Comportamento

10 gestos e posturas para fazer e 10 para evitar em entrevistas de emprego

Andrezza Czech

Colaboração para o UOL

Causar uma boa impressão durante uma entrevista de emprego é fundamental para conseguir a vaga. Mas, para isso, além de boas competências e experiências profissionais, muitos recrutadores também ficam de olho nos gestos e expressões dos candidatos.

“Muitos entendem de linguagem corporal e conseguem identificar quando algo não é verdadeiro”, diz o especialista em linguagem corporal Paulo Sergio de Camargo, autor de "Linguagem Corporal: Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais" (Summus Editorial).

Para o especialista Giovanni Mileo, o ideal é que todos os gestos e posturas durante uma entrevista de emprego passem a ideia de competência, humildade e igualdade, independentemente de quem irá entrevistá-lo.

Veja, a seguir, quais gestos e posturas fazer e quais evitar em uma entrevista de emprego.

O que fazer

Antes da entrevista

Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Realizar três posturas por cerca de dois minutos antes da entrevista pode fazer com que você se sinta mais confiante e se saia melhor na disputa pela vaga. A de Super-Homem (as pernas devem estar um pouco abertas e as mãos na cintura), a de general (as pernas devem estar um pouco abertas e as mãos cruzadas atrás do tronco) e a posição na qual a pessoa, sentada, cruza a perna com o tornozelo sobre o joelho e se inclina no encosto, com as mãos atrás da cabeça.

Mãos firmes
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
A primeira impressão do entrevistador acontece no momento em que ele bate os olhos no candidato na sala de espera. Diante de uma situação estressante como essa, é normal que as mãos revelem a insegurança. Por isso, a melhor solução é esperar lendo um livro –de preferência, um que tenha a ver com a cultura da empresa para a qual você está se candidatando.

Aperto de mão
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Se você for entrevistado por um gerente ou diretor, é melhor esperar que ele seja o primeiro a estender a mão. O aperto deve ser firme, sem chacoalhar as mãos, e ser breve. É importante que as palmas das mãos se encaixem. Ao não se permitir esse toque, passa-se a ideia de estar escondendo algo. Nesse momento, também é preciso olhar nos olhos, o que mostra que o outro é importante para você. Outro gesto recomendado é tocar o cotovelo do recrutador com a mão esquerda, como se desse um “tapinha carinhoso”. Após o aperto de mão, desvie o olhar para o lado. Se olhar para baixo, passará a ideia de submissão e, se olhar para cima, a de autoridade e arrogância.

Escolha o assento à esquerda
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Se a entrevista acontecer em uma sala de reunião, escolha o assento logo à esquerda do entrevistador. Isso faz com que o recrutador preste mais atenção no que você diz e nas suas expressões faciais. Se não for possível, vire um pouco o rosto para a esquerda durante a conversa.

“Semisorriso”
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Essa expressão é capaz de ganhar a empatia do entrevistador de cara e atenuar a preocupação e tensão do próprio entrevistado, mas é preciso sutileza. Nada de dar um sorriso muito largo. Dica: imagine que você está sorrindo e, imediatamente, você fará essa expressão.

Braços contidos
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Movimentos lentos mostram segurança e autoconfiança. Também é importante que os cotovelos fiquem sempre afastados um do outro.

Palmas das mãos à mostra
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Mostrar as palmas das mãos durante uma conversa demonstra sinceridade. O melhor gesto é o que dá a impressão de que você está segurando uma bola de basquete, com as palmas das mãos para cima e os dedões um pouco abertos. Isso mostra vontade, vitalidade e energia. Outra sugestão é colocar as duas mãos unidas em cima da mesa, com as palmas das mãos voltadas para o entrevistador.

Coluna ereta
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Manter uma postura ereta durante a entrevista é essencial para transmitir confiança e segurança. Para conseguir essa posição, não se encoste muito na cadeira, pois assim é possível manter a coluna ereta e mostrar tranquilidade. Além disso, o eixo do corpo deve estar voltado para o entrevistador, pois isso mostra que você se interessa pelo que ele tem a dizer.

Queixo paralelo ao chão
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
O ideal é que o queixo fique em uma linha horizontal em relação ao solo. Nem voltado para cima, pois isso mostra arrogância, nem para baixo, pois denota desânimo. Dessa forma, você mostra segurança e passa a ideia de que a conversa acontecerá de igual para igual.

Concorde com a cabeça
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Balançar a cabeça assertivamente enquanto o entrevistador fala também é importante. O gesto mostra que você entende e concorda com o que o recrutador diz.

O que evitar

Não cruze os braços

Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
A postura mostra insegurança e medo, passando a ideia de que existe uma tentativa de defesa. Segundo os especialistas em linguagem corporal, qualquer tipo de barreira entre o entrevistado e o entrevistador deve ser evitada durante a conversa.

Não mexa muito as mãos
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Falar com as mãos e balançar muito os braços passa uma impressão de irritabilidade e ansiedade. Ainda pior é usar as mãos para fazer sinais que ilustram aquilo que se está falando. Durante a entrevista, movimentos como mexer em lápis, em cadernos, na bolsa ou mesmo nas unhas deixam transparecer nervosismo e insegurança.

Não aponte o dedo
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
O gesto é considerado falta de educação em quase todas as culturas. Passa ideia de que você está acusando a outra pessoa. Mesmo sem intenção, é algo negativo.

Não coloque a bolsa no colo
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Deixar a bolsa no colo pode parecer insegurança. Também deve-se evitar colocar o acessório em cima da mesa, pois pode deixar o entrevistado incomodado com o fato de você invadir o espaço dele. Deixe-a, preferencialmente, na cadeira, ao seu lado.

Não cruze as pernas
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Essa postura significa que o candidato não está à vontade e quer se proteger de alguma forma. O movimento também pode dar ideia de sensualidade e sexualidade, o que sempre deve ser evitado em uma entrevista.

Não entrelace as pernas na cadeira
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
O movimento indica nervosismo extremo, por isso deve ser evitado.

Não aponte os pés para a porta
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
A posição dos pés revela onde está seu real interesse. Por isso, se eles apontarem para a porta, é sinal de que você está desconfortável, desinteressado e quer sair o mais rápido possível do local da entrevista.

Não volte os pés para dentro
Marcos Inoue/Arte
imagem: Marcos Inoue/Arte
Essa postura –pés voltados para dentro, com uma ponta em direção à outra-- revela fragilidade e carência. O mais indicado é que eles sempre “incluam” a pessoa com quem conversamos, ficando ligeiramente abertos em direção ao entrevistador. 

Não esconda a cabeça entre os ombros
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Essa posição na qual os ombros ficam tão tensionados que sobem a ponto de quase esconder a cabeça indica medo, ansiedade e é uma tentativa de defesa. O ideal é manter os ombros relaxados, alinhados e em uma posição baixa.

Não fixe o olhar nos olhos do entrevistador
Marcos Inoue/Arte UOL
imagem: Marcos Inoue/Arte UOL
Quando o entrevistador fizer uma pergunta, olhe-o sempre nos olhos, mas não fixe o olhar por muito tempo, ou irá causar desconforto e perturbá-lo. O melhor é “varrer” o rosto dele com o olhar, olhando para a testa, para o nariz, para os olhos e focar, às vezes, em uma área um ponto acima do nariz. Outra possibilidade é, quando ele falar, escutá-lo e observá-lo de frente. Ao falar, desvie um pouco o olhar para os lados ou para observar um papel. 

Fontes consultadas: psicólogo e mestre em cognição e linguagem João Oliveira, autor de "Saiba Quem Está à Sua Frente" (Ed. Wak); especialista em linguagem corporal Paulo Sergio de Camargo, autor de "Linguagem Corporal: Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais" (Ed. Summus), e Giovanni Mileo, autor de "O Livro Mais Incrível de Automotivação e Linguagem Corporal" (Clube de Autores).

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