Sexo

Quer provar sadomasoquismo no sexo? Veja dicas para iniciantes

Leo Gibran/UOL
Antes de se atirar no BDSM, confira as dicas que lhe darão mais segurança imagem: Leo Gibran/UOL

Yannik D'Elboux

Do UOL, no Rio de Janeiro

O sucesso da trilogia "Cinquenta Tons de Cinza", que estreia no cinema em 2015, despertou a curiosidade acerca das práticas BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo). Mas as experiências sadomasoquistas não costumam ser tão românticas como no livro. Para quem quer sair do mundo “baunilha”, como é chamado quem está fora desse meio, veja dez orientações de especialistas e praticantes para garantir a diversão com segurança.

Você gostaria de provar práticas BDSM?

Resultado parcial

Total de votos
Total de votos

1. Saber o que busca

O universo do BDSM é muito amplo. As práticas eróticas vão desde imobilizar o parceiro (bondage) a participar de jogos psicológicos de controle. Em primeiro lugar, segundo o psicólogo Maurício Amaral de Almeida, especializado em sexualidade alternativa, é preciso saber o que se busca nesse universo. "A pessoa deve procurar se conhecer e entender quais são os seus desejos", diz.

O mestre Gladius Maximus, que escreve sobre o assunto e faz parte do meio BDSM desde 2002, reforça a importância de checar as razões que motivam o interesse. Ele considera o prazer e a diversão como bons motivos. “Busca de sexo fácil e fuga de uma realidade ruim não são boas razões”, enfatiza.

Você gostaria de provar práticas BDSM?

Resultado parcial

Total de votos
Total de votos

2. Ler muito sobre o tema

O BDSM envolve, principalmente, relações ou práticas baseadas na dor ou troca de controle. O DS da sigla corresponde aos atos de dominação e submissão, nos quais o controle e o poder são elementos fundamentais. E o SM denomina as relações de sadismo e masoquismo, em que os envolvidos sentem prazer em provocar ou sentir dor. Antes de se lançar no BDSM, é essencial ler muito sobre o assunto para entender melhor o universo onde se pretende entrar. "Existem desde artigos científicos a discussões publicadas pela própria comunidade na internet", informa Maurício Amaral de Almeida

3. Dominador ou submisso?

Para aproveitar melhor a brincadeira, é interessante tentar descobrir em qual papel você se encaixa dentro do BDSM. Segundo a blogueira Lasciva, também autora do livro “Guias do Sexo Ilustrados”, os papéis independem do gênero (homem ou mulher) e, em geral, o dominador é o mais ativo, impiedoso, com desejo de mandar. "O submisso é entregue e complacente, faz todas as vontades do parceiro e se deleita com isso”" explica. Os jogos de dominação e submissão costumam envolver punições e recompensas. “Se quem está em posição de subordinação tiver bom comportamento, pode ser recompensado com momentos de prazer", acrescenta.

4. Proteger a privacidade

Os praticantes destacam a importância de proteger a identidade e privacidade. Ninguém das suas redes sociais, da família ou do ambiente de trabalho precisa saber que você é adepto do BDSM. Por essa razão, os mais experientes recomendam a criação de um apelido, e-mail exclusivo para isso e uso de uma imagem que não seja sua foto real (em redes sociais, por exemplo). Também não é aconselhado sair adicionando pessoas do meio no perfil do Facebook. “O melhor é não misturar os dois mundos para evitar aborrecimentos”, orienta mestre K@, que está há 13 anos no BDSM e realiza palestras sobre o tema.

Você gostaria de provar práticas BDSM?

Resultado parcial

Total de votos
Total de votos

5. Cuidado na escolha de parceiros

Existem algumas reuniões e festas sadomasoquistas, contudo, o mais comum é que a busca de parceiros aconteça pela internet. Como em qualquer relação que se inicia no mundo virtual, é preciso ter muito cuidado com quem está se envolvendo, buscando sempre referências da pessoa na rede e marcando o primeiro encontro em um local público. Segundo o psicólogo Maurício, é necessário tomar cuidado com casos de sadismo patológico, que fogem dos objetivos de erotização e lazer do BDSM. "Sempre suspeite de pessoas que se dizem antigas no meio, mas ninguém conhece", alerta.

6. Consensualidade e proteção

A maioria dos adeptos do BDSM segue os preceitos do SSC (São, Seguro e Consensual). "Acredito que o SSC é o que faz com que o BDSM, tanto como prática quanto modo de vida, seja viável", diz o mestre Gladius Maximus. Ele explica que o são refere-se não apenas à sanidade, mas a ter equilíbrio para não prejudicar outros aspectos, como a vida familiar e profissional. A segurança no uso das técnicas é primordial para garantir a integridade física. E a consensualidade constitui um dos pilares mais importantes do BDSM. "Vale tudo desde que as partes, sejam lá quantas forem, estejam de acordo", diz Gladius.

7. Palavra de segurança

Antes de participar de qualquer pr

Você gostaria de provar práticas BDSM?

Resultado parcial

Total de votos
Total de votos

8. Estabelecer limites

Por mais que as relações pautadas no BDSM possam envolver controle, obediência e até o prazer pela dor, isso não significa que não existam limites. “Um não tem que fazer tudo o que outro quer, depende dos acertos e códigos entre eles”, diz mestre K@. Quando o BDSM acontece entre casais, a relação não precisa funcionar dessa forma em todos os momentos, até para quem ninguém abuse de sua posição. É importante separar os personagens dos jogos eróticos da rotina do dia a dia. “Precisa ter muito claro em que momento começa e acaba a brincadeira”, aconselha ele.

9. Ser honesto e transparente

O BDSM é um jogo de adultos que só deve acontecer entre pessoas com plena posse de suas faculdades mentais, ressalta Maurício. Além disso, ele destaca a importância de ser bastante honesto quanto a existência de problemas físicos e psicológicos. “Espera-se total transparência”, diz o psicólogo. Ele também lembra a necessidade de compartilhar medos e fobias com o parceiro, já que algumas práticas envolvem privação de sentidos.

10. Brincar sem pressa

Não é preciso se tornar especialista ou fazer parte do meio para levar algumas práticas sadomasoquistas, de dominação ou submissão para a vida sexual. Gladius Maximus acredita que uma das formas mais simples de experimentar é brincar de BDSM sem pressa. “A maioria das pessoas já fez isso sem se dar conta, usando algemas de sexshop ou fazendo um sexo mais brutal”, diz. A blogueira Lasciva explica que algumas pessoas seguem à risca e vivem o BDSM 24 horas por dia, sete dias por semana, mas que isso não exclui quem quer levar mais na brincadeira. “Isso não impede que outros possam apenas se divertir, experimentando algumas práticas', fala.

Topo