Comportamento

Especialistas apontam o melhor e o pior de ser pai dos 20 aos 60 anos

Fê Ozliak

HELOÍSA NORONHA

Colaboração para o UOL

A experiência de se tornar pai é intensa, transformadora e emocionante. No entanto, ela é vivida de maneiras distintas de acordo com a fase da vida em que o homem se encontra –  ser pai aos 50 não é a mesma coisa que ser pai aos 20, por exemplo. As diferenças, de acordo com a psicóloga clínica Claudia Gregio, de São Paulo, incluem cinco fatores essenciais: maturidade, disposição, disponibilidade, segurança financeira e eficácia emocional. “Esse último item diz respeito à forma como o homem encara as próprias emoções e as emoções da criança”, explica a especialista, que salienta que as características desses fatores acompanham cada uma das faixas etárias.

Segundo a psicóloga Sonia Fuentes, especialista em Gerontologia Social pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), é preciso considerar que a idade “ideal” para se tornar pai aumentou nos últimos tempos. Entre os fatores estão a preocupação com a carreira e o aprimoramento profissional e a entrada das mulheres no mercado de trabalho, o que levou ao adiamento da maternidade e da paternidade.

“Ter filho antes dos 30 anos, hoje em dia, é pouco comum. Um pai de 20 anos em 2011 é, na maior parte dos casos, tido como precoce, imaturo, irresponsável e despreparado. Claro que sem generalizar”, avisa. Novos arranjos familiares e relacionamentos também contribuem para que um homem tenha filhos de diferentes idades, com parceiras distintas, e precise, portanto, se adaptar às mudanças. Seja qual for a idade escolhida (ou não) para se tornar pai, ela tem prós e contras para aproveitar ou enfrentar. Veja quais são:

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