Adolescência

8 conselhos para dar ao adolescente sobre segurança na internet

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Pais precisam orientar os filhos para que não se exponham demais na internet imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Para os adolescentes, a internet é uma fonte de conhecimento, um local de socialização e de entretenimento, um campo fértil de interações. Mas também representa um espaço de vulnerabilidade, de exposição a situações de manipulação e de abuso. Pesquisa recente do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostrou que oito em cada dez jovens de 18 anos acreditam que crianças e adolescentes estão suscetíveis ao abuso sexual on-line no Brasil. O mesmo estudo detectou que mais da metade dos jovens identifica comportamentos de risco nos amigos quanto ao uso da internet.

Para evitar assédio, perda de privacidade, cyberbullying e outros crimes virtuais, os pais devem lançar mão de diálogo e de monitoramento constante, mas cuidado para não exagerar. “Medidas restritivas não funcionam e são fáceis de burlar”, afirma Gabriela Mora, oficial do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef. 

Como não dá para proibir o uso da rede, a saída é reforçar a importância de ter um comportamento cauteloso. “Para os pais com pouca familiaridade com o mundo virtual, vale pedir ajuda para os filhos, aproveitando o momento para estreitar vínculos e compartilhar conteúdos de interesse comum”, diz Eva Cristina Dengler, da Childhood Brasil, braço nacional da World Childhood Foundation, organização que tem como objetivo defender os direitos da infância.

Quer que seu filho navegue pela web com mais segurança? Confira a seguir algumas orientações das especialistas e da Safernet Brasil --organização não governamental cuja missão é defender e promover os direitos humanos na internet-- para transmitir a ele.

  • Proteger dados pessoais

    É preciso deixar claro para o jovem a importância de nunca divulgar dados pessoais em redes sociais, especialmente endereço, telefone, nome da escola onde estuda e localização. Soltas na web, essas informações podem deixá-lo vulnerável a bullying e a pedófilos, por exemplo.

  • Senhas devem ser secretas

    A senha serve para proteger dados pessoais e de postagens. Por isso, os pais devem alertar o filho para jamais compartilhar nomes de usuário e senhas de sites de jogos, redes sociais etc. Outra recomendação válida é para que o adolescente nunca atenda a pedidos de atualização de senha vindas por mensagem de e-mail. Isso geralmente é um golpe chamado "phishing" (roubo de senhas para uso fraudulento).

  • Evitar a superexposição

    Fale para o jovem que o mesmo cuidado que se deve ter com a privacidade fora da rede vale para dentro dela. Se o adolescente não sai de roupa íntima no meio da rua, qual o sentido de exibir isso nas redes sociais? Tudo aquilo que é publicado na web fica para sempre e é público. Outra recomendação que os pais devem fazer é sobre não armazenar fotos comprometedoras no celular.

  • Não falar com estranhos

    A recomendação tradicional de não falar com estranhos na rua é válida também para o meio digital. Diga a seu filho para não conversar com quem não conhece fora da web. Caso o contato aconteça, reforce com ele a importância de ficar atento a qualquer papo estranho, como convites suspeitos e pedidos para envio de fotos. Diante de perguntas muito pessoais ou com teor sexual, é preciso interromper qualquer comunicação, por e-mail, mensagens instantâneas ou chats.

  • Nada de encontros às escuras

    Mesmo que pareça óbvio, não deixe passar a oportunidade de falar com o jovem sobre o perigo de marcar encontros com quem só se conhece pela internet. Vale resgatar casos reais de adolescentes que se viram frente a criminosos.

  • Não sofrer calado com o bullying

    Diga ao adolescente para que compartilhe com você, um professor ou outro adulto de confiança qualquer agressão on-line que esteja sofrendo. Também fale para ele que há ferramentas na própria internet para denunciar casos de bullying, como contactar o administrador, se for uma rede social, ou procurar organizações como a Safernet (new.safernet.org.br/denuncie).

  • Ser legal

    Reforce com o adolescente que o comportamento on-line deve ser coerente com a forma como ele age pessoalmente. Fale sobre a importância de tratar as outras pessoas como gostaria de ser tratado. O que vale, inclusive, para discussões em redes sociais. Diga a ele para não entrar na onda de disseminar ódio.

  • Usar as ferramentas de segurança

    Por fim, outro tema que não pode faltar na conversa com o adolescente é sobre os mecanismos de segurança que permitem ao usuário restringir quem pode ter acesso às suas postagens. Aproveite e também incentive o jovem a utilizar ferramentas como antivírus e firewall (aplicativo ou equipamento que checa e filtra todo o fluxo de dados).

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