Equilíbrio

Siga sete passos para ser uma pessoa mais tolerante

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Aprender a ouvir é uma lição básica para quem quer ser mais tolerante imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Do UOL, em São Paulo

A correria e a pressão do dia a dia vêm tornando as relações interpessoais cada vez mais tensas e irritantes. Não são poucas as pessoas que demonstram impaciência para lidar com opiniões conflitantes. Uma prosaica troca de ideias às vezes se transforma em uma discussão acirrada simplesmente porque ninguém exercita mais a capacidade de compreender o outro. Se você também já percebeu que precisa trabalhar melhor a tolerância, confira sete dicas dadas por especialistas para colocar em prática imediatamente.

1. Ouça o outro

Se você quer que escutem e aceitem –ou, pelo menos, entendam– sua opinião, trate também de ouvir a outra pessoa. “Mostre interesse genuíno e procure compreendê-la, ou seja, preste atenção em seus sentimentos, ideias e vontades, sem julgamentos”, diz o psicólogo clínico e coach João Alexandre Borba, de São Paulo (SP). Saiba digerir opiniões contrárias, mesmo que não concorde com elas. Quem é intolerante não costuma admitir que os demais tenham a própria maneira de pensar e se manifestar. “Não concorda com a pessoa? Tudo bem. Mas você precisa aceitar outras possibilidades de pensamento, e, acredite, você pode aprender muito com elas”, completa João Alexandre.

2. Não aja com desrespeito

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3. Resolva conflitos

Seja no trabalho, no grupo de amigos ou entre familiares, assuma a função de pacificar o ambiente. Não provoque discórdia, não levante a voz e sempre tente manter a harmonia do local. Escute as pessoas com atenção e busque compreendê-las. “Diante de um comentário negativo de alguém ou sobre alguém, demonstre o lado positivo das pessoas e situações, sempre de forma sincera e verdadeira. Indivíduos tolerantes sabem contornar conflitos desgastantes e evitam que sua energia seja drenada por eles”, diz Madalena Feliciano.

4. Exercite a paciência

Numa situação de conflito interpessoal, procure controlar sua ansiedade antes de se indispor com os demais ou tentar convencê-los de algo sob o peso da irritação. Abaixe o tom de voz, preste atenção à sua respiração, inspire o ar profundamente e solte bem devagar pelo nariz. Diminua o ritmo e a velocidade do que está fazendo, concentrando-se mais em você e nas suas ações, e não nas do outro”, conta Mara Lúcia Madureira, especialista em terapia cognitivo-comportamental, de São José do Rio Preto (SP). Isso evita que uma discussão se inicie ou piore por conta do seu estado de ânimo.

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5. Cuidado com o mau humor

É fundamental evitar discutir ou revidar provocações quando não estiver bem consigo mesmo, seja por problemas profissionais, domésticos ou pessoais. Preserve-se, dê tempo para digerir o conflito e elaborar suas emoções. Só depois, quando se acalmar e estiver com o mínimo de estresse possível, retome a conversa ou tome decisões. “Durante uma discussão, quando os ânimos estão exaltados, é preciso interromper a situação e retomá-la quando o controle emocional for recobrado. Do contrário, um tentará impor ao outro suas razões, a gravidade do conflito se intensificará e não se chegará a uma solução racional”, fala a psicóloga Mara Lúcia.

6. Faça uma autoavaliação

Muitas vezes, o que não toleramos no outro é o reflexo daquilo que não suportamos em nós mesmos e, por ser inconsciente, não conseguimos modificar. É essencial fazer um exercício de autoconhecimento e tornar esse fato consciente, para, então, trabalhá-lo. Identificar o que incomoda nas pessoas e na própria natureza favorece a autocrítica adequada e o controle das emoções e atitudes. “Ao se confrontar com alguém que o incomoda, analise atentamente quais características ou comportamentos o irritam e pergunte-se o quanto essas características também estão presentes em sua personalidade. Ao contemplar em si mesmo aquilo que condena, você poderá lidar melhor com o outro, pois o compreenderá”, fala a psicóloga Lourdes de Paula Gomes, diretora da Facis (Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo).

7. Coloque-se no lugar do outro

Segundo a psicopedagoga e terapeuta familiar Quézia Bombonatto, diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), uma das maneiras mais eficazes de desenvolver a tolerância é exercitar diariamente a capacidade de lidar com o diferente. “É fundamental deixar o lugar de dono da verdade e avaliar como os outros lidam com determinados fatos segundo seus valores, crenças, razões e motivações”, diz. Esse também é um excelente exercício para trabalhar os próprios preconceitos.

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