Infância

9 dicas para que a migração do berço para a cama seja suave

Getty Images
A mudança do berço para a cama precisa ser gradual e respeitando as necessidades da criança imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Colaboração para o UOL, em São Paulo

A transição do berço para a cama é algo pelo qual toda criança passa, geralmente por volta dos dois ou três anos de idade. Indicador de amadurecimento e de ganho de autonomia, esse momento pode ser acompanhado de muita insegurança. “A mudança pode ser tanto natural quanto um sofrimento. O estímulo, a orientação e a conversa franca podem ajudar nesse caminho”, resume o pediatra Moises Chencinski, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Primeiros Cuidados da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo).

Confira a seguir algumas dicas do especialista, da pediatra Maria José Carvalho Sant’Anna, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e de Felipe Lora, pediatra do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, para substituir o berço pela cama com segurança e tranquilidade.

  • Observe

    Há dois indicadores de que é chegada a hora de abandonar o berço. O primeiro é quando o móvel deixa de cumprir a função de reter e proteger a criança. Se seu filho já escala as grades do berço, provavelmente é o caso de mudar para uma cama baixa. Também vale reparar no comportamento da criança. Se ela prefere dormir no chão ou em outra cama em vez de ficar no seu cantinho é sinal de que a mudança pode ser bem-vinda.

  • Vá devagar

    A mudança deve ser gradual, sempre respeitando o tempo da criança. Comece abaixando a altura do colchão e as grades do berço. Os berços que se transformam em minicamas são ótimos nesse momento. A estrutura, o colchão e até o enxoval podem ser mantidos, reduzindo o impacto da mudança.

  • Converse, envolva

    Antes de tirar o berço do quarto, apresente a ideia da troca de cama para seu filho e observe sua reação. Explique que ele está se tornando uma criança grande, que merece uma cama a sua altura. Também ajuda deixar que participe da escolha de sua cama nova e de seus complementos (lençóis, travesseiros, etc.). Faça da mudança um evento a ser celebrado.

  • Minicama

    A primeira cama deve ser baixa, acessível, com cantos arredondados. Também deve ter meia grade para proteção contra quedas. A grade lateral da cama deve ter espaçamento máximo de 6,5 cm entre as ripas, para evitar que a criança coloque a cabeça no vão.

  • Proteção redobrada

    Se a ideia é trocar o berço por uma cama de solteiro, será preciso adotar cuidados adicionais. Coloque grades presas sob o colchão ou deixe-o no chão por alguns dias, até a criança se acostumar com o espaço. Para minimizar danos provocados por eventuais quedas, deixe almofadas, colchonete ou edredom no chão.

  • Segurança global

    Uma vez fora do berço, a criança estará mais livre para explorar toda a casa. Lembre-se disso e assegure-se de que não há nenhum objeto perigoso ao alcance de mãozinhas curiosas, bem como janelas sem tela ou produtos químicos e medicamentos acessíveis. Antes de dormir, verifique se as portas dos banheiros e da cozinha estão fechadas.

  • Paciência

    Às vezes, as crianças podem ter alguma resistência na hora de trocar o berço pela cama. Um dos inconvenientes comuns nessa etapa é a criança deixar sua cama para dormir na cama dos pais. Para garantir um sono saudável aos pequenos é importante ser consistente e não criar hábitos ruins. Se a criança estiver insegura, vale ficar um tempo no quarto com ela, até que se acalme. Algumas crianças podem chorar muito ou simplesmente não conseguirem dormir na cama nova. Se isso acontecer, a dica é esperar mais três ou quatro meses para fazer a mudança.

  • Reforce o ritual

    Se ter uma rotina já era importante quando a criança dormia no berço, com a cama isso se torna ainda mais valioso. Elas ficam mais tranquilas e dormem melhor quando têm um ritual de sono que inclua, por exemplo, banho, jantar e leitura de história.

  • Novo membro da família

    As razões que levam os pais a aderirem à cama são variadas. Pode ser porque a criança não cabe mais no berço ou tenta pular as grades insistentemente. A necessidade de ceder lugar para um irmãozinho que está a caminho também pode motivar a troca. Nesse caso, o melhor é fazer a mudança dois ou três meses antes do nascimento do irmão. Isso para garantir que a criança não associe diretamente a perda do berço à chegada do novo bebê.

Topo