Vida no trabalho

Para ter sucesso, absorva o melhor de dez tipos de colegas de trabalho

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Até aquele chefe inseguro pode ensinar coisas positivas para a sua carreira imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Do UOL, em São Paulo

Um profissional pode ter o currículo brilhante, recheado de cursos importantes em instituições de renome, e ter iniciado sua trajetória em uma empresa de prestígio. Mas se não souber investir nos relacionamentos interpessoais, sua carreira dificilmente vai decolar. Todo colega tem algo importante a transmitir. Se você souber aproveitar e aplicar os ensinamentos dessas pessoas no dia a dia, suas chances de alcançar bons resultados só aumentam. Veja alguns exemplos:

1. Recém-contratados que querem mostrar serviço

Para a especialista em desenvolvimento organizacional Rita Ritz, professora de gestão empresarial do IBE-FGV (Institute Business Education – Fundação Getulio Vargas), a vontade de aprender é o exemplo mais importante transmitido por esse tipo de colega. “É um comportamento que, além de fundamental para as empresas contemporâneas, influencia os colegas mais próximos, pois mostra uma inquietude positiva. Seu entusiasmo faz com que as pessoas se sintam mais motivadas a buscar novos conhecimentos, soluções e possibilidades", explica.

2. Colegas sistemáticos e metódicos

A convivência com esses colegas pode ensinar como cumprir compromissos e resultados no prazo. “São profissionais sempre vistos como confiáveis e transparentes, pois mostram coerência entre o que prometem e o que entregam”, diz Rita Ritz. Segundo Dirlene Costa, business coach da empresa de consultoria High Performance, do Rio de Janeiro (RJ), essas pessoas têm um modo de trabalhar mais conservador e não costumam questionar as regras, mas têm muito a ensinar sobre organização e estrutura de trabalho. "Você tem a chance de aprender a criar métodos para desenvolver suas atividades, o que ajuda na sua disciplina e no modo de administrar o tempo", fala Dirlene.

3. Perfeccionistas

Buscam a perfeição e são muito exigentes. “Os perfeccionistas ficam angustiados quando as coisas não dão certo ou saem do lugar, o que gera incômodo no ambiente. Mas são excelentes aliados e orientadores em atividades que precisam de detalhes", explica Dirlene. Quando o perfeccionista ocupa a função de chefia, estimula os funcionários a pensarem nos detalhes, evitando o retrabalho e não aceitando soluções superficiais. "A equipe se motiva a buscar um desempenho acima das expectativas", diz Ylana Miller, sócia-diretora da consultoria organizacional e de carreira Yluminarh, do Rio de Janeiro (RJ), e professora de gestão de carreiras da faculdade Ibmec, também no Rio. 

4. Estagiários e trainees

Na opinião de Ylana Miller, o relacionamento profissional com novos talentos é uma ótima oportunidade de aprendizado. “São Jovens que estimulam a criatividade. O ambiente e a equipe se energizam através da troca e tendem a inovar", comenta. Para a consultora Tali Alkalay Brenman, fundadora da Etz Coaching e Orientação de Carreira, de São Paulo (SP), estagiários e trainees têm de provar competência de forma muito mais intensa do que qualquer outro funcionário, principalmente se houver chance de efetivação. "Suas principais características que devem servir de inspiração são a determinação, o entusiasmo, a vontade de aprender, o empenho e a falta de receio de realizar atividades menos glamurosas", afirma.

Já Giovani Falcão, gestor de carreiras e projetos da empresa carioca de recrutamento Top Quality,  lembra que a inexperiência não impede que um estagiário possa discorrer sobre as novidades na área que estão sendo discutidas na faculdade ou tentar um olhar diferenciado sobre determinadas atividades. “São colegas que podem trazer novas estratégias ou otimização de funções para a empresa”, diz.

5. A secretária eficiente

Ela cuida de todo o departamento e é capaz de executar várias atividades ao mesmo tempo, enquanto se responsabiliza por tornar o escritório mais agradável de se trabalhar. “É uma profissional que pode inspirar os mais diversos tipos de cargo”, conta Tali Alkalay Brenman. “Vale prestar atenção na capacidade de planejamento e organização. Observá-la pode funcionar como uma verdadeira aula de desenvolvimento profissional para quem tem dificuldade de se administrar, definir prioridades ou organizar a agenda”, explica a consultora.

6. O chefe controlador e inseguro

A atitude mais t

7. O bem-humorado

Todo mundo já trabalhou com alguém do tipo engraçadinho, que faz piada mesmo nos dias mais tensos e sob a ameaça de crise ou demissão em massa no ar. Às vezes, mesmo após uma bronca daquelas, ele é capaz de manter o sorriso no rosto e lançar um gracejo. “É aquele colega que diz ‘vamos lá, pessoal, força!’. O bem-humorado dá leveza para o ambiente, principalmente em momentos de pressão. Ele traz positividade e é um ótimo aliado para ter como colega e para momentos de superação”, informa a consultora Dirlene Costa.

8. O competitivo

Sim, é alguém que pode incomodar muita gente. Mas, em alguns casos, nem sempre o competitivo deseja atropelar todo mundo. “Algumas pessoas com esse perfil querem gerar o melhor resultado. O competitivo, geralmente, tem disciplina e gosta de metas. Portanto, ter um bom relacionamento com esse colega pode ajudar a melhorar seus resultados. Aprenda o que ele faz de diferente em termos de metas e imite os passos para ser o melhor”, diz Dirlene Costa.

9. O líder

Ele não ocupa, necessariamente, o cargo de chefe. A liderança, nesse caso, tem mais a ver com a postura diante das situações do que com hierarquia. É aquela pessoa que se posiciona, que toma a frente do que foi pedido, envolve o grupo na tarefa, busca soluções. “Pode até ser que os demais fiquem incomodados achando que esse colega quer assumir um posto de chefia ou mandar neles, mas trata-se de uma liderança nata. Mas ele tem uma competência importante para você aprender: a influência, que é levar o outro a fazer o que precisa ser feito”, diz Dirlene.

10. O funcionário mais velho que é visto como paizão

Ser leal aos colegas de trabalho, não importa o cargo ou nível hierárquico, é a postura desse colega a imitar. "A lealdade costuma estimular nos indivíduos um sentimento de confiança. E a confiança estimula o comprometimento”, fala Rita Ritz, do IBE-FGV. Além disso, o “paizão” pode ensinar a ouvir antes de falar, a manter a calma diante de crises (já que ele possivelmente atravessou algumas) e a ter um olhar mais tranquilo diante de problemas que, à primeira vista, parecem não ter solução.

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