranjeira, é moldado em formato de rosas e de outras flores delicadas antes de ser assado”, conta Adriana Miranda, sócia-proprietária do Balila, restaurante libanês inaugurado recentemente no bairro de Pinheiros, São Paulo.

Dinamarca e Noruega
Os dois países escandinavos têm em comum o bolo Kransekage ou Kransekake, formado por aneis um em cima do outro. A massa conta com amêndoas, açúcar e marzipã, entre outros ingredientes. No meio do bolo, no centro dos aneis, é comum colocar biscoitos, chocolates e até garrafas de vinho ou do destilado aquavit.

Índia
No dia do casamento, os noivos não podem se esquecer do iogurte com mel. O primeiro simboliza a saúde. O mel, um doce começo.

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    Na Suíca, os noivos oferecem macarons para os convidados

Suíça
Assim como os noivos brasileiros ao final da festa distribuem bem-casados, na Suiça os convidados ganham deliciosos macarons e madeleines.  

Coreia
Os patos assados são obrigatórios nas recepções coreanas de casamento. A explicação é singela: as aves formam casais que se se mantêm fieis durante toda a vida.

China
Uma das tarefas dos noivos no dia do casamento é tomar a tangyuan, sopa de bolinhas de arroz doce. Detalhe: elas não podem ser mastigadas e, sim, engolidas por inteiro. O significado das massinhas de arroz é literal: um ritual de boa sorte para que o casamento seja doce e pacífico.


 

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