Gravidez e filhos

Fim da neura: saiba quando é hora de deixar de esterilizar os itens do bebê

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Mamadeira, chupetas e mordedores precisam de cuidados especiais imagem: Getty Images

Cecília Pabst

Colaboração para o UOL

Quando nascem, os bebês não têm um sistema imunológico maduro para se defenderem das milhões de bactérias que tentam invadir o corpo humano diariamente. Uma das medidas adotadas pelos pais para proteger a criança é esterilizar os objetos que são levados à boca, assim como passar com ferro bem quente os itens do enxoval para minimizar os riscos de contaminação.

Mas até quando os adultos devem adotar esses cuidados especiais? Tire suas dúvidas a seguir.

  • Mamadeiras e bicos para alimentação

    Até o sexto mês do bebê, a cada uso, é importante desmontar a mamadeira e lavá-la com água corrente e detergente, usando uma escova de cabo comprido. Também a cada uso é preciso esterilizá-la, o que pode ser feito de duas maneiras. A primeira é em fogão convencional, colocando os itens em uma panela, com água cobrindo-os, e ferver por, pelo menos, cinco minutos. A segunda é em um esterilizador para micro-ondas, bastando seguir as orientações do manual do produto. A partir do sétimo mês do bebê, basta esterilizar uma vez por dia até que ele complete um ano. "Não tomar esse cuidado inicial pode predispor a criança a uma infecção, especialmente a diarreia", afirma Felipe Lora, pediatra do Hospital Infantil Sabará, de São Paulo.

  • Chupetas e mordedores

    A boca tem um revestimento mucoso --a parte avermelhada de dentro-- que é mais frágil e suscetível à passagem de micróbios. Quando recém-nascido, a indicação é esterilizar a chupeta sempre antes de usar ou depois de ela cair no chão. Depois dos seis meses, lavar com água corrente e detergente neutro já é suficiente. Mas toda vez que cair no chão, mesmo depois dos seis meses, não custa passar em água corrente. Os mordedores, indicados a partir do momento em que os dentes começam a nascer ou a gengiva coçar, podem ser lavados apenas com detergente neutro, em água corrente, desde o primeiro uso. "Do mesmo modo que limpamos os objetos que vão à boca do bebê, devemos lembrar de lavar as mãos antes de mexer na criança ou pegar nessas peças. De nada adianta limpar tão bem tudo e, ao pegá-la, contaminá-la com bactérias das mãos sujas", afirma Victor Nudelman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

  • Lençóis, toalhas e babadores

    Os riscos de infecção em bebês são maiores até os três meses de vida. Durante essa primeira etapa, portanto, é indicado lavar os itens do enxoval separados das peças dos adultos, e usar sabão de coco para evitar alergias. Depois de secos, os tecidos que são levados à boca, como lençóis, toalhas e babadores, devem ser passados com ferro quente para afastar as bactérias. No entanto, essa rotina não precisa ser levada ser mantida por muito tempo. "Após o quarto mês, não é mais necessário passar se não tiver tempo", diz Jayme Oliveira Filho, dermatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo.

  • Roupinhas

    Antes do primeiro uso, as roupas do bebê devem ser lavadas apenas com sabão de coco e passadas a ferro. A mesma rotina deve ser feita a cada lavagem. Após os seis meses, quando a pele do bebê já está mais resistente, consulte o pediatra da criança sobre a conduta ideal. "É melhor lavar tudo sem aditivos como amaciantes, alvejantes, removedores de manchas e sabão em pó comum até completar um ano, quando, então, é seguro lavar as peças com as roupas dos adultos", diz Oliveira Filho. "Porém, uma criança com tendência a alergias ou dermatite talvez precise desses cuidados por um prazo mais prolongado", fala Lora.

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