Comportamento

Com quem deixar os filhos? Antes de se decidir, veja os prós e contras das opções

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Babá, professora ou parente? A escolha de com quem deixar a criança deve ser feita com consciência imagem: Thinkstock

KATIA DEUTNER

Colaboração para o UOL

As férias ou a licença maternidade estão quase acabando e os pais precisam voltar a trabalhar. Nesta hora, surge o grande dilema: com quem deixar o pequeno? Opções é que não faltam: creches, escolinhas, parentes, babá, vizinhos... Mas qual será a melhor escolha? O UOL Comportamento conversou com especialistas para descobrir as vantagens e desvantagens de cada situação. Veja as respostas e escolha qual opção é mais adequada a sua realidade.

Opções mais populares: creche ou escolinha?

CRECHE

Prós: Estes berçários atendem a crianças a partir dos três meses de vida. Educadores especializados promovem atividades para estimular cada fase, desenvolvendo a coordenação motora e psíquica. O contato com outras crianças desperta habilidades sociais e de convivência. “É um ambiente em que elas estão protegidas em caso de emergência.

O fato de hoje haver possibilidade de a mãe ver pela internet o seu bebê durante o dia e saber que sempre haverá alguém com ele são importantes nessa fase de separação, diminuindo a ansiedade e dando oportunidade de se dedicar à vida profissional sem culpa”, comenta a psicopedagoga Maria Irene Maluf. O fator econômico conta a favor da creche, já que é mais barato matricular a criança em um destes espaços do que contratar uma babá especializada. Sem contar que profissionais de confiança dos pais não são fáceis de achar.

Contras: A atenção do educador não é focada apenas em seu filho, mas dividida entre outras crianças (mas isto só se apresenta como ponto negativo se a criança não aprender a conviver em grupo). A criança sente falta do ambiente de casa e o fato de ela ser cuidada por pessoas estranhas a seu círculo familiar agrava este problema. “O convívio com outros bebês também pode trazer doenças como gripes, resfriados e viroses”, lembra a terapeuta familiar Roberta Palermo, autora do livro “Babá/Mãe Manual de Instruções” (Summus Editorial).

A psicóloga Juliana Morillo aponta que, ao entrar em contato com várias pessoas ao mesmo tempo, a criança fica mais suscetível ao estresse. “A carga horária elevada também é exaustiva. É desvantajoso ainda quando a creche não cumpre com seus deveres ou falha em itens básicos, como segurança e higiene. Por isso, é preciso escolher o espaço com cautela e monitorar o trabalho dos profissionais, inclusive observando possíveis mudanças no comportamento da criança”, explica. Se os pais se sentem inseguros em relação à instituição, é melhor pensar duas vezes. “O sentimento vai passar um enorme desassossego ao bebê, que é muito mais sensível a esse tipo de coisa do que julgam os adultos”, acrescenta Maria Irene.

ESCOLINHA

Prós: Aceita crianças a partir dos dois anos e atua como uma pré-escola. O tempo passado dentro da escola (meio período ou integral) fica à escolha dos pais. “É neste ambiente que a criança vai se socializar e adquirir habilidades motoras, de percepção e cognição, que são a base de seu aprendizado da leitura e escrita”, avalia Maria Irene.

Segundo Juliana, os primeiros anos de vida são importantes para desenvolver e formar a personalidade. E a pré-escola serve como bom ambiente para desenvolver aspectos sociais, pois complementa os laços da família. “Criança superprotegida no ambiente familiar ou alvo de atenção quase que exclusiva não tem um crescimento saudável. Na escolinha, ela tem que conviver com outros alunos, dividindo a atenção e aprendendo regras de convívio social, além de novas habilidades para resolver problemas cotidianos”, explica ela.

Contras: As desvantagens aqui são muito parecidas com as da creche, com a adição de que a idade mínima para entrar na escolinha é maior (o que não ajuda aos pais de bebês). Também é preciso avaliar opções e conhecer o método aplicado na instituição. Se a escolha não for bem feita ou o método condizer com a personalidade da criança, pode haver problemas. “Há ainda a desvantagem de seu filho pegar gripes e resfriados. Mas, em geral, a escolha da escolinha é ótima, pois traz novos desafios, frustrações e emoções que colaboram muito para seu crescimento”, afirma Roberta.

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