Comportamento

Dez personagens da TV ajudam os homens a escapar das vilãs da vida real; veja lista

Fotomontagem/Divulgação
Atenção, homens: personagens das novelas mostram defeitos que muitas mulheres reais também têm imagem: Fotomontagem/Divulgação

HELOÍSA NORONHA

Colaboração para o UOL

Exageros ficcionais à parte, é fato que boa parte dos autores de novela busca inspiração em gente de verdade, de carne e osso, para criar suas histórias -que arrastam milhões de pessoas para a frente da TV, diariamente. Como é tradição nas novelas globais, as vilãs sempre se sobressaem nas tramas com suas manipulações e tramoias. Mas não são só as malvadas que estão cheias de defeitos. Tem muita mocinha por aí de quem os homens deveriam correr. E como certas características, infelizmente, não são exclusividade da teledramaturgia, sem que você se dê conta, a Eunice de "Insensato Coração" ou a Clara de "Passione" podem estar bem aí, pertinho de você, esperando o momento certo para dar o bote. E como são extremamente ardilosas, a chance de se darem bem é enorme. Para se livrar de todo o mal, siga as dicas dos especialistas consultados por UOL Comportamento:

Eunice (Débora Evelyn), de "Insensato Coração" (2011)

Como é: interesseira e alpinista social

Fuja por quê: mulheres como ela não têm os valores morais fundamentais para manter relações saudáveis. Colocam seus interesses acima do bem comum e não hesitam em prejudicar seus parceiros para alcançar seus objetivos. "Envolver-se conscientemente com mulheres com esse perfil é comum entre homens ricos e inseguros, que podem lhes proporcionar status sem considerar com o devido cuidado sua integridade", diz a psicóloga cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira. Caia fora quando ela começar a invejar o carrão do vizinho, a bolsa da amiga, o salário do cunhado... "A Eunice é a falsa moralista", diz o psicólogo Alexandre Bez.

 

Heleninha Roittman (Renata Sorrah), de "Vale Tudo" (1988)

Como é: carente de afeto e problemática

Fuja por quê: essas mulheres não sabem manejar os problemas da vida. No caso de Heleninha, ainda abusa do álcool, buscando gratificação imediata ou expressar aquilo que não consegue dizer sóbria. Para Mara Lúcia Madureira, os relacionamentos são afetivamente onerosos e estressantes para os parceiros. "Há homens que topam esse tipo de envolvimento para se sentirem cuidadores. É uma forma de dizer aos outros: olha como sou bom, me importo com as pessoas, renuncio à minha vida por ela", diz a psicóloga. Esse tipo de mulher exige paciência, compreensão, presença física e saber que o parceiro sempre será refém da fragilidade dela.

 

Heloísa (Giulia Gam), de “Mulheres Apaixonadas” (2003)

Como é: ciumenta e possessiva ao extremo

Fuja por quê: essas mulheres não controlam o ciúme e exigem de seus pares uma condição humanamente inaceitável. "Elas se tornam possessivas pois acham que, assim, estarão protegendo seu relacionamento. O controle obsessivo gera uma situação opressora, na qual nenhum homem equilibrado consegue ser feliz", diz Mara Lúcia Madureira. Para homens com baixa autoestima, o sentimento vexatório diante dos escândalos se tornam insignificantes, pois eles ficam envaidecidos com o ciúme. Com elas, os homens correm o risco de viverem momentos de terror, já que as Heloísas encrencam com amigas, vizinhas, primas e até mães e irmãs.

 

Yvone (Letícia Sabatella), de “Caminho das Índias” (2009)

Como é: manipuladora e falsa

Fuja por quê: a manipulação é um comportamento adotado por mulheres com baixa autoestima, que se sentem inteligentes quando ludibriam alguém. Elas impressionam os desavisados, mas não conseguem sustentar a máscara por muito tempo. Os homens que permanecem nessas relações têm papel complementar. Uns as admiram e as usam para seus propósitos. Para Alexandre Bez, Yvone é a clássica invejosa –não do marido, mas da amiga. "Ela apela para mentiras e bajulação até atingir seu objetivo. É a famosa traíra. Golpeia pelas costas e não aceita a felicidade alheia", explica. Um indício: preste atenção se ela critica, ainda que sutilmente, as pessoas de quem diz gostar.

 

Clara (Mariana Ximenes), de "Passione" (2010)

Como é: a falsa ingênua, que se faz de coitadinha

Fuja por quê: a falsa ingenuidade é uma variante da manipulação. Mulheres que se fazem de ingênuas são altamente encantadoras aos olhares de homens imaturos emocional e intelectualmente, por isso, é relativamente fácil para elas causarem grandes estragos nessas relações. "Por acreditar na ingenuidade, na fragilidade e por sentir a figura forte da relação, o sujeito não suspeita de suas verdadeiras intenções. Ele confia e se torna presa fácil de suas adoradas vilãs", diz Mara Lúcia. Ao ouvir uma historinha tocante, procure averiguar (conversando com quem a conhece, por exemplo) antes de fazer o que ela, tão meigamente, pede.

 

Bebel (Camila Pitanga), de "Paraíso Tropical" (2007)

Como é: exuberante, usa o corpo como arma

Fuja por quê: a questão, aqui, não é o fato de Bebel ser garota de programa, mas, sim, por usar a aparência como arma para conquistar homens e competir com as mulheres. Isso pode gerar problemas nas relações com casais amigos, por exemplo. A exibição do corpo é um meio de autoafirmação, a ferramenta que ela dispõe para sentir-se importante. Essas mulheres também tendem a se desesperar quando o tempo, implacavelmente, lhes arranca a beleza e a graciosidade da juventude. Para Alexandre Bez, é muito fácil um homem ser presa desse tipo de mulher, simplesmente porque ela enaltece o bem masculino mais precioso: o ego.

 

Norminha (Dira Paes), de Caminho das Índias (2009)

Como é: sedutora, charmosa e envolvente

Fuja por quê: homens que supervalorizam as características físicas, em detrimento de outros aspectos, deliram enquanto elas dispuserem de tais atributos, até sentirem falta de outras qualidades. "A Norminha tinha um transtorno obsessivo-compulsivo sexual. E funcionava sempre igual: ela esperava o marido dormir e dava vazão ao seu transtorno. Abusava da sedução para complementar os seus desejos. Mulheres assim desencadeiam brigas, discussões e decepções ao parceiro", diz Alexandre Bez. Isso porque precisam sempre exibir seu charme. Mesmo que suas intenções nem sejam sexuais, a possibilidade de um mal-entendido é grande.

 

Alice (Marina Ruy Barbosa), de "Morde & Assopra" (2011)

Como é: preconceituosa, mimada e arrogante

Fuja por quê: as preconceituosas e arrogantes se sentem inferiorizadas constantemente. Precisam discriminar aquilo que julgam ter superioridade em relação às outras pessoas. A convivência só é suportável para os homens que têm esse perfil ou para aqueles que gostam de discutir sempre por tais motivos. "O preconceito nunca leva a uma atitude positiva. Discutir conceitos e ouvir opiniões, até mesmo do marido de anos, não está na lista de prioridades dessas mulheres", diz Alexandre Bez. A convivência com esse tipo de pessoa é, no mínimo, constrangedora, além de não acrescentar nada e fazer com que quem está por perto seja considerado igual a ela.

 

Helena (Taís Araújo), de "Viver a Vida" (2009)

Como é: altiva e dona da verdade

Fuja por quê: rejeitar opiniões diferentes é problema sério nas relações interpessoais e amorosas. Homens submissos tendem a se envolver com mulheres assim para se sentirem comandados (ou ficam perdidos e não realizam nada). "Já os emocionalmente estáveis ou dominadores estarão em permanente guerra com mulheres assim, fazendo do relacionamento um caos", diz a psicóloga Mara Lúcia Madureira. "Pessoas com caráter rígido e sem maleabilidade podem querer ter o dom da verdade como Helena. A tendência em achar que irá mudar o mundo em função de suas ideias, o que leva a conflitos constantes", explica Alexandre Bez.

 

Norma (Glória Pires), de "Insensato Coração" (2011)

Como é: vingativa e calculista

Fuja por quê: pessoas vingativas são desprovidas da capacidade de perdoar e superdotadas de um senso de merecimento. Não consideram a possibilidade de serem lesadas, sem revide. Elas planejam e descarregam seu ódio contra quem julgar tê-las prejudicado. "A relação com essas mulheres exige que o homem ande apenas na linha que elas traçam e não se incomode em conviver com as atrocidades que praticam em relação às outras pessoas", explica Mara Lúcia. Para encarar um relacionamento assim, o homem precisa estar consciente de que seguirá regras implícitas –e, ao optar pelo rompimento, correr para bem longe, principalmente se arrumou outra. As Normas não aceitam ser rejeitadas ou enganadas.

Fotos: Divulgação e Reprodução (Heleninha)

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