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Não dá sorte com as mulheres? Entenda quais são seus erros

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Fazer graça demais e não saber se aproximar de uma mulher são alguns dos erros mais comuns imagem: Thinkstock

Heloísa Noronha

Do UOL, em São Paulo

Bonitos, atraentes, bem-sucedidos, cultos, admirados pelos colegas de trabalho, invejados pelos colegas de futebol e... execrados pelas mulheres. Alguns homens, por mais que tenham todos os atributos para serem desejados, volta e meia são rejeitados pelas mulheres. O que esses sujeitos têm em comum é a mania de cometer algumas atitudes que, para muitas garotas, demonstram chatice, desrespeito e até imaturidade. Veja, a seguir, alguns dos principais erros indicados por especialistas.

Não gostar de novidades

O homem resistente a conhecer outros lugares, aprender coisas novas, viver experiências diferentes e até mesmo testar posições e brinquedinhos eróticos costuma passar recibo de enfadonho perante as mulheres. "Eu chamaria esse sujeito de travado, conservador e acomodado. Alguém que, no mundo em que vivemos hoje, terá azar com as mulheres", diz a psicóloga Marjorie Vicente.

Segundo ela, sair da zona de conforto é fundamental para ganhar admiração das mulheres, principalmente depois da fase da conquista.

Parecer que está sempre procurando algo melhor

Principalmente no bar ou na balada, é comum que o homem, em vez de prestar atenção no que a garota que acabou conhecer está dizendo, fique com o radar ligado em outras mulheres do local. E até mesmo alguns comprometidos não se importam muito em disfarçar quando olham para outra.

No fundo, quem age assim é extremamente inseguro e precisa se autoafirmar a cada oportunidade. Ele pode ter uma mulher linda e interessante ao seu lado, mas precisa sentir que ainda pode conquistar as que estão ao redor.

"É um cara infantil, que não aprendeu a fazer escolhas e aceitar perdas e ganhos. Ele não sabe lidar com frustração e não quer abrir mão de nada", afirma Marjorie. A conquista nem precisa acontecer: o que o move é a adrenalina da conquista, a sensação adolescente de sentir "borboletas no estômago" constantemente.

Viver na desordem

A casa há tempos pede uma faxina geral, a mesa de trabalho é um caos, o carro vive imundo, a vida financeira está sempre em confusão. Dificilmente uma mulher, em especial aquela que é mais autossuficiente e centrada, dá conta de se relacionar com um bagunceiro.

Como a realidade externa costuma ser um espelho do que vivemos internamente, e um homem não consegue cuidar de si e de suas coisas, provavelmente procura uma mãe, e não uma parceira.

Numa época em que as mulheres estão justamente adiando a maternidade para investir na carreira e na realização pessoal, raramente alguém vai se dispor a assumir o papel de cuidadora de um marmanjo. Esse tipo de homem só se dá bem com garotas que têm a necessidade de se sentirem úteis e importantes para o outro o tempo todo. Porém, um relacionamento nessas bases dificilmente pode dar certo, já que nenhum dos dois parece ser capaz de assumir uma vida adulta plena.

Não saber se aproximar

Em vez de chegar e simplesmente começar a conversar, esse tipo de homem lança uma piada sem graça, uma cantada batida, passa a mão no cabelo da garota para chamar a atenção, entre outras ações imaturas, inconvenientes e, muitas vezes, machistas.

Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, a aproximação tem muito a ver com o tipo de criação e a personalidade da pessoa. "Essas atitudes são tentativas de mascarar a timidez. Para disfarçá-la, o sujeito acaba falando demais e acaba caindo em assuntos desnecessários. A insegurança piora o quadro", explica. Deixar de lado os gracejos tolos e ser simpático e natural, mesmo que gaguejando, costuma dar muito mais certo com as mulheres.

Gostar de ser o centro das atenções

O "homem pavão", que fica só se exibindo, pode até pensar que está arrasando, mas muitas mulheres o enxergam como tolo e desagradável. Todos nós apreciamos ser alvo de atenção e poder conversar de uma maneira inteligente, sensível e divertida.

Para que isso ocorra, entretanto, é necessário que as pessoas fiquem atentas umas às outras, percebendo o que realmente as interessa. "Quem busca ser constantemente alvo de atenção não tem muito conteúdo e só atrai parceiras que, como ele, estão sedentas por afeto, mesmo que seja um afeto superficial", diz a psicóloga e terapeuta de casais Iara Camaratta Anton.

Viver na cola dos pais

Não se trata apenas de morar ou não com os pais, mas do quanto eles ainda influenciam o sujeito em suas escolhas, opiniões e decisões. "A relação de subserviência incomoda as mulheres", afirma Iara.

Segundo ela, os pais são extremamente importantes na formação da personalidade de seus filhos, em suas crenças e em seus valores, mas não são os donos da verdade e deveriam permitir que os filhos cresçam. "Sem que se desenvolva essa capacidade de autonomia, os filhos não estão livres para a descoberta de outras pessoas interessantes, a quem possam amar e por quem possam ser amados", diz. Cabe, então, ao filho cortar o cordão umbilical se quiser ser feliz em suas relações.


Fazer graça demais

Uma coisa é ter senso de humor. Outra, bem diferente, é ser o engraçadinho que só conta bobagens. "Esse tipo de homem facilmente se torna cansativo e não é levado a sério por ninguém. E não costumam ser vistos como atraentes", diz a terapeuta Iara. Além disso, homens assim são, geralmente, encarados como ideais apenas para amizade. 

Em contrapartida, saber rir de alguns imprevistos da vida e fazer comentários ou contar histórias engraçadas costuma ser sempre positivo, desde que não seja algo constante. Isso exige inteligência e sensibilidade. "Na medida certa, a capacidade de brincar pode funcionar como um excelente atrativo, pois uma vida sexual ativa e prazerosa costuma incluir o aspecto lúdico", diz Iara.

Ser egoísta no sexo

No motel, ele não para de se olhar nos espelhos para conferir o desempenho. Faz caras e bocas e, no início, até parece bom de cama, porque gosta de se dedicar às preliminares, fazer posições diferentes e falar palavras picantes. No entanto, não demora muito para a mulher perceber que tudo não passa de cena: ele está mais interessado em parecer o garanhão imbatível do que em proporcionar prazer à parceira. "Concentrar no corpo e nas reações dela deve se tornar primordial", diz Bez.

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