Bebês

Atualizada em 15.08.2013 15h43

Andadores terão de ter certificação do Inmetro para serem vendidos

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A ABNT vai criar normas de segurança para orientar a produção e a comercialização de andadores no Brasil imagem: Thinkstock

Do UOL, em São Paulo

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) vai passar a certificar os andadores, nacionais e importados, comercializados no Brasil. Com a medida, que visa diminuir o número de acidentes com o equipamento, não poderão mais ser vendidos produtos do gênero sem o selo de conformidade do instituto.

Para dar ou não a certificação, o Inmetro usará normas que ainda serão desenvolvidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).  O regulamento será feito com base nos já existentes nos Estados Unidos e na Europa.

As normas devem ficar prontas em até seis meses. Depois disso, será formada uma comissão técnica, com integrantes dos setores envolvidos, para a criação das regras do programa de certificação, que serão submetidas à consulta pública por 60 dias. Na sequência, o Inmetro publicará a portaria definitiva com os prazos de adequação –algo em torno de 18 meses– para a indústria, fabricantes e comércio.

O Inmetro optou pela certificação compulsória e não a proibição de comercialização e produção do andador após reuniões com os segmentos interessados na questão, como os fabricantes, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e a ONG Criança Segura.

"O instituto tomou essa posição com base em estudos feitos no mercado internacional, onde a maioria dos países optou pela regulamentação do andador. Não houve a fundamentação necessária para banir o produto", afirma Maria Aparecida Martinelli, chefe da Divisão de Articulação Externa e Desenvolvimento de Projetos Especiais).

No dia 4 de agosto de 2013, o Programa de Análise de Produtos, coordenado pelo Inmetro, divulgou os resultados de ensaios realizados em amostras de andadores disponíveis no mercado brasileiro, reprovando todos os produtos analisados. Foram analisadas dez marcas, cinco nacionais e cinco importadas.

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) condena o uso do equipamento, que pode, além de causar acidentes graves, atrasar o desenvolvimento psicomotor dos bebês. No Canadá, a venda do aparelho foi proibida.

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