Comportamento

Antes de traçar metas para 2012, investigue os erros de 2011

Lumi Mae/UOL
Em vez de traçar metas inatingíveis, como perder 20 kg em seis meses, tenha objetivos realistas imagem: Lumi Mae/UOL

HELOÍSA NORONHA

Colaboração para o UOL

A cena se repete a cada final de ano: a esperança nos leva a traçar metas para os 365 dias em branco que se aproximam. Fazer dieta, trocar de emprego, viajar, estudar, conhecer o grande amor, comprar um carro... Traçar resoluções de ano-novo é um exercício de autoconhecimento, pois os objetivos nos ajudam a definir nosso papel no mundo. E não são poucas as pessoas que escrevem os desejos no papel, como se a listinha tivesse poderes mágicos. Mas muitos se esquecem das promessas antes de o Carnaval chegar. E boa vontade não basta.

“Muita gente promete o que sabe que não conseguirá cumprir. Insiste em acreditar em coisas que não fará e planeja aquilo que não tem capacidade para executar. É o autoengano: mentiras que contamos para nós mesmos”, diz a psicóloga Angélica Amigo, de São Paulo. É bom, portanto, tirar da mente as metas irreais, principalmente as que envolvem números. Em vez de planejar perder 20 kg ou quitar as dívidas em seis meses, que tal traçar objetivos mais realistas, como emagrecer um quilo ou quitar uma dívida por mês?

É fundamental posicionar-se de uma forma diferente para que as mudanças aconteçam. “Preste atenção nas promessas e nos erros que vêm se repetindo com o passar dos anos. Repare nas queixas, nas cobranças... Considere os hábitos repetitivos de sua própria vida", diz Angélica. Se os erros não forem reconhecidos e transformados, dificilmente uma mudança ocorrerá.

Alguns objetivos ficam paralisados, simplesmente, porque desperdiçamos tempo. Quem se propõe a ler um clássico por mês, por exemplo, não o fará se ficar horas diante da televisão. Por outro lado, há quem espere que os outros digam o que deve ser feito ou mudado, pois é bastante cômodo permanecer inerte, uma vez que a pessoa não se responsabiliza se alguma coisa sair errado. Lembre-se: quando passamos a viver de acordo com o que tem sentido para os outros, abrimos mão do que é importante para nós.

Para que mudanças aconteçam, o compromisso tem de ser com a verdade. Não adianta tentar se enganar ou ficar mudando de acordo com o contexto e ainda se justificando. É fácil se iludir e fantasiar que está progredindo. Para orientar-se, perceba suas verdadeiras possibilidades de realização e, para isso, às vezes, é necessário reconstruir-se. “É importante ver um sentido na própria mudança, pois quando não dá mais para mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos”, diz Angélica Amigo.

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