Comportamento

Cinco mulheres que realizaram suas fantasias sexuais contam tudo

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A conversa entre o casal é importante para descobrir as fantasias secretas de cada um imagem: Getty Images

RENATA RODE
Colaboração para o UOL

Mais observadoras e exigentes, as mulheres de hoje comandam a realização de suas fantasias sexuais. E, muitas vezes, parte delas a intenção de renovar-se no plano do sexo. “No início da paixão fazemos 1002 exceções no ritmo de nossas vidas no intuito de agradar e atrair a outra pessoa. É um tal de se produzir no capricho, de conversar com bom humor, de ser bom ouvinte. Depois de um tempo de convivência, cada um tende a voltar ao seu andamento normal, porém com um ‘novo anexo’. Muitas vezes, é nesta fase que começam as críticas e reclamações”, explica a psicóloga e coach de relacionamento Cássia Aparecida Franco.

Cabe, então, a habilidade para saber ser flexível e reinventar a rotina, principalmente a sexual, a fim de reacender o desejo e fazer com que os dois descarreguem a tensão e o estresse, um dos benefícios proporcionados pela vida sexual ativa e saudável.

Para a psicóloga, o diálogo é imprescindível. “Agimos na vida amorosa como se a telepatia fizesse parte do repertório básico de habilidades humanas. Tentamos o tempo todo presumir o que o outro está pensando ou alimentamos a premissa de que os outros não só podem como têm a obrigação de saber exatamente o que temos em nossa mente. Fuja das ‘viagens na maionese’, analise e converse”, explica.

Mulher e dois homens
Foi assim, por intermédio de muitas conversas que Márcia* realizou a fantasia de transar com dois homens, sendo um deles o seu marido. “Tudo começou como uma grande brincadeira. Estávamos em um motel e no filme pornô que assistíamos uma mulher fazia sexo com dois homens. Meu marido entrou no clima e começou a me perguntar se eu queria fazer aquilo”, conta. A secretária confessa que a história começou meses antes de realizarem mesmo a fantasia. “Inúmeras vezes nós nos excitamos e usamos a imaginação antes de concretizar o ato em si. Combinamos os detalhes e contratamos um garoto de programa por um site, que eu mesma escolhi. Posso dizer que esse é um prazer incontrolável: ser desejada por dois homens ao mesmo tempo. Foi maravilhoso e marcante para os dois”, revela.

Duas mulheres e um homem
Transar a três não é um fetiche só masculino, mas, sem dúvida, o maior para os homens é o sonho de transar com duas mulheres. É o que todo homem imagina como fantasia perfeita a ser realizada um dia. Para esquentar o casamento de mais de 15 anos, Sabrina*, uma morena auxiliar administrativa, resolveu atender ao desejo do companheiro. “De certa maneira, ele brinca dizendo que sou a melhor mulher do mundo e que arrumei um jeito de assegurar sua fidelidade, afinal, se ele tiver vontade de estar com outra mulher, diz que vai me contar”, explica a carioca. Ela afirma que eles só fizeram isso uma vez e nunca mais esqueceu a cara de felicidade do parceiro. “Foi muito bom para nós dois. Contratamos uma profissional do sexo, bebemos champanhe e nos entregamos pra valer. Acho que uma fantasia só vale a pena quando é vivida assim”, ensina.

Sexo virtual
Eles parecem ser de planetas diferentes. “Homens e mulheres entendem o relacionamento de maneiras distintas porque o amor e o desejo são comandados por áreas cerebrais diferentes. Se entendermos que nossos sentimentos são controlados por reações químicas, poderemos nos beneficiar”, explica Allan Pease, um dos autores do livro “Desvendando os Segredos da Atração Sexual” (Editora Sextante).

Depois de perceber o quão visual era seu homem, Catarina* resolveu agir. “Ele vivia espiando sites em que garotas faziam shows online e eu resolvi bancar uma stripper. Esperei uma viagem dele a trabalho, fui a um sex shop e comprei uma lingerie completa e brinquedinhos. Me hospedei em um motel, me preparei toda (make, cabelo, joias, lingerie e salto) e liguei o notebook. Conectamos e foi a primeira vez que fizemos sexo virtual. Ele nunca tinha me visto usando um vibrador. Ficou maluco, mas estava a mais de 3 mil quilômetros de distância. Entrou no clima e amou a performance. O melhor foi ele adiantar a volta para me ver logo”, diverte-se. Ela confessa que o namorado tinha certo receio de usar vibradores, e ela o convenceu dessa maneira, com uma surpresa à distância.

Policial
Mas há quem goste de viver o frenesi intensamente. “Eu sempre sentia tesão por policiais, afinal homens imponentes e armados representavam uma força masculina que me enfeitiçava. Até que namorei um. Então combinamos que ele iria me salvar de um sequestro. Eu fiz direitinho o papel da ‘patricinha’, com medo e acuada, e ele o de herói. Foi inesquecível transar com ele vestindo uma roupa toda preta e com a arma perto.”, lembra Juliana*, uma jovem solteira, de 28 anos, que mora em São Paulo.

Fingir-se de prostituta
Já para Adriane*, interpretar o papel de prostituta e servir ao noivo durante uma hora de sexo em que ele mandava foi uma fantasia que deixou os dois em êxtase. “Combinamos o local em que ele ia me pegar (na rua mesmo, na esquina de casa para não ficar muito perigoso). Entrei no carro e já vi os olhos dele brilhando. Me produzi completamente, até usei peruca e meia arrastão. Fomos para um motel e fizemos sexo como nunca antes. E ainda fiz questão que ele me pagasse no final, indo embora de táxi. Cheguei antes em casa, botei o pijama e o esperei como a donzela com quem ele vai se casar um dia. Ele pirou”, ri. A analista de sistemas diz que essa noite mudou a vida sexual dos dois para sempre. “Ele percebeu que pode ter diversas mulheres diferentes em uma só”, conclui ela.

Tem gosto para tudo. Tem gente que se excita apanhando, outros se aquecem dando tapinhas no bumbum. Alguns adoram ser amarrados. Também existem aqueles que amam comandar. Diálogo entre o casal, informação e bom senso nunca são demais para descobrir (e realizar) as fantasias secretas.

Uma noite de prazer intenso – como as descritas acima – exige, portanto, alguns cuidados por parte do casal. Conversar antes para combinar tudo e, principalmente, criar uma senha de segurança exclusiva dos dois é imprescindível. Escolham uma palavra nada a ver, como “amora”, para falarem ao outro quando se sentirem agredidos, machucados ou tenham qualquer outro mal-estar no meio da fantasia. Assim, por mais que a imaginação os leve para longe da realidade, a segurança, o amor e o respeito vão prevalecer.

*Os nomes foram trocados a pedido das entrevistadas

 

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