Casamento

Ilhas podem substituir os tradicionais bufês em recepções; veja opções

Marina Oliveira e Thaís Macena

Do UOL, em São Paulo

O tradicional bufê já não é mais a única opção para servir bem em uma festa de casamento. Os anfitriões que querem surpreender os convidados podem investir em ilhas gastronômicas, ou seja, espaços temáticos espalhados pelo salão, que oferecem diferentes tipos de comidas e bebidas. “As ilhas deixam o evento mais descolado”, afirma a produtora de festas Luciana Krizanowski, de Curitiba. Em uma mesma recepção, por exemplo, é possível oferecer mais de um tipo de ilha, como uma de comida mexicana, outra de queijos e antepastos e mais uma de águas aromatizadas para refrescar os convidados no início do evento. “Outro ponto positivo é que elas dão liberdade aos convidados, que podem comer na hora que quiserem. No bufê, geralmente há um período de tempo que deve ser respeitado para que as refeições sejam servidas”, diz Juliana Arnoni de Barros, da banqueteria Santinha Gastronomia, em São Paulo.

A escolha certa
Ilhas de comida típica brasileira ou de boteco, comida italiana, queijos e frios e até de comida oriental estão entre as mais pedidas em casamentos. Mas a escolha também pode ser feita de acordo com a personalidade e a história de vida dos anfitriões. “Já fizemos um casamento em que a noiva quis uma ilha de doces de fazenda, com muitos bolos, bolachinhas e sobremesas caseiras”, diz Juliana.

A época do ano também importa. Em um casamento no inverno vai bem uma ilha de caldos e sopas ou de polentas com diferentes molhos. Na hora de montar o cardápio, pense em oferecer alimentos variados, para agradar a todos os presentes. “Sugiro sempre ter carnes vermelhas e brancas, massas para vegetarianos e uma ilha para ser o diferencial do evento, como a japonesa”, diz Luciana.

Ainda que os convidados gostem de novidades, as comidas exóticas costumam não agradar a todos. Por isso, o melhor é investir em uma apresentação inusitada de pratos já conhecidos. “A comida é uma dose extra de diversão. No entanto, quando os pratos servidos são diferentes, as pessoas ficam intimidadas. Deve haver algo mais tradicional, que a pessoa olhe e saiba o que é”, afirma o chef João Belezia, de São Paulo.

Do seu jeito
Ilhas funcionam sozinhas ou como complemento para um serviço de bufê tradicional. A escolha entre uma ou outra opção vai depender do perfil dos convidados. É preciso ter em mente que, quando há somente os espaços menores, os convidados precisam se dirigir até a comida, em vez de serem servidos por um garçom. “Já vi alguns ficarem confusos e pedirem aos garçons que estavam servindo as bebidas para pegar comida para eles”, diz Juliana.

Em recepções em que o público predominante é mais jovem, as ilhas funcionam bem. Especialmente se a ideia é oferecer uma refeição leve, o que geralmente ocorre nas festas que rolam durante o dia ou após às 21h. “Nesse caso, o interessante é ter pelo menos uma ilha com pratos quentes servidos em pratos e tigelas de tamanho médio, para garantir que ninguém sairá com fome”, diz Maíra Custódio, da Nani Bernardo Gastronomia, de São Paulo.

Em festas só com ilhas, é preciso calcular uma estação de comida para cada 50 convidados. Já se há também o bufê tradicional, uma a cada 100 convidados é o suficiente. O valor do serviço varia, mas é possível enxugar o orçamento quando estas são as únicas opções gastronômicas da festa. No entanto, quando o serviço é um complemento ao bufê, geralmente o valor é calculado à parte e somado ao orçamento final. 

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