Comportamento

Dez lições de "periguetes" da TV para aumentar a autoestima e alcançar seus objetivos

Divulgação/TV Globo
As personagens Stéfany (Sophie Charlotte), Rakelli (Isis Valverde), Natalie (Deborah Secco) e Teodora (Carolina Dieckmann) têm muito a ensinar imagem: Divulgação/TV Globo

HELOÍSA NORONHA

Colaboração para o UOL

Elas são divertidas, exibidas, escandalosas e com a moral um pouco duvidosa. Suas estripulias, no entanto, garantem audiência e rendem polêmica dentro e fora das novelas. Mesmo entre uma maldade aqui e um golpe ali, estas moças podem, sim, ensinar a quem está do lado de cá da tela. Afinal, esbanjam confiança e, de um jeito ou de outro, acabam conseguindo o que querem. Quer aula melhor de como ter a autoestima lá em cima do que esta?

Confira 10 lições das “periguetes” das novelas para correr atrás de seus objetivos e confiar no seu taco. E não se deixe abalar pelo preconceito – nem pelo caráter muitas vezes duvidoso das personagens. Foque no seu lado do bem e coloque estas ideias em prática já!

Cris (Regiane Alves), de “A Vida da Gente” (2011)

Lição: Lute para ter uma vida melhor

Promovida de amante a oficial no coração e na casa de Jonas Macedo (Paulo Betti), a ex-personal trainer deu uma guinada em seu destino; agora, pode realizar todos os seus sonhos de consumo e de conforto. Seu primeiro passo como a nova Senhora Macedo foi contratar arquitetos e decoradores para mudar totalmente a cara da mansão em que vive agora. Para a terapeuta cognitivo-comportamental Ariane Toubia, não há nada de errado nas atitudes de Cris. “Um pouco de ambição não faz mal a ninguém. E essa sede de mudança dela é muito positiva, pois a faz desejar e, consequentemente, conseguir transformações boas”, diz ela.

Teodora Bastos da Silva (Carolina Dieckmann), de “Fina Estampa” (2011)

Lição: Seja seletiva nas escolhas amorosas

Esqueça o fato de a loira ter abandonado o filho – afinal, estamos analisando apenas o lado bom das “periguetes”. Teodora deixou Quinzé (Malvino Salvador) porque via o rapaz como um perdedor, alguém que nunca soube direito o que queria da vida. Foi atrás de um parceiro poderoso e, literalmente, lutador: Wallace (Dudu Azevedo). “Conquistar um homem cobiçado eleva a autoestima de qualquer mulher, a faz se sentir vitoriosa”, comenta Ariane. Além disso, nutrir admiração pelo companheiro é um combustível e tanto para a libido feminina. E Teodora é do tipo determinada, que incentiva o amado a sempre melhorar de vida.

Natalie Lamour (Deborah Secco), de “Insensato Coração” (2011)

Lição: Leve a vida com leveza

Seu jeito doidinho e escrachado e, em especial, seu talento para superar os altos e baixos garantiram a ela entrar para o rol das “periguetes” inesquecíveis da TV. Durante toda a trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a loira foi humilhada e desprezada por vários personagens. Soube se levantar de cada tropeço e terminou a novela com muito estilo: virou política. “A capacidade de resiliência de Natalie Lamour era admirável. Ela sabia rir de si mesma, o que só comprova que tinha autoestima reforçada. É um exemplo a seguir”, afirma Ariane.

Valéria Bardot (Ellen Roche), de “O Astro” (2011)

Lição: Faça joguinhos de sedução

Ela é uma loira com “L” maiúsculo. Já deixou Amanda (Carolina Ferraz) enciumada e seduziu Samir (Marco Ricca). E, para conquistar suas metas e desejos, não pensa duas vezes antes de usar a beleza a seu favor – coisa que sabe como ninguém. “Valéria se veste de forma exuberante e gosta de chamar a atenção. Aliás, boa parte das mulheres gosta”, diz Ariane, que recomenda investir em roupas, maquiagem e gestos envolventes como forma de se destacar. “O único problema é parecer forçada. Ser sensual é diferente de ser vulgar”, avisa a especialista.

Jaqueline Joy (Juliana Paes), de “Celebridade” (2003)

Lição: Saiba tirar proveito das situações

Quem não se lembra das peripécias de Jaqueline Joy, a manicure obcecada por se tornar famosa? Bastava ver um paparazzo para a morena deixar o biquíni cair “sem querer”, armar um barraco, falar mais alto. “É lógico que a personagem era extremamente exagerada e jamais recomendaria imitar suas ações. Mas saber como se destacar na hora certa é, sim, sinal de inteligência”, afirma a psicóloga Eliete Matielo, proprietária da agência de relacionamentos Eclipse Love. Exemplos: ir vestida para arrasar naquela festa concorrida, fazer um comentário espirituoso durante aquele almoço com o chefe, lançar uma ideia inovadora na reunião com a diretoria...

Taís Grimaldi (Alessandra Negrini), de “Paraíso Tropical” (2007)

Lição: Reconheça a importância dos contatos

A vilã de “Paraíso Tropical” era bem mais interessante que a insossa Paula (Alessandra Negrini), sua irmã gêmea boazinha. Apesar do final infeliz –foi assassinada por Olavo (Wagner Moura)–, Taís deixou como herança várias lições para as telespectadoras, como investir em um bom “networking”. “No mundo de hoje, quem quer se dar bem precisa de bons contatos. E a Taís apostava nisso para ter as portas abertas. O problema é que ela pisava nos outros para subir os degraus. Na vida real, não aconselho essa falta de ética”, diz Eliete.

Rakelli (Ísis Valverde), de “Beleza Pura” (2008)

Lição: Dê valor à espontaneidade

Burrinha, tapada, desmiolada, mas com um coração de ouro. Rakelli não estava nem aí se não tinha classe, se falava tudo errado ou se seu choro histérico atordoava quem estivesse por perto. “Seu grande trunfo era ser ela mesma, e isso a fazia querida pelas pessoas dentro e fora da novela”, conta Ariane. Segundo a terapeuta, existem pessoas que morrem de medo de pagar mico e, por conta disso, vivem tensas ou assumem personagens. Quem é espontâneo também não sofre com o peso da culpa, pois esquece o fora que deu em questão de minutos.

Ellen (Taís Araújo), de “Cobras & Lagartos” (2006)

Lição: Aprenda que sofisticação faz bem

Vendedora da famosa butique Luxus, Ellen sentia vergonha de sua classe social e gastava rios de dinheiro para ter a aparência sempre impecável. Duas atitudes nada louváveis, claro, mas Eliete identifica na personagem algo positivo: a vontade de melhorar a própria postura. “Ser sofisticada, na vida real, não tem a ver necessariamente com situação financeira. A pessoa pode lapidar os gestos, falar num tom de voz agradável, se vestir de forma elegante com peças de lojas populares. Até mesmo com dicas encontradas na internet é possível aprender a manejar os talheres de forma correta”, diz. A psicóloga lembra que ter boas maneiras é ótimo artifício para encontrar um bom emprego, amizades e até o amor.

Danielle (Ludmila Dayer), de “Senhora do Destino” (2004)

Lição: Aposte na ingenuidade provocante

Namorada do hilário Giovanni Improtta (José Wilker), muitos anos mais velho, a “ninfa bebê” lançava mão do estilo Lolita –com direito a vozinha doce e chorosa– para conseguir tudo o que queria de seu “paizinho”. “Eu recomendo às mulheres, de vez em quando, encarnar uma Danielle”, diz Eliete. Para a psicóloga, a força e a independência feminina fazem com que muitos homens tratem a mulher com pouca sensibilidade, quase como um homem. “Bancar a frágil, a mimadinha ou a dengosa na hora certa ajuda não só a conseguir o quer como a deixar alguns sujeitos malucos”, revela.

Stéfany Oliveira (Sophie Charlotte), de “Ti-ti-ti” (2010)

Lição: Nunca desista de seus objetivos

Assim como Jaqueline Joy, Stéfany quer a todo custo se tornar rica e famosa. Para isso, não hesita em se fazer passar por uma estrela badalada e se hospedar em um hotel cinco estrelas, a fim de conhecer pessoas que possam ajudá-la a realizar seu sonho. “O que a Stéfany tem de bom é a força de vontade e o objetivo bem definido de vida. Isso ajuda qualquer pessoa a progredir. Afinal, mesmo nos dias mais ruins, é preciso que algo nos tire da cama e nos leve a encarar mais um dia; e que não seja simplesmente trabalhar para pagar as contas”, defende Eliete Matielo. Para quem não se lembra, ao final de “Ti-ti-ti” a garota consegue fama e dinheiro ao vencer um reality show.

 

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