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Casamento feliz pode depender da genética, diz estudo

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Pesquisadores descobriram um gene envolvido na regulação da serotonina que pode prever o quanto nossas emoções afetam nossos relacionamentos imagem: Getty Images/iStockphoto

Relax News

De acordo com nova pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, e publicada em 7 de outubro de 2013 na Emotion, a responsável por um casamento feliz pode ser a genética.

Pesquisadores descobriram um gene envolvido na regulação da serotonina que pode prever o quanto nossas emoções afetam nossos relacionamentos. O estudo contou com cem pessoas casadas, que foram estudadas de acordo com o genótipo de cada uma. Elas foram observadas com seus parceiros ao longo de 13 anos.

"Com essas descobertas genéticas, agora podemos entender mais sobre o que determina o quão importantes são as emoções para diferentes pessoas", diz o autor e psicólogo Robert W. Levenson.

A equipe encontrou a relação entre a realização com o relacionamento e um gene variável, ou alelo, conhecido como 5-HTTLPR --todos os humanos herdam uma cópia dele de cada parente.

Os participantes do estudo com dois alelos 5-HTTLPR curtos são os que aparentaram ser mais infelizes nos seus casamentos quando havia muita emoção negativa, como raiva e desprezo, e mais felizes na situação contrária, ao ter sentimentos como humor e afeto.

Já aqueles com um ou dois alelos compridos se incomodavam bem menos com o teor emocional dos seus relacionamentos. 

"Os indivíduos com alelos curtos podem ser como flores de estufa, desabrochando em um casamento em que o clima emocional é bom, e murchando quando é ruim", afirma a pesquisadora Claudia M. Haase. "Consequentemente, pessoas com um ou dois alelos compridos são menos sensíveis às alterações emocionais", afirma.

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