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Casamento é mais feliz quando mulher fica calma durante brigas

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Estudo mostra que casamentos tendem a ser mais felizes quando a mulher se acalma rapidamente após uma discussão. O período de calmaria do marido não tem o mesmo efeito imagem: Getty Images

Relax News

A capacidade que uma mulher tem de manter a calma e recuperar rapidamente a compostura depois de uma discussão pode ser o segredo para a satisfação conjugal de longo prazo. Pelo menos é o que afirmam os pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, em um estudo publicado em novembro de 2013 no periódico "Emotion".

"Quando se trata de gerir as emoções negativas durante o conflito, são as mulheres que realmente importam", diz o psicólogo Lian Bloch, autor principal do estudo.

"Emoções como raiva e desprezo podem parecer muito ameaçadoras para os casais. Mas nosso estudo sugere que, se os cônjuges, especialmente as mulheres, são capazes de se acalmar, o casamento pode continuar a prosperar", afirma.

No estudo, foram analisadas fitas de vídeo de 80 casais com idades entre 50 e 60 anos, registradas ao longo de 13 anos.

Nos vídeos, os casais discutiam um tema de conflito para que os cientistas fizessem a codificação de expressões faciais, gestos e respostas emocionais e fisiológicas, como pressão arterial e transpiração. Os procedimentos eram realizados para identificar qual o momento em que o casal ficava mais chateado e quanto tempo ambos levavam para se acalmar.

Mais de dez anos depois, a equipe pediu para que os casais avaliassem quão satisfeitos estavam com seus relacionamentos. Os resultados mostraram que o período em que cada um ficava chateado estava fortemente relacionado com a sua felicidade conjugal de longo prazo.

Segundo o estudo, o casal era mais feliz, tanto no curto quanto no longo prazo, quando a mulher se acalmava rapidamente. Mas quando o marido tinha a capacidade de se manter calmo, o efeito não era o mesmo.

"Quando as mulheres discutem os problemas e sugerem soluções, os casais lidam melhor com os conflitos", diz o psicólogo Robert Levenson, autor sênior do estudo. 

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