Comportamento

SMS mentiroso demora mais tempo para ser digitado, diz estudo

Brigham Young University
Segundo estudo feito pela BYU (Brigham Young University), em Utah, o tempo de digitação de uma mensagem com informações mentirosas é 10% mais longo do que um SMS sem mentiras imagem: Brigham Young University

Relax News

Segundo estudo feito pela BYU (Brigham Young University), em Utah, o tempo de digitação de uma mensagem com informações mentirosas é 10% mais longo do que um SMS sem mentiras. A pesquisa foi publicada na segunda semana de setembro de 2013 pelo ACM Transactions on Management Information Systems, periódico acadêmico especializado em sistemas da informação. 

A conclusão do estudo foi feita com base nas trocas de mensagens de cerca de cem estudantes de duas universidades dos Estados Unidos, monitoradas a partir de um programa de computador.

Cada voluntário tinha que responder cerca de 30 perguntas definidas pelo programa, com a orientação de mentir em cerca de 50% delas. Além da demora para digitar as respostas falsas, o estudo mostrou que elas eram mais editadas e menos precisas em relação às verdadeiras.

"Conversas digitais são propícias às mentiras e à enganação pela facilidade com que se pode esconder a própria identidade e escrever coisas falsas, porém críveis", afirma Tom Meservy, professor da BYU e coautor do estudo. "Infelizmente, os seres humanos são péssimos em detectar quando estão sendo enganados. Estamos criando técnicas para corrigir isso", diz ele.

Espera-se que as informações levantadas pelo estudo sirvam de ponto de partida para a criação de métodos de identificação de comportamento desonesto.

De acordo com Meservy, o cidadão comum percebe que alguém está mentindo em apenas 54% das ocasiões, e isso pessoalmente, diante das expressões faciais e escutando o tom de voz da pessoa. Como boa parte da comunicação hoje em dia não se dá ao vivo, a ideia é criar mecanismos para, nas palavras de Meservy, "detectar a mentira em tempo real".

Mas antes de correr atrás do celular e acionar o cronômetro, lembre-se: o interlocutor pode simplesmente estar ocupado demais para responder imediatamente. "Nós estamos apenas começando, ainda precisamos levantar muita", diz Jeffrey Jenkins, professor da BYU e coautor do estudo.

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