Vida no trabalho

Aprenda 10 técnicas mais efetivas para cativar pessoas no trabalho

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Mais do que ter um currículo extenso, saber cativar os colegas pode ser de grande ajuda dentro da empresa imagem: Stefan/UOL

Heloísa Noronha

Do UOL, em São Paulo

Não basta ter feito os melhores cursos, dominar os assuntos da área e esbanjar conhecimento e competência. Em um ambiente corporativo, os relacionamentos interpessoais são de suma importância para o sucesso de qualquer carreira. Cativar os colegas de trabalho ajuda não só a turbinar o networking, como facilita –e muito– a rotina em uma empresa. De quebra, contribui para sua ascensão profissional. Veja dez atitudes que sempre dão certo:

1 - Circular pelos departamentos

Para o especialista em desenvolvimento profissional, liderança e gestão de pessoas Renato Grinberg, o primeiro passo para cativar pessoas, seja qual for a circunstância, é se interessar por elas. Em uma empresa, isso é fundamental e, na prática, significa sair da zona de conforto de um grupo -ou panelinha- e travar conhecimento com colaboradores de outras equipes.

“Esses relacionamentos podem ser bastante promissores e ajudam a entender os objetivos e o funcionamento de cada departamento, o que sempre é útil e proveitoso para a carreira”, afirma.

2 - Ter pró-atividade no momento certo

Em muitos ambientes corporativos que ainda têm graus de conservadorismo, a chance de falar ou propor algo ainda é novidade. “As pessoas ainda não sabem direito como ser pró-ativas”, afirma Aline Souki, professora da Fundação Dom Cabral, centro de desenvolvimento de executivos, empresários e gestores. Ela avisa que, em primeiro lugar, é preciso saber para quem demonstrar a pró-atividade, para ter o cuidado de não atropelar hierarquias.

Para Renato Grinberg, é essencial não apresentar ideias soltas, mas sim propostas que de fato agreguem valor e/ou ofereçam soluções à empresa. “Seus valores precisam ser congruentes com os valores da organização para gerar resultado, admiração e respeito”, completa Branca Barão, especialista em comportamento humano e programação neurolinguística (PNL).

3 - Tratar todos de modo igual

Os especialistas são unânimes: não há nada mais cativante do que tratar as pessoas da mesma maneira educada e gentil. Não basta se derreter em sorrisos ao encontrar o presidente da companhia no elevador e fazer de conta que nem vê a moça que serve o café ou o porteiro. As regras clássicas de educação –dar “bom dia”, pedir “por favor” e dizer “com licença”– são sempre bem-vindas. E notadas pelos colegas e superiores.

4 - Saber ouvir é fundamental

Evitar uma postura defensiva também soma pontos. Quem sabe ouvir uma crítica –atenção: isso não quer dizer aceitá-la se for injusta– demonstra maturidade, respeito e profissionalismo. “Muita gente se irrita com facilidade, não tem paciência para ouvir um feedback até o fim e já quer falar mais alto do que o interlocutor”, diz Renato Grinberg. Mesmo que não concorde com o conteúdo da conversa, ou pense em uma ideia melhor do que a outra pessoa, espere que ela termine para, só então, começar o seu discurso.

5 - Decifrar os códigos da empresa

Uma multinacional japonesa tem uma rotina muito diferente de uma agência de publicidade. Enquanto na primeira os horários e o vestuário dos funcionários seguem padrões mais rígidos, na segunda, a informalidade é que dá o tom. Exemplos extremistas à parte, o fato é que é importante pesquisar a fundo sobre a empresa em que se pretende trabalhar para evitar micos e foras que podem prejudicar uma carreira promissora. “E, assim que conquistar o cargo, observe bem como agem os colaboradores mais antigos, já acostumados às políticas e à personalidade da empresa”, recomenda a psicóloga organizacional Izabel Failde.

6 - Usar as redes sociais como marketing

Mesmo nas profissões mais liberais, do ponto de vista comportamental, o excesso de reclamações, desabafos ou posts muito pessoais pode comprometer o que as pessoas pensam de você. Talvez seu chefe não se incomode ou até ache graça de suas picuinhas amorosas virtuais, mas certamente alguém vai ter opinião bem negativa a seu respeito ao lê-las. “Um mínimo de privacidade é necessário”, diz Izabel Failde.

7 - Vestir-se de modo adequado

O “adequado” em questão não significa o conceito ultrapassado de formalidade (a não ser que a empresa o exija), e sim de um modo que não destoe muito do estilo dos colegas e do ambiente da empresa, de modo geral.

O excesso de sensualidade para mulheres e de despojamento para os homens não costuma pegar bem nem em cenários pouco convencionais. Por quê? A pessoa acaba se tornando mais conhecida pelas roupas que veste do que pelo desempenho profissional. A psicóloga Izabel Failde lembra que muitas empresas têm cancelado o “casual day”, que costuma acontecer às sextas, por conta de abusos. “Há quem vá trabalhar com o traje que pretende usar na balada logo mais à noite”, conta.

8 - Não invadir o espaço alheio

Ser solícito é bem diferente de ser invasivo. Uma coisa é oferecer ajuda à colega que não chegou com uma cara muito boa no escritório; outra bem diferente é disparar mil perguntas para tentar saber o que houve. “As pessoas passam muito tempo no ambiente de trabalho e é mesmo muito difícil separar a parte profissional da pessoal. No entanto, o respeito ao ritmo alheio é um dos preceitos básicos de um bom convívio", explica o consultor Renato Grinberg. "Portanto, nada de se intrometer na irritação ou no silêncio alheios, a não ser, é claro, que isso prejudique o andamento das atividades”.

9 - Otimizar o expediente

Já há algum tempo a atitude de permanecer no escritório após o horário de trabalho é tida como negativa, sinônimo de que a pessoa é desorganizada e pouco produtiva. Porém o expediente prolongado, em alguns casos, pode ser fruto de dedicação a um novo projeto ou de uma época de maior demanda de atividades. Se o cumprimento das tarefas não for possível durante o expediente, há duas alternativas: pedir ajuda, o que sempre é producente, ou avisar o gestor que precisará estender o horário. “Caso contrário, a pessoa fica mesmo mal vista pela equipe”, explica Izabel Failde.

10 - Não falar só de trabalho

Ninguém gosta de conviver com uma pessoa que só sabe falar de trabalho.

“É preciso ter vida, e uma vida produtiva, longe da empresa", afirma Aline Souki, da Fundação Dom Cabral. "Se interessar por literatura, cinema, teatro, artes plásticas e outros assuntos ajuda não só a recarregar as baterias para o dia a dia profissional, como oferece um repertório para as conversas e aguça a criatividade”. 

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