Equilíbrio

Caminhar na hora do almoço reduz estresse no trabalho

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Caminhar na hora do almoço nos deixa mais entusiasmados para trabalhar imagem: Getty Images

Gretchen Reynolds

The New York Times

Para combater a perda de entusiasmo e foco durante a tarde, fa $!$render-component.split('/')[$math.sub($render-component.split('/').size(), 1)]

 
Cecilie e seus colegas dividiram os voluntários aleatoriamente em dois grupos, um dos quais iria começar um programa de caminhada simples de dez semanas de duração imediatamente, enquanto o outro grupo começaria o programa dez semanas mais tarde, servindo como um grupo de controle.
 
Para a avaliação do humor, os cientistas ajudaram os voluntários a configurar um aplicativo que incluía uma lista de perguntas sobre suas emoções. As perguntas foram projetadas para medir os sentimentos dos voluntários em determinado momento com relação a estresse, tensão, entusiasmo, carga de trabalho, motivação e cansaço físico, entre outras ocorrências.
 
Um problema comum com estudos do efeito do exercício sobre o humor, disse Cecilie, é que eles dependem da memória. As pessoas precisam se lembrar desse detalhe horas ou mesmo dias após o ocorrido --e devido à fugacidade e ao mistério de nossas emoções, as lembranças não são confiáveis, completou ela.
 
Em vez disso, a especialista e seus colegas queriam avaliações instantâneas das sensações antes e depois do exercício. As perguntas do aplicativo facilitaram muito a experiência.
 
Então, o primeiro grupo começou a caminhar. Cada voluntário podia andar durante uma das várias horas de almoço, todos organizados por um líder de grupo e pelo ritmo individual. Os mais lentos andavam juntos e os mais rápidos seguiam na frente. Não havia distância ou intensidade formalmente determinadas. O único parâmetro era a duração de 30 minutos, o que daria aos voluntários algum tempo para almoçar. Os grupos se encontravam e andavam três vezes por semana.
 
Em todas as manhãs e as tardes durante as primeiras dez semanas, os voluntários dos dois grupos respondiam às perguntas em seus celulares sobre seu humor naquele dado momento. Depois de dez semanas, o segundo grupo começou seu programa de caminhadas. O primeiro grupo podia continuar com as caminhadas ou não, como preferissem --muitos as mantiveram.
 
Em seguida, os cientistas compararam todas as respostas, entre os grupos e entre os indivíduos. Em outras palavras, verificaram se, à tarde, o grupo que havia caminhado respondeu às perguntas de forma diferente do grupo que não caminhou e também se voluntários individuais responderam às perguntas de forma diferente nas tardes em que haviam andado em comparação com as que não se movimentaram.
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As respostas eram notadamente diferentes quando as pessoas andavam. Nas tardes após o passeio na hora do almoço, os voluntários disseram que se sentiam consideravelmente mais entusiasmados, menos tensos e em geral mais relaxados e dispostos do que nas tardes em que não caminhavam e mesmo em comparação com seu próprio estado de espírito na manhã pré-caminhada.
 
Embora os autores não tenham medido diretamente a produtividade no local de trabalho em seu estudo, Cecilie disse que "há agora forte evidência de pesquisas de que uma sensação mais positiva e entusiasmada no trabalho é muito importante para a produtividade. Por isso, acreditamos que as pessoas que caminham na hora do almoço sejam mais produtivas".
 
Como vantagem adicional, todos os voluntários mostraram ganhos de condicionamento aeróbico e de outras medidas de saúde após dez semanas de caminhadas.
 
Porém, muitos disseram saber que não poderiam continuar a andar depois de terminado o experimento e alguns (não computados na contagem final de voluntários) tiveram que desistir no meio do programa. O principal empecilho, disse Cecilie, era "que a gerência queria que eles trabalhassem na hora do almoço", o que mostra que os chefes bem poderiam se familiarizar com as descobertas científicas mais recentes.
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