Relacionamento

Dormir em quartos separados prejudica a relação? Opine

Orlando/ UOL
Dormir separado não prejudicará o relacionamento se for uma atitude aprovada pelas duas partes do casal imagem: Orlando/ UOL

Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

Se o seu parceiro fez a proposta de dormir em quartos separados ou se isso já acontece no seu relacionamento, não se preocupe. Passar a noite sozinho não significa necessariamente uma crise. Ao contrário: pode ser a solução para casais com hábitos muito diferentes ou, simplesmente, quando o desejo é preservar a individualidade.

"Dormir em quartos separados pode ser interessante para quem não abre mão de ter seus momentos a sós, sua independência, mesmo querendo estar casado. Dessa forma, a pessoa preza sua individualidade, mas também tem momentos íntimos com o par", explica Thiago de Almeida, psicólogo especialista em relacionamentos amorosos.

Os especialistas ouvidos pelo UOL Comportamento concordam que não dividir o mesmo cômodo à noite pode ser uma decisão acertada, com diversos benefícios, desde que ambos estejam de acordo com ela.

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"Melhora a saúde individual (física e emocional) e também do casal, que estará muito mais disposto no dia seguinte para se relacionar com mais qualidade. Nos casos em que se dorme pouco e mal a dois, o impacto na saúde pode ser bastante negativo", fala Eglacy Sophia, psicóloga clínica e mestre em ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Se o seu parceiro gosta de ler ou assistir à TV até mais tarde, prefere o ar-condicionado sempre ligado e o barulho te incomoda ou tem problemas de sono como apneia e insônia, por exemplo, essa alternativa pode agradar aos dois e não trazer qualquer tipo de prejuízo para o relacionamento.

“Conheço muitos casais que optaram por viver assim. Alguns dormem em lugares distintos da casa durante a semana e mudam a rotina nos finais de semana, justamente por terem maior flexibilidade de horário. É normal, desde que seja uma condição definida pelos dois e ninguém fique insatisfeito ou magoado com ela”, explica Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casais pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

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O problema, segundo Marina, é que a opção traz uma responsabilidade maior no que tange aos cuidados para que o par não se distancie. “O casal que decide passar as noites separado precisa encontrar outras maneiras de ter momentos a sós, que não o sexo, já que aquela conversa ou carinho antes de dormir não será mais possível”, afirma.

E se, para você, essa alternativa é impensável por achar que a intimidade será a principal vítima, esqueça isso. De acordo com Iracema Teixeira, psicóloga especialista em relacionamentos pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), dormir todos os dias junto não determina o quão íntimo um casal é ou não.

“A intimidade é construída durante as 16 horas nas quais as pessoas estão acordadas. E um casal que decide dormir separado pode se tornar até mais íntimo do que aquele que fica junto durante a noite toda. É uma questão muito particular", fala.

Dormir junto é, segundo a especialista, uma expectativa imposta pela sociedade para aqueles que são casados, pois se espera que esses casais sejam “um só”, a “metade da laranja” e assim por diante. Além disso, para muitos, pode significar segurança, carinho, aconchego, além de uma garantia de amar e ser amado em tempo integral. 

Também por isso, é bom observar os motivos pelos quais a alternativa foi sugerida, ainda mais se veio após anos de relacionamento de casais que sempre dormiram no mesmo cômodo.

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