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Mulheres e casais são os principais consumidores da feira erótica Hot Fair, no Rio

Marco Antônio Teixeira/UOL
Casal de bailarinos faz performance de pole dance no primeiro dia da feira erótica Hot Fair, que acontece entre os dias 20 e 25 de novembro, no Rio de Janeiro imagem: Marco Antônio Teixeira/UOL

Andrezza Czech

Do UOL, no Rio de Janeiro

Muitas mulheres e casais aproveitaram o feriado de 20 de novembro para fazer compras diferentes: de produtos eróticos. Dos pares mais tímidos que levaram apenas cremes para massagem, e com certo constrangimento, até consumidores exigentes, que reclamam do tamanho e da potência de vibradores, cariocas formaram filas nos estandes e nas atrações do primeiro dia da quarta edição da feira erótica Hot Fair, que acontece entre os dias 20 e 25 de novembro, no Rio de Janeiro.

Segundo a organização, entre 50 e 55 mil pessoas devem passar pelo Pavilhão 2 do Riocentro nesses seis dias. Segundo o diretor da feira, Osmar Gil, a última edição recebeu 40 mil visitantes. O objetivo de Gil é transformar o evento na maior feira do gênero do mundo até 2016, atraindo mais de 80 mil pessoas. Para tentar conseguir isso, além dos mais de 40 expositores, entre lojas e distribuidores de produtos eróticos, o evento traz programação com atrações variadas.

A maior novidade é a balada Hot Fair, um espaço com DJs e shows que começa depois das 20h30 e vai até a madrugada. Mas a maior aglomeração de pessoas acontece na fila para os shows de striptease masculino e feminino, que se revezam ao longo do dia. Durante os shows de homens, é possível ouvir os gritos da plateia feminina em qualquer lugar da feira.

Das nove atrações, apenas três fazem os visitantes tocarem nos modelos. O motivo, segundo Gil, é não provocar a discórdia entre os casais. “O evento não tem pornografia e o contato com os participantes é raro, senão dá problema. Tem muito casal na feira”, diz Gil, que diz que nunca houve escândalos de visitantes ciumentos no evento.

Ainda as maiores compradoras de produtos eróticos, as mulheres costumam ir em grupos de amigas visitar os estandes. Algumas, mais ousadas, arriscam fazer fotos sensuais com os modelos sem camisa que circulam pela feira e até brincam no Pênis Mecânico, brinquedo que funciona como um touro mecânico, em que é preciso se equilibrar para não cair enquanto o brinquedo sacode. 

Mesmo com mais modelos mulheres andando de lingeries pela feira do que homens descamisados, o evento sempre atraiu mais mulheres ou casais que buscam novidades para a relação, segundo Gil. Proprietário da distribuidora de produtos eróticos 69 Sex Line, Claudio Teixeira tem um estande na feira desde a sua primeira edição e sabe que é comum que os homens se sintam constrangidos ao comprar certos brinquedos. "O homem vem junto e compra o que ela quiser. No máximo, vem para pagar. E quando a mulher escolhe algo como uma prótese, ele disfarça", diz.

Sócia da loja com o estande mais movimentado --principalmente pelos casais -- do primeiro dia de feira, a Sexy Delícia, Amanda Barbosa espera um lucro alto para a edição. "Esperamos vender R$ 185 mil. Nos anos anteriores, o número passou de R$ 100 mil, mas investimos mais nesse ano: R$ 80 mil”, afirma ela.

Hot Fair
Data: 20 a 25 de novembro
Horário: a partir de 16 horas
Local:  Riocentro
Classificação: 18 anos
Entrada:   R$ 50 (Sab., dom., feriado) R$40 (dias de semana)

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