Infância

Papéis de parede criam clima de fantasia para o quarto infantil

Valentina Figuerola

Do UOL, em São Paulo

Os papéis de parede vestem e dão aconchego aos ambientes. No quarto da criança, permitem criar um universo de sonho e de fantasia que agrada o olhar de pais e filhos. Escolher a melhor opção pode não ser tarefa simples, principalmente, porque o mercado oferece uma variedade enorme de estampas e cores, dos mais delicados, com flores e listras, aos mais modernos e lúdicos, que podem até ser coloridos pelas crianças. Para acertar na escolha, é preciso combinar com o estilo do espaço em que ele vai ser aplicado e levar em consideração o tamanho do quarto. Existem ainda os produtos que atendem aqueles que querem durabilidade, resistência e facilidade de limpeza.

Para a designer Vanessa Guimarães, uma tendência é usar os papéis nas paredes inteiras, sem dividi-los com borders ou aplicá-los em meias paredes. Se o quarto for muito pequeno, o papel pode ser usado em apenas uma parede para não carregar o espaço. “Nesses casos, dê preferência para cores claras. Se o quarto é maior e bem iluminado, você pode ousar mais”, afirma a designer.

Os papéis de parede podem ser vinilizados (substrato de papel, 100% celulose, com uma camada de verniz) ou vinílicos, mais resistentes e duráveis em função da capa de PVC. “O acabamento vinílico tem durabilidade aproximada de cinco anos e aceita limpeza com pano úmido e sabão neutro”, diz Camila Ciantelli, do departamento de marketing da Bobinex, fabricante brasileira de papéis de parede. Os vinilizados, diz a profissional, duram cerca de três anos e podem ser limpos com panos secos.

Independentemente do tipo, os papéis exigem que as paredes estejam niveladas e sem umidade para sua aplicação. As imperfeições, na maioria das vezes, podem ser corrigidas com aplicação de massa corrida e uma demão de tinta látex PVA. Apesar de poderem ser instalados pelo próprio consumidor, o ideal é que sejam colocados por profissionais indicados pela própria loja ou fábrica, já que eles exigem prática para o “casamento” de desenhos. “Na hora da compra, adquira rolos do mesmo lote para evitar diferenças de tonalidade entre eles”, fala Camila.

Vendido na forma de painel ou rolo, o papel de parede pode ser aplicado na superfície com cola em pó à base de água que, por ser isenta de solventes e sem cheiro, não incomoda. “A única diferença é que o papel vinílico, por ser mais pesado, exige maior quantidade de cola em pó”, afirma Marina Corrochano Palácio, do departamento de marketing e relacionamento da Alamanda, loja que comercializa papéis de parede.

Como combinar

Móveis brancos ou de cores neutras podem ser combinados com papéis de parede mais coloridos e ousados, com listras, estampas florais, predominância de cores primárias e grandes desenhos. “Se os móveis são bem coloridos ou têm um estilo marcante, opte pelos papéis de parede mais sóbrios, com texturas e cores neutras para não sobrecarregar o ambiente. O ideal é que os móveis não compitam com os papéis de parede”, afirma a arquiteta Fernanda Menosso Raitani, do escritório Inventto Arquitetura.

A arquiteta Marília Caetano diz que estampas grandes devem ser evitadas em quartos pequenos. Uma dica para acertar na decoração, segundo ela, é aplicar o papel em apenas uma parede, que pode ser aquela próxima à cabeceira da cama ou da bancada de estudos. Aplicar o revestimento nas portas de armários ou em molduras de espelhos também dá um toque especial ao quarto da criança. “Se o piso for escuro, escolha um papel de parede em um tom claro para não pesar demais”, diz a profissional.

Outra tendência na decoração dos quartos infantis são os papéis de parede listrados que, dependendo da forma com que forem aplicados, interferem na percepção do espaço. Em ambientes com o teto baixo, usar as listras na vertical provoca a sensação de aumento do pé-direito. Aplicadas na horizontal, as listras alongam o ambiente e “abaixam” o teto. Uma vantagem dessa estampa, de acordo com Marília, é a sua atemporalidade, já que as listras são aceitas por crianças de faixas etárias diferentes.

“Na hora de escolher o tema do papel de parede, considere que os gostos da criança mudam rapidamente”, afirma Rose Raitani, também da Inventto Arquitetura. Papéis estampados com personagens na moda e desenhos animados podem ficar sem graça para a criança em poucos meses. O mesmo acontece com temas muito específicos, como chupetas ou mamadeiras, que servem apenas para bebês. “Para que o papel de parede acompanhe a criança por mais tempo, opte pelas estampas geométricas ou com motivos mais genéricos, como aviões, trens, barcos, cavalos, bonecas, safari, circo”, diz Rose.

Ao misturar papéis de parede, certifique-se de que suas cores e estampas estejam em equilíbrio. O mercado oferece uma variedade de papéis que permitem a composição de estampas distintas, como florais e listras. O importante, segundo Fernanda, é que eles sejam de tons parecidos para que o quarto fique harmonioso. “Há catálogos que reúnem de três a quatro papéis com cores similares, em intensidades diferentes, que permitem criar combinações. Para obter um bom resultado, adquira papéis que façam parte da mesma fábrica e catálogo”, afirma Fernanda.

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