Infância

Mesmo sem piscina ou praia, dá para ter diversão com água

Catarina Arimatéia

Do UOL, em São Paulo

Mesmo sem piscina em casa, com criatividade dá para criar oportunidades para as crianças brincarem com água e curtirem o verão. Só é preciso aliar disposição, alguns cuidados com a segurança e evitar o desperdício.

Para Marilena Flores Martins, presidente da Associação Brasileira pelo Direito de Brincar, a IPA Brasil, ligada à International Play Association, a brincadeira pode começar na hora do banho. Feita a higiene do bebê, os pais podem prolongar o tempo dele na banheira e, colocando-o de bruços apoiado em um de seus braços, fazê-lo boiar. Os maiores, a partir de dois anos, podem fazer a festa se colocados em uma bacia grande, com água morna. Para incrementar, coloque objetos para flutuar, como patinhos de borracha e livros próprios para molhar.

Diversão segura

Uma aliada dos pais para proporcionar diversão com água para as crianças são as piscinas de plástico, mas é preciso adequar o tamanho e a profundidade com a idade de seu filho.

“Crianças de até dois anos podem ser colocadas em pequenas piscinas, com diâmetro entre um metro ou um metro e meio e, no máximo, com 15 centímetros de profundidade”, diz Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura, Estudos e Pesquisas do Brincar, da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo.

Entre dois e três anos, segundo Maria Angela, baldinhos, pequenos regadores e até chuveiros podem fazer parte das brincadeiras. Acima de três anos, não há problema se as piscininhas forem um pouco maiores em extensão, mas elas devem ter profundidade de entre 20 e 30 centímetros.

Também é importante que a banheira ou piscininha seja colocada sobre pisos ou tapetes antiderrapantes, para evitar quedas. “Nessa fase, a criança já aprendeu a andar e gosta de correr para explorar o espaço e o corpo”, diz Maria Angela.

Apesar de as necessidades de segurança de uma criança de dois anos serem diferentes daquelas que têm seis ou mais, nunca é demais lembrar que um adulto deve acompanhar todos esses momentos lúdicos.

“É importante que as crianças tenham oportunidade de brincar, mas devem estar sempre sob os olhares cuidadosos de um adulto”, declara Maria Angela.

O professor de natação Adriano Gomes, da unidade Morumbi da Academia Gustavo Borges, em São Paulo, diz que  por mais raso que pareça o recipiente, há risco de a criança, principalmente dos menores, afundarem o rosto e não conseguirem se levantar.

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