Sexo

Manual da rapidinha: aprenda cinco regras básicas de uma transa-relâmpago

Orlando/UOL
Especialista diz que ninguém deve deixar a rapidinha de lado mesmo depois de anos de relacionamento imagem: Orlando/UOL

Heloísa Noronha

Do UOL, em São Paulo

A rapidinha é divertida, pois tem o tempero da aventura e lembra a fase da descoberta do sexo, quando tudo precisava ser feito às pressas. "A maior parte dos casais a pratica durante o início do relacionamento, quando a libido está a mil e um não consegue tirar as mãos de cima do outro", afirma Carolina Ambrogini, ginecologista e coordenadora do Projeto Afrodite, da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo).

Mas a especialista afirma que as rapidinhas não devem ser deixadas de lado: "Principalmente para casais que estão juntos há muito tempo, para manter a libido e a fantasia sempre em alta". E como é impossível prever quando uma transa-relâmpago acontecerá, é fundamental ter sempre um preservativo à mão. Lembre-se dessa regra e acompanhe as outras dicas para ter mais prazer.

Lugar

Na maior parte das vezes, a rapidinha não acontece na cama. Em geral, quando bate o desejo, vale da pia da cozinha a uma paradinha no drive-in. As opções são muitas, mas lembre-se que os locais públicos não estão entre elas, pois atentado ao pudor é crime. Por isso, esqueça as escadas de prédios, estacionamentos e banheiros de casas noturnas, por exemplo. "Agora, se a intenção for apenas fugir da marcação cerrada de filhos pequenos ou sogros vigilantes, o casal pode ir para a despensa, a garagem, o sótão", exemplifica Fernanda Pauliv, professora de artes sensuais.
 

Preliminares

Em uma rapidinha, não há muito tempo para carícias. "Uma relação sexual convencional dura, em média, 15 minutos, com as preliminares. A rapidinha demora menos de cinco", diz Carolina Ambrogini, da Unifesp. Para ela, nessas circunstâncias, a intensidade do beijo na boca vai contar muito. "Os beijos são indispensáveis para o aumento da excitação", diz Carolina.

O sexo oral, tão importante para a estimulação e o prazer femininos, costuma ser deixado de lado, pela pressa da transa. "O estímulo erótico está baseado na falta de tempo, na própria adrenalina de ter de ser rápido. A tensão favorece a excitação mais rápida. As preliminares ficam mais concentradas na região genital e com toques mais vigorosos", diz Patricia Pelegrina Rosseto, psicóloga e psicoterapeuta com enfoque na sexualidade.

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Roupas

O que tirar, o que deixar? Na dúvida, faça somente o básico: abrir o zíper da calça, desabotoar a blusa ou subir o vestido, em especial se a rapidinha tiver de ser disfarçada caso alguém apareça inesperadamente. "Quando a situação permite, há até quem rasgue a roupa um do outro, tornando o momento ainda mais a excitante", diz Carolina Ambrogini. Na opinião dela, o fato de as pessoas não ficarem completamente nuas e o sexo ser afoito lembra bastante algumas cenas clássicas de cinema –como a de Diane Lane e Olivier Martinez transando no banheiro do restaurante em "Infidelidade" (2002). "Essas sequências ficam gravadas na memória das pessoas como algo muito erótico", fala Carolina.
 

Palavras

Segundo Fernanda Pauliv, tudo começa com as palavras, pois expressam o desejo e sinalizam que as pessoas não conseguem mais se conter e, portanto, vão se deixar guiar pelos instintos. "Frases como ‘Quero você agora' e 'Se você não parar de me beijar, não me responsabilizo pelos meus atos' dão uma boa ideia de como o parceiro está se sentindo", afirma. Se a rapidinha acontecer na casa de amigos ou da família, em um momento de distração das pessoas, tudo deve ser feito aos sussurros para não chamar a atenção. Abafar gemidos contribui para elevar o tesão. 
 

Posições

As posições em pé são as mais recomendadas, pela facilidade de encaixe, tanto com um de frente para o outro quanto com a mulher de costas para o homem e apoiada na parede. Mas em alguns locais a mulher pode ficar sentada (na pia ou na cadeira do escritório, por exemplo) ou até deitada, se o ambiente contar com uma mesa. "Não dá para pensar nem variar muito, e isso dá graça ao momento", afirma Carolina Ambrogini. 
 
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