Comportamento

Dez coisas que uma mulher deveria fazer antes de morrer

HELOÍSA NORONHA
Colaboração para o UOL

Diz o ditado que se arrepender do que não fez é ainda pior do que fazer coisas erradas na vida. Afinal, aprende-se com erros, dizem educadores e psicólogos. Então, que tal se lançar nos seus desejos em busca de uma vida mais feliz? Aqui estão algumas dicas para se inspirar:

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    Viajar, ter momentos de princesa, morar sozinha e se cobrar menos são algumas dicas

1. Viajar para o lugar dos seus sonhos

Todos precisam viajar. Ou por conta própria ou por meio de histórias e livros. “É preciso viajar com coração, olhos e pés para entender nossa existência feminina. Para estar preparada para plantar as próprias sementes e dar valor a elas. É preciso conhecer o que existe do lado de lá para valorizar o que somos do lado de cá. Precisamos viajar para outros mundos, de preferência para o lugar dos nossos sonhos, para reconhecermos que ora somos frágeis, ora fortes e, em outros momentos, simplesmente mulheres”, afirma Flávia Lippi, máster coach pelo Behavioral Coaching Institute (EUA) e diretora do Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi (IDHL). Uma dica:quando viajamos sozinhas, esse processo de autoconhecimento é ainda mais intenso.

2. Construir uma carreira de sucesso

Descubra o que é sucesso para você e vá atrás de construí-lo para sua vida. Somado a isto, descubra sua vocação para carreira e seja a melhor. Como executiva, cabeleireira ou dona de casa, não importa, seja a melhor! Uma mãe exitosa que dedicou sua vida a educar e cuidar deverá sentir-se uma vitoriosa quando seu filho se tornar independente. Uma executiva ou uma empresária dona do seu próprio negócio (ou dona do seu próprio nariz) deve buscar o sucesso na vida pessoal e profissional. É importante lembrar que sucesso é sentir-se feliz com o que fazemos, conquistamos e ainda temos pela frente para caminhar. Ou seja, transformando nossa atividade na vida em algo importante e valoroso para nós mesmas e para quem está em volta.

3. Amar o homem da sua vida

Ninguém entra numa relação esperando que ela acabe. “No entanto, amar o homem da sua vida não significa viver com ele para sempre. Quem pode prever o futuro? O essencial é sentir o amor queimando na pele, as borboletas no estômago e a respiração ofegante. Depois disso, desfrutar do prazer de dedicar amor ao outro e ser amada”, comenta a coaching e relações-públicas Joicy Britts, de São Paulo. O homem da sua vida deve ser aquele que te fez sorrir e te acha linda quando você acorda e se encanta com você, exatamente assim, como você é. Ame com critérios, cuidando do seu coração e bem-estar. Mas simplesmente abra seu coração e ame.

4. Ter um momento de princesa

Dedique uma parte de seu salário a, pelo menos uma vez a cada dois meses, se “internar” em um SPA, mesmo que seja urbano. Marque massagens, banhos de ofurô, máscaras de luxo para o rosto, esfoliações e afins. Tudo o que saia da rotina de beleza – leia-se cabeleireiro e manicure – é válido para se sentir, de fato, uma princesa, e elevar a autoestima. Você vai se sentir pronta para encarar qualquer desafio.

5. Cobrar-se menos

Como podemos manter a nossa sanidade e viver uma vida feliz enquanto o nosso checklist de obrigações só cresce? Um bom começo seria quebrar pelo menos algumas dessas ilusões que tomamos feito bandeiras a serem defendidas como verdades absolutas. Por exemplo, a de que conseguimos conciliar facilmente todos os papéis femininos – mulher, profissional, amante, mãe, amiga, dona de casa – com muito charme e elegância. “Estar glamorosa na frente do fogão, durante uma troca de fraldas ou quando aplicamos hidratação nos cabelos ao mesmo tempo que lavamos as roupas da semana é uma tarefa no mínimo impossível!”, comenta a psicóloga Ligia Guerra, de São Paulo, autora de “O Segredo dos Invejáveis” (Editora Gente). “Aceitar as nossas limitações nos faz diminuir as expectativas imensas que criamos em sermos super poderosas! Quando olhamos para nós mesmas com mais generosidade e menos cobranças, subliminarmente acabamos ensinando isso àqueles que nos rodeiam: ‘Conte comigo, mas entenda que sou humana!’ Só assim poderemos pedir para alguém da família lavar a louça para irmos caminhar no parque. Apenas dessa forma sentiremos menos receios na hora de dizer: ‘Isso eu não posso fazer’ ou ‘Estou sem tempo para mais esse compromisso’. Somente assim teremos meia hora do dia para meditar, repensar as nossas escolhas ou simplesmente olhar vitrines”, acredita a especialista. Ser mulher dá trabalho, mas a maior de todas as tarefas começa dentro de nós mesmas, no exato momento em que compreendemos que dizer não para os outros e sim para nós é normal!

6. Perdoar e pedir perdão

O perdão liberta para vivermos de forma mais clara e suave. “É necessário exercitar o perdão para deixar a vida fluir”, diz Flávia Lippi. Perdoe a amiga que não estendeu a mão quando precisava, perdoe a família que se mostrou contra a carreira que escolheu, perdoe a colega de trabalho que puxou o seu tapete, perdoe o ex que a traiu. O mais importante, porém, é perdoar a si mesma por ter feito escolhas que hoje considera erradas, por não ter sido tão legal com quem realmente foi solidário ou leal a você etc. Não hesite, também, em pedir perdão a quem magoou, mesmo que o fato tenha acontecido há muitos anos.

7. Rezar

Acreditar no que faz é ter fé. “Somos profetas de nossos pensamentos e atos.Quando vemos antes dos outros estamos usando a fé. Para se ter fé é preciso dar tempo para o êxtase, para o ócio criativo. Alguém que não para pelo menos oito minutos do dia para ficar em silêncio está assinando a própria sentença de morte perdendo a fé”, acredita Joicy Britts, que cita ainda o escritor Joseph Campbell: “Estamos tão envolvidos em fazer coisas para alcançar metas de valor exterior que nos esquecemos do valor interior. O êxtase que está associado a estar vivo é o que importa.”

8. Transformar

O ser humano não é uma forma de ser determinada, nem permanente, é um espaço de possibilidade de participar ativamente na sua própria forma de ser. E aquilo que o possibilita é precisamente a capacidade geradora da linguagem. A partir das bases de condicionamento mencionadas, os indivíduos têm a capacidade de criar a si mesmos por meio da linguagem. “Ninguém é de uma forma de ser determinada, pronta e imutável que não permita infinitas modificações”, diz Flávia Lippi. No livro “Jogue 50 Coisas Fora” (Ediouro), a consultora Gail Blanke sugere se livrar de todas as ideias ruins que cultivamos a respeito de nós mesmas, do tipo “sou desorganizada”, “não tenho jeito para cozinhar” ou “só me envolvo com os homens errados”. Liberte-se, criando uma nova imagem para si mesma. Você só tem uma vida, não a desperdice com conceitos equivocados.

9. Morar sozinha

Toda mulher deveria, mesmo que por um curto período, morar sozinha; seja numa casa própria ou em um apê alugado, antes de casar ou após uma separação. Ter o próprio espaço é um exercício fundamental de autoconhecimento e um rito importante para a vida adulta, pois requer aprendizado de pagar contas, cuidar das despesas, curtir momentos de solidão, entre outros. Vale a pena.

10. Ser mãe

O amor de mãe só se aprende na prática. Nenhuma teoria ou tese do mundo é capaz de descrever esse tipo de amor que parece querer explodir o nosso coração, de tão imenso. Esse amor nos transforma para melhor, pois nos dá lições preciosas sobre generosidade, afeto, disciplina, compreensão, senso de tempo, sensibilidade. E não inclui, necessariamente, laços sanguíneos. Uma mulher pode ser mãe de um filho adotivo ou até mesmo se realizar nesse papel por meio de um trabalho voluntário. O importante é mudar o foco de si mesma para o outro.

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