Vida no trabalho

7 tipos de chefes tóxicos e como lidar com eles

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Para lidar com o chefe que nunca está satisfeito com os resultados, é preciso fazê-lo detalhar o que espera da tarefa imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

Encontrar um gestor que se comprometa a ajudar os profissionais de sua equipe a se desenvolverem e que saiba extrair o melhor de cada um não é fácil. Até chegar lá, você provavelmente terá de encarar muitos chefes com comportamentos inadequados e precisará sobreviver a eles, sem prejudicar a carreira ou a saúde emocional. A seguir, especialistas dão algumas orientações de como lidar com sete tipos de líderes.

Fontes consultadas: Marcos Vono, psicólogo com MBA em gestão de recursos humanos pela USP (Universidade de São Paulo); Selmi Aquino, consultora de recursos humanos, e Sergio Gomes, consultor de desenvolvimento humano, todos de São Paulo.

  • O que trabalha para si

    É o chefe que não se importa com a empresa, muito menos com os funcionários. Está lá para se promover e tocar projetos que de alguma forma o beneficiarão. Sendo subordinado desse líder, é difícil não fazer aquilo que foi determinado. Com jogo de cintura e paciência, você pode ajudá-lo a enxergar que o que é bom para a companhia também será para ele. Da mesma forma com a equipe: quando os funcionários dele se destacarem, o líder também levará o crédito.

  • O que não assume seus erros

    É o chefe que está sempre atrás de um culpado para as mancadas que dá. De acordo com os entrevistados, esse tipo de líder é um dos mais comuns nas organizações. Nesse caso, o mais importante é se proteger: documentar tudo o que faz para ele e só seguir adiante em uma tarefa quando ela for formalmente aprovada. Ao errar, assuma, até para mostrar que você compreende a própria contribuição nas decisões da equipe --as boas e as ruins.

  • O que não sabe coordenar

    Uma equipe sem coordenação pode se tornar confusa. Além disso, os profissionais que a integram provavelmente se mostrarão extremamente frustrados, por não conseguirem evoluir. Uma forma de lidar com esse gestor é insistir em alinhar uma estratégia para a equipe, com objetivos e planejamento. Dessa forma, os erros dele afetarão menos o seu resultado. Outra maneira de conviver bem é se tornar um mediador, ajudando a equipe e o líder a se comunicarem.

  • O fofoqueiro

    Um chefe fofoqueiro age como um amigo sem noção, só que pior, pois o comportamento é ainda mais inapropriado em um ambiente corporativo. Com esse tipo de líder, o mais importante é selecionar bem o tipo de conversa. O mais seguro é falar sempre sobre trabalho e resultados, evitando comentar sobre as outras pessoas.

  • O narcisista

    São os que acreditam serem superiores em tudo. Mais inteligentes, talentosos, espertos... Não percebem que só conseguem ser vistos pela equipe como arrogantes. Não confrontar esse tipo de líder pode evitar muita dor de cabeça. O melhor é organizar as ideias de modo que ele se sinta parte da solução encontrada por você. É importante que ele pense que se não fosse por ele o resultado não seria positivo. Com o tempo, a própria empresa perceberá a postura desse líder e a necessidade de treiná-lo.

  • O que some quando o problema chega

    Bons líderes sabem preparar as equipes para solucionar problemas em sua ausência, mas não devem desparecer toda vez que o calo aperta. Nessas situações, se a responsabilidade da solução do problema for sua, apresente a proposta e peça a ele, formalmente, aval para prosseguir. Caso a responsabilidade seja dele, ofereça ajuda para pensar e propor soluções, mas deixe que ele decida o que fazer.

  • O que nunca está satisfeito com os resultados

    Quando o nível de exigência não está fora da realidade da empresa e da equipe, esse líder torna-se um bom desafio, pois os funcionários precisarão mostrar dedicação e empenho para entregar um trabalho de qualidade. Mas se ainda assim ele não aprovar as entregas, o melhor a fazer é pedir uma conversa detalhada sempre que surgir uma demanda e insistir que ele descreva todos os itens que considera imprescindíveis, antes mesmo de iniciar o trabalho.

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