Gestação

Veja dez perguntas para fazer antes de escolher o pediatra do seu filho

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Pediatras recomendam que o médico da criança seja escolhido antes mesmo de ela nascer imagem: Getty Images

Maria Laura Albuquerque

Do UOL, em São Paulo

Não raro, muitas famílias acabam tendo de peregrinar por muitos consultórios com o bebê no colo (e às vezes doente!) até encontrar um profissional a quem possam confiar a saúde da criança. Para evitar esse cenário, por indicação dos próprios pediatras, é importante não deixar de questionar o profissional a respeito de certos temas. Os especialistas também recomendam que os pais comecem o processo de escolha antes mesmo de a criança nascer. Por fim, é interessante avaliar não somente o que o profissional responde, mas como responde. Pais de primeira viagem costumam preferir profissionais acolhedores, pacientes e sensíveis.

1 - Qual a sua formação acadêmica?

A pergunta não precisa ser feita diretamente ao profissional. É possível pesquisar sobre ele na internet. “Vale a pena descobrir se ele trabalha ligado a alguma universidade (como professor ou pesquisador) e se frequenta congressos com frequência, por exemplo”, diz Camila Reibscheid, pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo.

Essas informações não devem ser consideradas determinantes para a escolha, pois não garantem a competência do profissional, mas dão indícios se ele se mantém atualizado a respeito das novidades na área. Muitos médicos mantêm informações sobre a carreira no site Plataforma Lattes.

2 - Você fornece seu número de telefone (residencial ou celular) para o caso de emergências?

Alguns médicos não só fornecem esse tipo de informação aos pais, como preferem que eles sempre liguem para ele em caso de emergência, antes de ir ao pronto-socorro. “Hoje em dia, ainda é possível trocar mensagens e e-mails pelo celular, então, é interessante saber se o profissional tem o hábito de respondê-las com dinamismo”, diz Lucília Santana Faria, pediatra e coordenadora da UTI pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, também na capital paulista. Para pais de primeira viagem, isso costuma dar mais segurança.

3 - Qual sua opinião sobre tratamentos com remédios homeopáticos?

Lucília explica que, quanto mais transparente o relacionamento entre família e médico, melhor para a saúde do bebê. Então, se os pais são adeptos da homeopatia, por exemplo, precisam saber a opinião do pediatra. “Alguns podem até não seguir essa linha, mas não se opõem ao uso de medicamentos, desde que o alopático não seja interrompido”, fala.

4 - Você atende em algum hospital? Qual a instituição que indica para levarmos a criança em caso de emergência?

Diante da resposta, é importante perguntar os motivos que o fazem indicar aquela instituição e avaliar se a família tem como bancar os custos ou se o convênio do bebê é aceito. Cláudia Tanuri, pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, ainda recomenda que os pais indaguem qual a possibilidade de o pediatra acompanhar a internação da criança, caso seja necessária.

5 - Se o bebê apresentar algum problema que você não encontre resposta, qual costuma ser sua conduta?

Lucília afirma que, com essa questão, é possível ter sinais da postura do profissional, se ele faz o tipo que tem resposta para tudo ou se conta com uma boa rede de contatos, colegas que aciona para pedir ajuda para investigar o caso.

6 - Quais suas opiniões a respeito da alimentação do bebê?

Esse questionamento é essencial para que as concepções da família e dele não entrem em xeque, e os pais acabem fazendo coisas escondidas. A confiança e a cumplicidade entre ambos são essenciais. Ele pode ser contra o uso de açúcar branco em qualquer alimento, enquanto você acredita que, de vez em quando, não há mal algum.

7 - É perigoso sair de casa com a criança antes de ela ter tomado todas as vacinas indicadas aos recém-nascidos?

Alguns profissionais defendem que não há problemas, enquanto outros são radicalmente contra. “Para evitar o descompasso, é válido questionar o profissional e pedir para que ele apresente seus argumentos”, diz Cláudia. Também é válido solicitar que ele dê exemplos de lugares que não recomenda de jeito algum. Pode ser o caso de shoppings e supermercados, por exemplo, por serem ambientes fechados e com ar condicionado.

8 - Você indica que tenhamos em casa alguns medicamentos para medicar o bebê ou sempre que houver um problema quer que o levemos até o pronto-socorro?

Cláudia recomenda ter essa conversa com o pediatra antes de algum problema, como alergias e febre baixa, aparecer.

9 - Como as coisas funcionam quando você tira férias?

Os pais precisam saber a quem recorrer na ausência do pediatra. Alguns profissionais informam da ausência com antecedência para que as famílias agendem consultas. Outros indicam colegas para o caso de emergências. Ainda há os que pedem que aguardem seu retorno no caso de consultas rotineiras.

10 - O que você acha de o bebê poder dormir na cama com os pais e sempre ser atendido quando chora?

Pediatras não só cuidam da saúde das crianças, mas também acompanham o desenvolvimento delas. Então, fazer recomendações sobre rotina e comportamento também é papel desses especialistas. Certos profissionais não indicam colo o tempo todo, para o bebê não se acostumar mal, por exemplo, e sugerem deixá-lo chorar. Isso incomoda muitos pais, e com o passar do tempo pode prejudicar a relação com o profissional.

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