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Brinquedos, livros e berços podem abrigar bactérias, diz estudo

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Na creche da Universidade de Búfalo, quatro em cada cinco brinquedos de pelúcia estavam contaminados imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

Estudos da Universidade de Búfalo, nos Estados Unidos, concluíram que duas bactérias comuns –Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes–, que causam dor de ouvido, garganta, resfriados e outras infecções mais graves, podem viver fora do corpo humano por mais tempo do que se pensava.

Segundo as pesquisas, os microrganismos podem ficar alojados em objetos inanimados, como móveis e brinquedos, e por isso os resultados alertam para uma maior precaução, especialmente, em ambientes escolares, creches e hospitais.

"Esses resultados devem deixar-nos mais cautelosos sobre bactérias no ambiente, uma vez que mudam nossas ideias sobre como essas bactérias estão espalhadas", afirma Anders Hakansson, autor do estudo e professor-assistente de microbiologia e imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Búfalo.

De acordo com Hakansson, esse é a primeira pesquisa que comprova que essas bactérias podem sobreviver em superfícies, incluindo as mãos.

"A Streptococcus pneumoniae, responsável pelas infecções de ouvido em crianças e infecções respiratórias em crianças e idosos, é comum em creches e uma causa comum de infecções hospitalares", diz.

Ainda segundo o autor da pesquisa, o segundo tipo de microrganismo analisado, a Streptococcus pyogenes, é a principal causa dos problemas de garganta em crianças em idade escolar.

Os pesquisadores também descobriram que, na creche da própria universidade, quatro em cada cinco brinquedos de pelúcia estavam contaminados com a Streptococcus pneumonaie. Várias superfícies do local, como berços, continham a presença da Streptococcus pyogenes, mesmo depois de terem sido limpas. O teste foi feito pouco antes da abertura do centro, e por isso, o local estava sem contato humano há horas.

"A colonização bacteriana não faz, por si só, a causa infecção, mas é um primeiro passo necessário para que ela possa se estabelecer em um hospedeiro humano. Crianças, idosos e outros com sistemas imunológicos comprometidos são especialmente vulneráveis”, explica Hakansson.

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