Comportamento

Galinha? Irresponsável? Consumista? Livre-se dos rótulos que atrapalham a sua vida

Arte/UOL
Aceitar o rótulo que lhe deram, ou que você se deu, é um jeito cômodo de ficar paralisado imagem: Arte/UOL

HELOÍSA NORONHA

Colaboração para o UOL

Fulano precisa lidar melhor com dinheiro, sicrana só pensa em futilidades, beltrano não tem o menor jeito com crianças... Sou uma negação na cozinha, vivo me atrasando, não consigo organizar minhas coisas. Todos os dias, mesmo sem perceber, é comum que a gente rotule alguém ou faça um diagnóstico de nossos próprios defeitos. Independentemente da vontade de confrontá-los ou aprender a conviver com eles, esse hábito é um atraso de vida, segundo os especialistas.

"A autorrotulação é um modo de buscar referências, talvez por isso seja tão percebida em nosso meio de convivência social, familiar e profissional. É uma marca", explica a psicóloga e escritora Luiza Ricotta, de São Paulo. O problema é que a atitude reforça os aspectos negativos.

Para Alexandre Bortolotto, instrutor da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística (SBPNL), as pessoas querem se justificar. "Fiz isso porque sou assim" ou "Eu nasci assim, sempre serei assim" são frases típicas desse comportamento. "O ser humano vive em busca de causas para justificar os efeitos e, na sua maioria, essas causas são relacionadas a outros eventos e pessoas. Poucos assumem a própria responsabilidade", diz. A psicanalista Soraya Hissa de Carvalho tem uma opinião distinta: "Os rótulos vêm sempre do outro e elaboramos essas características, que passam a ser partes de nós", afirma.

Rotular as pessoas também é um meio de sobreviver em sociedade. Rotulamos o comportamento de alguém, a sua expressão e atitude diante de algo porque, assim, nos sentimos compreendendo o outro e capazes de lidar com ele. "O pior é que quando uma pessoa rotula a outra, acaba difundindo sua opinião limitada, apontando uma marca para aquele que será a vítima. E os demais, tornando-se conhecedores daquela informação, vão comprar algo que nem mesmo pensaram, pois já está pronto e catalogado", diz Luiza Ricotta. Para você se livrar desse círculo vicioso, UOL Comportamento selecionou algumas dicas dos especialistas. Confira:

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