Comportamento

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Leo Gibran/UOL
É possível passar pelas situações delicadas dos encontros de Natal sem se irritar imagem: Leo Gibran/UOL

Do UOL, em São Paulo

Esta matéria é para você que, com a aproximação do Natal, está sofrendo com a iminência de ter de encontrar, mais uma vez, parentes cujas atitudes nem sempre são agradáveis. O objetivo deste texto é mostrar que há outras maneiras --além de sorrir amarelo ou ir à forra-- de lidar com as saias justas que costumam ocorrer nos encontros familiares nesta época do ano. Veja a seguir como lidar com dez situações.

Fontes: Ligia Marques, consultora em etiqueta social, corporativa e marketing pessoal; Ana Vaz, consultora de imagem pessoal e profissional e Blenda de Oliveira, psicóloga clínica e psicanalista pela SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo).

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    Parente beberrão

    Quem tem na família alguém que sempre bebe além da conta e dá vexame pode contar com duas estratégias eficazes já no momento de planejar a festa. A primeira é limitar o consumo de bebidas alcoólicas. A segunda é tirar o tal parente da lista de convidados. Se essas duas alternativas estiverem fora de cogitação, é bom que o anfitrião se prepare para tirar o beberrão de circulação caso ele comece a se exceder (levando-o para casa mais cedo ou sugerindo um cochilo em um local reservado). O que não pode é deixar que uma única pessoa estrague a festa de todas as outras.

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    Convidado com restrição alimentar

    O ideal é perguntar antes se alguém tem algum tipo de restrição, para se preparar adequadamente. Mas, na dúvida, cozinhe um prato coringa, como uma massa simples, que não leve carne nem queijo. Se você for o convidado que costuma passar perrengue nesse tipo de encontro, o melhor é se oferecer para levar algo que goste. Nesse tipo de festa, que reúne pessoas que são mais íntimas, não há problema nenhum em fazer isso, basta sinalizar antes.

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    Um casal, duas famílias

    Para os casais que estão passando pela primeira vez a data juntos, decidir em qual casa ficar pode ser um problema. Nessa hora, vale analisar as características das famílias e também a qualidade da relação dos parceiros com cada uma delas. É importante que eles decidam juntos e apenas comuniquem aos parentes o que resolveram. Nem todos vão gostar, mas o fundamental é que os dois cheguem a um consenso.

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    De cara virada

    Antigos desafetos ou parentes recém-saídos de um conflito podem voltar a se ver, contra a vontade, nas festas de fim de ano. E, na ocasião, precisarão controlar os ânimos, em respeito a todos os outros convidados. Se nenhum dos dois abre mão da festa, ambos devem estar preparados para o encontro. Se não estão se falando, devem permanecer assim, cada um no seu canto. Se acontecer uma provocação ou se alguém entrar no assunto do conflito, o melhor a fazer é desconversar e sair de perto. Se o incômodo ou a irritação for muito grande, fique um pouco e vá embora. Se ultrapassar o seu limite, estará dando margem para uma nova briga.

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    Namorado novo

    Para quem recebe um novo casal, o ideal é evitar comentários na frente da pessoa que acabou de conhecer, deixando para matar a curiosidade depois. Já para quem pretende levar às festas de fim de ano o novo par, a dica é preparar a família antes. Esse simples cuidado pode diminuir as chances de confusões e problemas durante a festa. É importante deixar claro que você gosta da pessoa e faz questão de passar a data ao lado dela. É válido também preparar o parceiro. Se a mãe não está aceitando o romance ou se um tio fala demais, independentemente da situação, o melhor é avisar o par.

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    Hora de rezar

    Em algumas famílias, os rituais religiosos fazem parte das comemorações de fim de ano. Porém, quem vai receber pessoas de orientações religiosas diferentes da sua pode preparar uma celebração ecumênica ou mesmo abrir espaço para que esses convidados celebrem à sua maneira, sem restrições. O gesto é bastante simpático, no entanto, não é obrigatório. Quem está sendo recebido pelo anfitrião precisa respeitar os rituais propostos. Não precisa participar de nada se não quiser, mas deve observar em silêncio. Sair do recinto nessa hora pode ser extremamente deselegante.

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    Sem presente

    Poucas situações são tão embaraçosas quanto receber um presente e não ter nada em mãos para retribuir. Porém, na maioria dos casos, basta agradecer. Quem distribui presentes a todos faz isso porque se sente feliz, não porque deseja receber algo em troca. No entanto, para quem vai como convidado à casa de um parente ou amigo, é de bom tom levar algo aos anfitriões ou, pelo menos, às crianças. Nesse caso, não é o valor do presente que importa, mas a lembrança. Os anfitriões, por outro lado, podem ter à mão um presente unissex, caso alguém fique de mãos abanando. Fazer um amigo-secreto entre todos os convidados é uma ótima maneira de driblar essas saias justas.

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    Acompanhante extra

    Um amigo se ofereceu para passar a data com você e a sua presença já está confirmada na casa de um outro colega ou parente? A primeira providência é perguntar ao anfitrião se há lugar para mais uma pessoa na festa. A segunda é levar uma lembrança para entregar ao convidado de última hora e, dependendo da sua intimidade com o dono da casa, um prato ou alguma bebida adicional. No caso dos anfitriões, a orientação é estar sempre preparado para a chegada inesperada de algum agregado. É bom ter lugares extras à mesa, comida farta e até algumas lembrancinhas a mais para distribuir, se necessário.

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    De fora do amigo-secreto

    Participar da tradicional troca de presentes, em qualquer ambiente festivo, não é obrigatório. E o melhor é não inventar desculpas para a recusa, simplesmente sustentar a decisão tomada, sem se estender nas explicações. É preferível ser honesto e dizer "não" do que entrar na brincadeira e ficar com a cara amarrada. Para quem faz essa opção, uma boa pedida é chegar à festa depois da entrega dos presentes ou sair antes que ela aconteça. Se a pessoa tiver jogo de cintura e estiver disposta a lidar com algumas piadinhas, pode até assistir ao amigo-secreto. Uma atitude bastante simpática é se oferecer para tirar fotos e registrar o momento.

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    Tarefa demais, tempo de menos

    Cobrar a responsabilidade dos familiares nos preparativos para a festa, mandar indiretas ou reclamar do excesso de tarefas assumidas é deselegante. O mais adequado é combinar, com antecedência, o que será feito no dia do Natal e distribuir as tarefas entre todos, em consenso. Os convidados não necessariamente precisam se oferecer para ajudar, mas o anfitrião pode organizar tudo antecipadamente e perguntar quem topa colaborar. Se ninguém quiser pôr a mão na massa, a solução pode ser contratar um profissional e dividir os valores entre os convidados. O importante é que tudo seja esclarecido e combinado previamente.

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