Comportamento

Saiba como ter uma boa relação entre patrão e empregada doméstica

Fotomontagem/Thinkstock
A entrevista de emprego é o melhor momento para deixar tudo combinado, nos mínimos detalhes imagem: Fotomontagem/Thinkstock

DANIELA SILVEIRA

Colaboração para o UOL

Quem contrata uma empregada doméstica sempre tem uma lista de exigências. Precisa ser confiável, pontual, organizada, responsável, competente etc. Mas será que esses patrões também são exigentes consigo mesmos? E as empregadas? Será que cumprem o combinado? Essa relação profissional que se estabelece dentro de uma casa não é nada fácil... O primeiro passo para um convívio pacífico é discutir todos os detalhes. É necessário ficar clara a conduta de cada um para evitar conflitos. Estabelecer as regras, as tarefas a serem exercidas e as obrigações de cada lado.

“A entrevista é o melhor momento para as partes terem a exata noção de direitos e deveres de cada um. Temas e questões sensíveis como carga horária, uso do telefone (tanto o celular quanto o fixo), danos materiais causados pela empregada doméstica, religião, folgas e aumentos salariais podem e devem ser discutidos com clareza”, afirma Gláucio Costa, diretor da Agência Central de Empregos, que seleciona trabalhadores domésticos em São Paulo (SP).

PRINCIPAIS RECLAMAÇÕES
Queixas frequentes de contratantes e funcionárias*:

Principais reclamações dos contratantesPrincipais reclamações das empregadas domésticas
Má formação técnica (incompatível com a exigência salarial)Patrões que não compreendem que a empregada pode ficar doente
Pouco apego ao trabalho (abandonam o emprego ao receber uma proposta)Patrões que servem comida diferente à empregada
Dificuldade em trabalhar com planejamento e rotinasSer sempre suspeita de qualquer sumiço
Resistência às ordens e orientaçõesAcúmulo de funções, como cuidar de crianças ou animais
Excesso de faltas e atrasosFalta de respeito à jornada de trabalho
Pouco interesse em fazer cursos de aperfeiçoamentoDesrespeito aos horários de descanso combinados
Resistência ao uso de uniformesDificuldade para receber por horas extras e gozar férias
Dificuldades para transmitir recadosTrabalhar informalmente (sem registro em carteira)
Pouco domínio das atividades (como lavar, passar, limpar e cozinhar)Terem bolsas revistadas e trabalhar vigiadas por câmeras
Falar demais ao telefoneDificuldade em conseguir aumento salarial
Demonstrar forte envolvimento com religiões e tentar convencer outros funcionários a aderir (da casa ou da vizinhança)Desinteresse dos patrões em investirem em cursos de aperfeiçoamento profissional

* Gláucio Costa, diretor da Agência Central de Empregos, que seleciona trabalhadores domésticos em São Paulo (SP)

 

Topo