Comportamento

Os 10 principais vilões de um relacionamento bem-sucedido

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Para construir um relacionamento saudável, o casal tem de investir em cumplicidade e parceria para contornar eventuais obstáculos. Conheça a seguir os dez principais vilões de uma relação feliz.

Fontes: Lígia Baruch Figueiredo, mestre e doutoranda em psicologia e pesquisadora do Núcleo de Família e Comunidade da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo);  Mônica R. Mauro, psicóloga, terapeuta familiar e professora do Instituto Sedes Sapientae, em São Paulo;  Lídia Weber, psicóloga, palestrante sobre relacionamentos amorosos e orientadora de mestrado e doutorado em educação pela UFPR (Universidade Federal do Paraná); Vanda Lucia Di Yorio Benedito, analista junguiana e coordenadora no Núcleo de Terapia de Casal e Família da SBPA (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica), e Elídio Almeida, psicólogo pela UFBA (Universidade Federal da Bahia).

  • Caio Borges/Arte UOL

    Ciúme

    Quando acontece repetidamente e sem fundamento, deixa, na pessoa que é vítima dele, a sensação de que ela não é digna de confiança e de que não é enxergada pelo par. Quem experimenta o sentimento também sofre muito, principalmente porque os fatores que o desencadeiam são insegurança e baixa autoestima. Na impossibilidade de controlá-lo, contenha as reações exageradas de desconfiança, raiva e indignação. Mantê-lo sob controle e aprender a discernir fantasia e realidade são ações fundamentais. Leia mais

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Individualismo

    Com a maior valorização da autonomia e da satisfação individual hoje em dia, o grande dilema contemporâneo é como conciliar esses valores com a relação a dois. O primeiro passo é entender que eles não são sinônimo de individualismo. O individualista é aquele que só pensa em si, não vê a outra pessoa, não interage. A falta de intimidade é o principal risco de uma relação na qual raramente os parceiros partilham interesses e atividades. A longo prazo, até a sexualidade fica comprometida.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Lazer escasso

    É preciso um esforço contínuo e consciente --de ambos os parceiros-- para manter o pique de fazer atividades divertidas como no início da relação. Muitos casais, principalmente em situações de crise financeira ou quando têm filhos pequenos, acabam negligenciando o lazer. No entanto, coisas simples, como passear em um parque de mãos dadas ou ver um filme no fim do dia, já são suficientes para restabelecer a conexão e criar um clima de intimidade e diversão.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Valores diferentes

    Os especialistas se dividem em duas correntes de opinião sobre esse tema. A primeira diz que quanto maior o número de áreas em que o casal diverge, mais difícil será sustentar a relação. Para a segunda, o problema não são as diferenças, mas não saber respeitar verdadeiramente as convicções do par quando elas são contrárias às suas.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Competitividade

    Quem se importa mais com os filhos, quem se preocupa mais com as finanças, quem investe mais na relação, quem precisa aturar mais a família do outro... Há casais que, sem se darem conta, transformam as diferenças em rivalidade. Em vez de somarem forças por um bem comum --a felicidade a dois-- acabam se distanciando em meio às picuinhas do cotidiano. A vida já está repleta de competição. Se ela invade um relacionamento, a sensação de parceria é quebrada facilmente, pois homens e mulheres querem apoio e não oposição. Leia mais

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Imaturidade

    Ter ideias fantasiosas e românticas a respeito da vida a dois é o primeiro passo para ser infeliz no amor. Todo relacionamento passa por períodos de mudanças, como o nascimento do primeiro filho, por exemplo. Se o casal não se sente seguro e disposto a encarar as intempéries, dificilmente sobrevive às crises. A melhor maneira de crescer emocionalmente é praticando o autoconhecimento. É preciso avaliar a razão de agir de determinada maneira e não de outra, saber o que traz alegria ou tristeza, aceitar os próprios defeitos e, sobretudo, exercitar a tolerância em relação às falhas alheias.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Diálogo ruim

    Há casais que parecem acreditar que dialogam, mas, na verdade, estão presos a padrões nocivos de comunicação, como brigas, picuinhas, indiretas e DRs (discussões de relacionamento) constantes, monotemáticas ou sem foco. Um diálogo aberto, sem distorções ou mentiras, dá a chance aos parceiros de encontrarem caminhos comuns que, em geral, levam a soluções satisfatórias.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Falta de objetivos em comum

    Não é errado que as pessoas tenham objetivos distintos em um relacionamento. O que é preciso evitar --e sim pode pôr fim a qualquer relação-- é forçar que o par abrace um objetivo seu ou abrir mão do que quer apenas para agradá-lo.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Problemas financeiros

    Despesas inesperadas, dívidas, desemprego... A falta de dinheiro afeta o humor e o comportamento de qualquer um. Diante de uma situação do gênero, só vai sobreviver o casal que se unir para enfrentar o problema e não apelar para a troca de acusações.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

  • Caio Borges/Arte UOL

    Sobrecarga de tarefas

    Ninguém gosta de se sentir sobrecarregado. Quando um dos dois percebe que as demandas do dia a dia não são cumpridas de forma equilibrada, há o risco de a frustração tomar conta do relacionamento, contaminando-o. O caminho é não assumir mais do que consegue dar conta ou conversar sobre uma nova divisão de tarefas.

    Imagem: Caio Borges/Arte UOL

Topo