Comportamento

Repórter assiste a show de sexo explícito com o namorado e conta tudo

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Antes de ir, procure se informar sobre a casa e o tipo de público que a frequenta imagem: Getty Images

RENATA RODE
Colaboração para o UOL

“Convencer o noivo a fazer uma matéria em uma casa de sexo explícito não é das tarefas mais difíceis, basta dizer a senha, ou melhor, perguntar ‘Quer ver sexo?’ e pronto! Ele já aparece com a chave do carro na mão. Para as mulheres é mais complicado: temos de fazer um preparo psicológico antes, algumas orações e caprichar na produção, é claro. Afinal, caminhar entre beldades seminuas com seu amado à tiracolo requer certo grau de presença, digamos assim.

DICAS PARA SE DAR BEM

  • 1

    Converse muito com seu (a) parceiro (a) antes de ir porque de nada adianta aceitar um programa desses e depois fazer cena de ciúmes porque o outro está olhando para uma mulher nua ou homem nu na sua frente, certo?

  • 2

    Procure o site da casa e telefone para checar horários, taxas de entrada e tipo de público que frequenta a casa.

  • 3

    Para evitar surpresas, procure ir a locais que amigos já foram porque muitas casas são para público GLS (sem preconceito algum, mas precisa ver se seu parceiro vai gostar).

  • 4

    Procure ir com uma roupa mais casual, evite saltos muito altos e minissaia, porque esses lugares são repletos de escadas e acessos estranhos. Assim você não se sente mal em um ambiente tão diferente do seu.

Depois de passar por todo tipo de gente (cinéfilos, casais, povo GLS, distribuidores de panfletos, hippies, prostitutas e travestis), sábado à noite, na rua Augusta, no Centro de São Paulo, chegamos a uma fachada com um néon para lá de colorido. O leão-de-chácara abriu a porta, apertando nossa mão e olhando bem nos nossos olhos (vergonha número 1!). Escolhemos uma mesa próxima do palco e pedimos nossos drinques. Algumas garotas de top e shortinhos bem cavados começaram a se exibir nos postes prateados no meio da pista de dança iluminada à la “Dancing Days”. O público é formado em sua maioria de homens sozinhos, mas neste dia, sábado, também há muitos casais.

Em poucos minutos começamos a receber a visita de garotas de programa perguntando se queríamos fazer um programa a três depois do show (vergonha número 2!). Se desse para entrar no bolso do blazer no meu namorado, certamente eu teria feito isso. Elas começaram a bolinar comigo, passando a mão nas minhas pernas e fingindo que beijariam a minha boca. Confesso que um misto de medo e admiração pelas “moças” invadiu a minha mente. O noivo tentou não mover um músculo sequer, mas a gota de suor caindo pelo seu rosto o traiu.

Depois de meia hora, um apresentador bem treinado para falar no microfone (e isto não foi trocadilho) começa a anunciar o show de sexo explícito de um casal. Um pouco de suspense e um rapaz alto, de sunga, e com a barriga definida entra puxando o corpo de sua companheira loira para muito próximo dele. Ela está de biquíni de couro preto à la Demi Moore, no filme ‘Streaptease’.

Eles iniciam a ‘malhação’ e a plateia se aquece. Ao ritmo da música ‘You Can Leave Your Hat On’, o casal vai tirando a roupa e começa a transar em diferentes posições, com direito a ‘69’. A preferida dele e do público? Ela de quatro, claro! Nessa hora, os casais como nós, sentados nas mesinhas, vão à loucura e só não transam ali mesmo porque não pode. Eu olhava para o meu namorado, com os olhos fixos na cena, e dizia: ‘Ai, ai, ai’. Esta expressão, neste caso, pode ser interpretada de várias formas, mas o que eu queria dizer mesmo era: ‘Ai, ai, ai, onde isso vai dar?’.

E, de repente, bem perto de mim, o rapaz desloca o seu ‘instrumento’ para fora e vive com toda a plenitude um orgasmo que parece não ter fim. Sim, ele fez isso no palco e a alguns centímetros da gente. E ainda faz uma cara de ‘E, aí, alguém vai encarar?’ (vergonha número 3!). Nesta hora me perguntei ‘O que eu estou fazendo aqui?’.

Perguntando depois ao meu noivo o que ele tinha achado, recebo a resposta: ‘Você sabe que quando eu era mais jovem e solteiro fui a vários shows de striptease, não sabe? Só tem uma diferença: não tinha homem, pô! Só mulher. Não curti muito ver o peludo lá no palco, não’. Sim, ele se limitou a dizer só isso. E já foi o suficiente para eu entender. Não me arrependi de ter ido, até porque, depois do passeio, fizemos um dos melhores sexos de nossas vidas (empolgados que ficamos com o que vimos, no final)."

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