Comportamento

Veja se você vai começar o ano com autoestima de palha, madeira ou tijolo

GISELA RAO
Colaboração para o UOL

Todo mundo fala de amor próprio pra cá, de amor próprio pra lá, mas parece que é mais fácil encontrar o Papa tomando café na padaria da esquina do que se gostar verdadeiramente. Calma lá: você sabe mesmo o que é autoestima? E sabe em que pé está a sua neste começo de ano? A psicóloga junguiana Neiva Bohnenberger explica tintim por tintim na reportagem abaixo. Quer saber como está a sua autoestima? Faça o teste.

UOL Estilo Comportamento - O que é autoestima?

Neiva Bohnenberger - O tema tão atual da autoestima é uma combinação de autoimagem (como me vejo), de autoconceito (o que penso sobre mim) e de autoconhecimento (como me sinto a respeito de quem eu sou e sobre o lugar que ocupo no mundo). Esses temas são compostos a partir da integração das falas, dos olhares e dos comportamentos que as pessoas mais próximas expressam nas interações que temos desde muito pequenos, na interação com o meio social no qual nascemos e crescemos. Interfere também como os nossos pais se sentiam como pessoas: eram felizes ou infelizes? E como se sentiam sobre a vida que tinham e as pessoas que eram?

Como posso aumentar a minha autoestima?

Precisamos começar reconhecendo que as conquistas são um processo. Nada está pronto e não buscamos ser perfeitos, e sim realizar o que temos competência para desenvolver, confiando que somos seres únicos. Quando pensamos na autoestima de palha, reconhecendo-a como um modo de agir que deseja resultados rápidos em detrimento de uma profundidade e estruturação maior, começamos a conhecer como funcionamos. Somos como a criança que nada dá e que, nesta fase, só recebe. Neste caso, a pessoa opta pela construção de um pensamento que não adianta fazer nada, pois sempre será destruído ou sempre dependemos do outro para ter o que precisamos. Ou seja: agimos como a criança que só espera receber. No passo seguinte, na autoestima de madeira, já estamos começando a entender que é necessário que nos dediquemos mais a fazer melhor, ou seja, percebemos que merecemos mais e que podemos superar os que vieram antes de nós. Aqui começa o caminho de volta de uma vida em que dar e receber vai existindo e começa a ter o mesmo tamanho. No terceiro passo - tornar-se uma pessoa com autoestima de tijolo - significa estar atenta para não voltar aos modelos conhecidos dos estágios anteriores. Aqui, a estrutura interna garante o poder de avançar, pois a construção é feita de decisão e firmeza na busca de aceitar que é possível fazer uma vida própria e atenta aos predadores. Nesta fase, damos e recebemos sem que isto precise uma medida. É natural.

Sabemos que a nossa autoestima está tomando uma forma quando vigiamos a nossa capacidade destrutiva e nos construímos com pensamentos, sentimentos positivos e ações concretas.

Sete dicas para você gostar mais de você

Blogs ajudam a autoestima

  • 1

    Vigilantes da AutoEstima

    http://vigilantesdaautoestima.zip.net

  • 2

    O Feminino e o Sagrado

    www.ofemininoeosagrado.blogspot.com

  • 3

    Roberto Shinyashiki

    http://shinyashiki.uol.com.br/blog

  • 4

    Um Dia de Cada Vez

    http://1diadecadax.wordpress.com

  • 5

    Sou Tímido e Vou à Luta

    http://soutimidoevoualuta.zip.net

    Leonard Verea, psiquiatra especializado em medicina psicossomática, ajuda a buscar uma vida mais feliz praticando estas atitudes:

    • Agora, somente agora, viva o presente: não fique presa no passado ou sonhando e projetando demais o futuro. Faça sua vida melhor hoje. O que conta, é o presente.
    • Capriche no visual, mostre a sua melhor imagem: coloque a roupa que você mais gosta para sentir-se bonita e bem disposta.
    • Contradição, que prazer, vire-se de cabeça pra baixo: experimente agir diferente, se possível, de forma contrária ao seu comportamento habitual. Isso vai ajudá-la a aceitar as contas com todas as partes que existem em você.
    • Diga adeus à culpa: o que foi feito, está feito. Considere como página virada. Agora se dê o direito de curtir pequenos prazeres sem remorsos, curta ao máximo a sua transgressão.
    • Prazeres e dores: uso ou jogo fora. Aceite suas emoções, não fuja delas nem de dores ou das alegrias. Viva cada emoção, boa ou ruim e, depois, siga em frente, continue vivendo.
    • Seja mais positivo: quando se referir a você mesma, use palavras e gestos otimistas, que a estimulem. Nada de ficar reclamando “sou azarada”, “comigo nada dá certo”, ou se perguntado “por que comigo?”.
    • Tente outros caminhos, pois não existe um jeito único de fazer as coisas. Experimente olhar sua vida e as pessoas de maneira diferente. Assim, vai conseguir sair do óbvio e ser capaz de encontrar alternativas, parando de repetir o script de que nada faz você feliz.
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