Comportamento

Perigo no sexo: 9 "manobras" que te levam da cama ao pronto-socorro

Leh Latte/UOL
Tome cuidado ao se aventurar em manobras que exijam flexibilidade e malabarismos imagem: Leh Latte/UOL

Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

Muito se fala sobre como ter e dar prazer na hora do sexo, mas pouco se comenta sobre o fato de transar ter o seu lado "perigoso". Para evitar problemas e o pronto-socorro, é preciso tomar cuidado ao se aventurar em manobras que exijam muita flexibilidade e estar atento aos sinais que o corpo dá de que o limite dele foi alcançado. Além disso, é importante ficar de olho nos produtos e brinquedos utilizados para estimular a excitação, para cuidar da sua integridade física e também da do parceiro.

A seguir, veja como lidar com nove situações de perigo na cama.

  • "Fratura" peniana

    O pênis não tem osso, de fato, mas pode sofrer lesões graves nas cavidades cavernosas (par de estruturas parecidas com esponjas) se for dobrado ou envergado rapidamente durante a relação sexual. A forma mais comum de acontecer é quando a mulher está por cima e o homem sem controle do ritmo da penetração. Porém, segundo José Carlos Richelmann, médico sexologista e presidente do Comitê Científico de Sexualidade Humana da APM (Associação Paulista de Medicina), o homem também corre risco de traumatizar o órgão sozinho. "Qualquer movimento que force o pênis ereto para baixo bruscamente pode ocasionar lesões." Leia mais

  • Contraturas musculares

    Posições que exigem muita elasticidade daqueles que estão envolvidos na transa podem acabar mal. Segundo a sexóloga Paula Napolitano, na maioria dos casos, quem não está na posição "desconfortável" acaba perdendo o controle com a empolgação, o que pode machucar o outro que está exposto. "Distensões e contraturas musculares na perna são comuns. É preciso tomar cuidado, pois não é o malabarismo ou a quantidade de coisas diferentes que você pode fazer que serão responsáveis pela excitação."

  • Fissura vaginal

    De acordo com Florence Marques, ginecologista e coordenadora do Ambulatório de Sexologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul, as fissuras vaginais são mais comuns de acontecer com mulheres que já entraram na menopausa. "Por conta da atrofia, menor elasticidade e lubrificação, a vagina fica mais sensível e a simples fricção da penetração pode machucar. Por isso, é sempre importante abusar de lubrificantes à base de água." A especialista fala ainda que é difícil esse tipo de lesão levar a mulher ao pronto-socorro, no entanto, é importante acompanhar a cicatrização e não aplicar medicamentos sem recomendação médica. Leia mais

  • Camisinha perdida

    Mais perigoso do que perder (ou esquecer) o preservativo na vagina é isso acontecer durante o sexo anal. Segundo os especialistas, a camisinha pode se perder no intestino e existe o risco de ser necessária uma cirurgia para retirá-la. "O intestino é muito extenso e não conseguimos resolver tão facilmente quanto quando ocorre na vagina, que um simples exame de toque a encontra", fala Florence. Leia mais

  • Objetos indevidos

    Segundo os especialistas entrevistados pelo UOL, ainda é comum que cheguem ao hospital casos de tubos de desodorante, garrafa PET e cabo de escova de cabelo presos (ou perdidos) na vagina ou no ânus. "Atitudes do gênero podem causar peritonite, um tipo de inflamação provocada por bactéria ou fungo no tecido que reveste a parede interna do abdômen", fala Richelmann. Por isso, em situações de muita animação na hora do sexo, o melhor é optar por itens próprios para penetração. "Lembre-se sempre de usar lubrificante e objetos específicos, como aqueles que imitam o pênis e têm testículos. Isso dificulta a penetração total e, portanto, é mais seguro", declara Florence.

  • Brincadeiras com velas

    A prática é bastante comum para os amantes de fetiches, porém é importante saber que nos sex shops existem produtos adequados para a prática. "Não é aconselhável, por exemplo, usar uma vela comum que temos em casa. Queimaduras sérias podem acontecer e acabar com o clima", afirma Paula. Ainda sobre fetiches, a sexóloga diz que quem quiser experimentar o universo BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) precisa pré-definir as regras com o parceiro para um não ultrapassar o limite do outro. Leia mais

  • Mordidas nos seios

    Apesar de serem zonas erógenas importantes para a sexualidade feminina, os seios não são brinquedos sexuais e precisam de atenção e cuidado por serem bastante sensíveis. "Sucção com muita pressão pode provocar rompimento de vasos sanguíneos, o que leva a sangramento e, consequentemente, a formação de hematoma. Fora isso, pancadas muito fortes podem ser doloridas para mulheres que têm muita sensibilidade, principalmente após a metade do ciclo, com a elevação da taxa de progesterona, que provoca retenção de água e sal no corpo", afirma o presidente do Comitê Científico de Sexualidade Humana da APM (Associação Paulista de Medicina). Leia mais

  • Produtos duvidosos

    A regra básica para quem gosta de apimentar a vida sexual é saber onde comprar os apetrechos. A sexóloga Paula Napolitano aconselha, mesmo em sex shops especializados, ler no rótulo o que é indicado fazer com cada produto e verificar a validade. "Além disso, o ideal é testar nas partes mais sensíveis, como na parte interna do pulso e pescoço, a fim de verificar eventuais reações alérgicas." Leia mais

  • Acidente no 69

    A famosa posição sexual que coloca o casal praticando sexo oral ao mesmo tempo também tem suas controvérsias. A sexóloga Paula Napolitano diz que a excitação extrema pode terminar em mordida involuntária, tanto no pênis quanto no clitóris. "Essa pode não fazer você parar no hospital, mas, com certeza, quem for ferido em uma dessas passará dias lembrando da 'aventura'." Leia mais

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