Sexo

Homens gostariam de transar mais de oito vezes por semana, diz estudo

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Homens têm mais desejo de transar do que as mulheres imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

Que homens e mulheres têm comportamentos afetivos e sexuais muito diferentes não é novidade. Mas uma das principais diferenças entre eles é com relação à frequência ideal de relações sexuais. Um levantamento conduzido pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Prosex (Projeto Sexualidade), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), com apoio da Pfizer, identificou que os homens desejam ter relações sexuais mais de oito vezes por semana. Já as mulheres se contentam com três vezes no mesmo período. Em geral, a expectativa média de relações entre os casais é de 2,9 vezes por semana.

Para realizar o levantamento, a pesquisadora ouviu 3.000 participantes com idades entre 18 e 70 anos, de sete regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Porto Alegre e Distrito Federal). A nova pesquisa é uma versão atualizada do estudo "Mosaico Brasil", de 2008. "Embora muita coisa tenha mudado e tenhamos a impressão de que é natural falar sobre sexo, muitas mulheres temem julgamentos relacionados a certos comportamentos sexuais, o que acaba limitando o próprio prazer", afirma Carmita.

No que se refere a estímulos para se excitar e alcançar o prazer, o comportamento feminino e o masculino também diverge. De acordo com os dados da pesquisa, cerca de 40% das mulheres não se masturbam e, dessas, quase uma em cada cinco mulheres (19,5%) nunca experimentou a prática. Já entre os homens, 82,7% adotam essa forma de prazer.

Em relação à visualização de conteúdo erótico na internet, quase metade das mulheres (45,2%) afirma que nunca acessa esse tipo de material, ante 20,8% dos homens.

As diferenças também aparecem quando o tema é preocupações com a vida sexual. Enquanto a principal fonte de preocupação das mulheres (45,9%) é a possibilidade de contrair uma DST (doença sexualmente transmissível), a maior preocupação entre os homens é não satisfazer a parceira, temor apontado por 54,8% dos entrevistados.

Tanto os homens quanto as mulheres fazem distinção entre a vida afetiva e sexual, no entanto, mais da metade deles (50,8%) diz que se considera realizado em ambas as esferas, o que não se verifica entre as mulheres –apenas 44,4% delas têm a mesma percepção. “Provavelmente porque as mulheres têm mais expectativas. Elas esperam mais das relações do que os homens. Se eles têm sexo bom, ereção e orgasmo, está tudo ótimo para eles. Já as mulheres prezam pela intimidade emocional”, fala Carmita.
 

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